<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242</id><updated>2011-12-28T16:56:29.039-02:00</updated><category term='Doces e Conservas'/><category term='Italianos em Jequié'/><category term='A &quot; Putía&quot; de Giovanni Sola'/><category term='Corinto Sarno'/><category term='Sarno em Uberaba - MG'/><category term='Fedele'/><category term='A Fresa'/><category term='O escritório do meu pai'/><category term='Livros Relacionados'/><category term='o Sarno que não veio'/><category term='A Usina  de Arroz'/><category term='Vicente Sarno e Filhos'/><category term='Rua da Itália'/><category term='Gli Italiani in Jequie'/><category term='Sobrenomes Italianos na Bahia'/><category term='O Café'/><category term='A Guerra de Badoque'/><category term='As Flores'/><category term='As Frutas'/><category term='Igreja Matriz'/><category term='Sites e Blogs relacionados'/><category term='O Beco dos Artistas'/><category term='V. Sarno e Irmãos'/><category term='A Loja dos Sarnos'/><category term='Os italianos e o cinema na Bahia'/><category term='Boccia. Bocha'/><category term='A Sala de Visitas'/><category term='Documento curioso: arroba'/><category term='Os Livros'/><category term='Almoço na Casa D&apos;Itália'/><category term='Primeiro Sarno na Bahia'/><category term='Livro &quot;CASA CONFIANÇA&quot;'/><category term='Sangiovanni: História e Folclore'/><category term='Italianos em Poções'/><category term='Profilo'/><category term='Bocce'/><category term='Bodas de Prata'/><title type='text'>Família Sarno</title><subtitle type='html'>Estudos e crônicas da imigração italiana na Bahia.
&amp;quot;Mudam de céu, não de espírito, aqueles que atravessam os mares&amp;quot;
&amp;quot;Cambiano di cielo, non di spirito,
 quelli che passano sul mare&amp;quot;
 Horácio (Epístolas, 1.2.)
      

**Os italianos que não emigraram construiram a Itália. Os italianos que emigraram ajudaram a construir não só a Itália mas diversos outros países.** (Eduardo Sarno)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-7643634681796805678</id><published>2010-01-23T14:57:00.002-03:00</published><updated>2010-01-23T15:29:00.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profilo'/><title type='text'>Profilo</title><content type='html'>Studi e Cronache dell' Immigrazione Italiana a Bahia.&lt;br /&gt;Sono nato a Poções - Bahia, di genitori italiani (Sarno- Sangiovanni). Da 27 anni ricerco sulla presenza italiana a Bahia principalmente a Poções e Jequié. Sono immigrati delle due città del Sud Itália, Trecchina (Basilicata, antica Lucania) e Mormanno (Cosenza), composto de imprenditore nel commercio, nella industria, nella agricoltura  e servizi, riunendosi nelle due città baiane, costituindo probabilmente un fatto ùnico nella storia dell' immigrazione italiana in Brazile. La iniziativa personale di questo blog é di sensibilizare persona física, giurídica e anche i discendenti che si dispongono e possono dare un sostegno finanziario al nostro "Progetto di Ricerca" , in cui i testi qui giá publicatto sono solo una piccola mostra.&lt;br /&gt;Eduardo Sarno - ricercatore dell' immigrazione italiana a Bahia -  &lt;a href="mailto:edusarno@gmail.com"&gt;edusarno@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(I testi e le fotografie sono sulla protezione autoriale- non deveno essere copiati, stampati e editati senza autorizzazione prevista)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-7643634681796805678?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/7643634681796805678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2010/01/profilo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7643634681796805678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7643634681796805678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2010/01/profilo.html' title='Profilo'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2642014248959338749</id><published>2009-10-31T23:07:00.005-03:00</published><updated>2009-11-01T00:07:53.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Guerra de Badoque'/><title type='text'>A Guerra de Badoque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Suz7GAXT4yI/AAAAAAAAAQ8/gMkZv5mIyDY/s1600-h/rua+italia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398966133905941282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Suz7GAXT4yI/AAAAAAAAAQ8/gMkZv5mIyDY/s400/rua+italia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De um lado estávamos nós, filhos de comerciantes abastados, advogados de renome, gringos italianos e grandes fazendeiros. Èramos os Espinheiras, Sarnos, Lopes e Curvelos. Quase todos morando na Rua da Itália, a principal de Poções.&lt;br /&gt;Do outro lado estava “&lt;em&gt;Bocage&lt;/em&gt;” e sua turma: Prexada, Respiço, Buate e Zezim Bocão. Eram chamados moleques, viviam nos arredores da cidade, eram pobres.&lt;br /&gt;Nosso chefe era Ruy Espinheira Filho, por apelido “&lt;em&gt;Abate&lt;/em&gt;” e a guerra tinha regras precisas. Os chefes dos dois grupos parlamentavam e decidiam o dia, a hora e o local da batalha.&lt;br /&gt;Então os preparativos começavam. As “&lt;em&gt;balas&lt;/em&gt;” para os badoques eram feitas de barro e depois assadas. A quantidade necessária era tanta que havia uma “&lt;em&gt;indústria de guerra&lt;/em&gt;”, em que eu, Carlos Sarno e Gey Espinheira, os mais novos, fabricávamos balas para vender.&lt;br /&gt;Eram encomendadas as “&lt;em&gt;capangas&lt;/em&gt;”, bolsas de pano à tiracolo, para colocar as balas. Nossas mães costuravam as capangas com muito gosto, mal sabendo para que fins bélicos elas serviriam. Preparava-se os badoques com ganchos de velame (1) bem aprumado,borracha nova bem amarrada, e sempre um a mais, de reserva. O nome “&lt;em&gt;badoque&lt;/em&gt;”, que transitou do grego ao árabe, na verdade significou primeiro uma noz e depois a bolinha de barro que era atirada, primitivamente com a besta.&lt;br /&gt;Os preparativos e as barricadas eram feitas nos fundos da casa de Abate, pois esse tinha sido o local escolhido. Ali passava, no verão, um fio de água vindo do açude que, após um poço misterioso, ia dar nos fundos do Prédio Escolar Alexandre Porfírio.&lt;br /&gt;O dia marcado se aproximava e a tensão aumentava. Já não se podia sair sozinho à rua, com receio de uma provocação. E tudo era feito em sigilo, nenhum adulto desconfiava.&lt;br /&gt;No dia e hora combinado lá estava cada grupo no seu lado. Os irmãos Lopes, Kíume e Wesley, no inicio da batalha sempre tinham um plano, uma cilada. Saíam os dois e só reapareciam com a luta terminada, inventando e contando as mil dificuldades que tiveram para colocar em prática a cilada, que nunca dava certo.&lt;br /&gt;Luizito havia levado consigo uma sobra de fogos de São João e resolveu, naquela hora de tensão inicial, com todos a postos, soltar um foguete, que subiu assobiando.&lt;br /&gt;Ainda estávamos surpresos quando Luizito, no mais puro gesto cinematográfico levantou-se, brandiu o braço em direção ao inimigo e gritou: "Atacar !". Imediatamente ele recebeu uma saraivada de balas inimigas e teve de se abrigar. A luta começara. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398965372923090802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Suz6Zte3F3I/AAAAAAAAAQs/rocfkaSXQg0/s400/ze+ruy+gey+luizito.JPG" border="0" /&gt;Sempre lutávamos com bravura, mas só os derrotamos uma vez, quando tivemos a ajuda inesperada de um aliado desconhecido, com uma funda. Tínhamos mais planos, mais idéias e mesmo mais sonhos. Mas eles tinham mais garra e pontaria. As coisas nunca aconteciam como prevíamos. Correndo das balas, aprendíamos que ali as coisas não se passavam como nos filmes que víamos, onde os artistas sempre ganhavam.&lt;br /&gt;E por que não seriam os artistas Bocage e sua turma? Só hoje, tarde demais, me pergunto isso.&lt;br /&gt;As guerras acabaram quando uma bala perdida quebrou a vidraça e acertou o Juiz de Direito da Comarca, o Dr. Eurico Alves Boaventura, dentro do Fórum. Sob o império da lei, recolheram todos os badoques do Município. Era proibido badocar. Para alegria dos pássaros, vidraças e Juizes de Direito.&lt;br /&gt;Não sei ao certo quando levantaram a proibição . Só sei que desde então, até hoje, não badocamos mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398965506005207202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 388px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Suz6hdQHCKI/AAAAAAAAAQ0/bQ1VCjNfgeg/s400/gey+carlos.JPG" border="0" /&gt; Teve início então a época das espingardas de encher pelo cano, da caça às rolinhas, dos tiroteios no açude novo, com Gey alvejado por tres chumbinhos no antebraço, que sempre exibia orgulhoso, como um troféu, e as lavadeiras fugindo e gritando desesperadas:&lt;br /&gt;“- Para com isso, “ &lt;em&gt;meninos endiabrados&lt;/em&gt; ! ”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Planta da família das euforbiáceas&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2642014248959338749?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2642014248959338749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/guerra-de-badoque.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2642014248959338749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2642014248959338749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/guerra-de-badoque.html' title='A Guerra de Badoque'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Suz7GAXT4yI/AAAAAAAAAQ8/gMkZv5mIyDY/s72-c/rua+italia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-1690710675179643991</id><published>2009-10-20T23:41:00.004-03:00</published><updated>2009-10-20T23:48:37.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bocce'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boccia. Bocha'/><title type='text'>Bocce, Boccia, Bocha</title><content type='html'>Seja com o nome como já era conhecido na antiga Roma, ou como é conhecido na Itália ou no Brasil, este jogo, agradável, simples e adaptado a todas as idades sempre foi praticado onde havia colônias italianas.&lt;br /&gt;A Casa D´Itália tem uma bela quadra de Boccia onde aos domingos os italianos se encontram para uma disputa amistosa.&lt;br /&gt;Em Poções jogava-se a Boccia na praça, mas depois a prática foi se extinguindo e pouca lembrança restou.&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul a prática do jogo sempre esteve presente entre os imigrantes e seus descendentes. (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394879241748932482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St52FkqS54I/AAAAAAAAAQQ/6n3b4hMszgw/s320/bocha.JPG" border="0" /&gt;Para ampliar a prática deste esporte, o Sr. Paolo La Macchia (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394879082021628050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St518RoVqJI/AAAAAAAAAQI/onyEIXrFWzA/s320/77.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;está realizando, todas as terças e quintas, às 19 horas, sessões gratuitas de instrução e prática aos interessados.&lt;br /&gt;Contato e informações com a secretaria da Casa D’Itália – (71) 3329-5564.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-1690710675179643991?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/1690710675179643991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/bocce-boccia-bocha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1690710675179643991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1690710675179643991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/bocce-boccia-bocha.html' title='Bocce, Boccia, Bocha'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St52FkqS54I/AAAAAAAAAQQ/6n3b4hMszgw/s72-c/bocha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-9076331501854552185</id><published>2009-10-20T23:31:00.007-03:00</published><updated>2009-10-20T23:41:17.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Almoço na Casa D&apos;Itália'/><title type='text'>Almoço na Casa D'Itália</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St50VtSedvI/AAAAAAAAAP4/31u374eYhUk/s1600-h/ant+belmonte.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394877319919597298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St50VtSedvI/AAAAAAAAAP4/31u374eYhUk/s320/ant+belmonte.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No dia 18 de Outubro de 2009 a Diretoria , tendo como Presidente o Sr. Antonio Belmonte (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), inaugurou o novo piso de granito do salão da Casa D’Itália. Da confraternização ,com música italiana ao vivo e deliciosa macarronada, participaram diversos sócios, amigos e familiares. (&lt;em&gt;fotos&lt;/em&gt;)&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394876825687799778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St5z48Ibt-I/AAAAAAAAAPw/1SSnWL352fA/s320/salao+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394876703109868002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St5zxzfk6eI/AAAAAAAAAPo/2yYL78bJhv0/s320/salao+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-9076331501854552185?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/9076331501854552185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/almoco-na-casa-ditalia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/9076331501854552185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/9076331501854552185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/almoco-na-casa-ditalia.html' title='Almoço na Casa D&apos;Itália'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/St50VtSedvI/AAAAAAAAAP4/31u374eYhUk/s72-c/ant+belmonte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-8606883387405549136</id><published>2009-10-16T00:46:00.013-03:00</published><updated>2009-10-17T15:21:28.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vicente Sarno e Filhos'/><title type='text'>Vicente Sarno e Filhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoDhFYkTCI/AAAAAAAAAPQ/he-FILuhcv4/s1600-h/tio+vicente+b.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393627370645376034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoDhFYkTCI/AAAAAAAAAPQ/he-FILuhcv4/s320/tio+vicente+b.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vicente Sarno (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) veio da Itália para o Brasil em 1905, com a idade de 12 anos. Deixou os pais em Mormanno (Cosenza) e foi trabalhar com o tio Francesco Sarno em Poções, interior da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393626681633478770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoC4-nVGHI/AAAAAAAAAO4/eumcnP-EJDg/s320/lelinha.JPG" border="0" /&gt; Casou-se com Aurelina “Lelinha” Pithon (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) (*1897 + 1998),&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393626861259085730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoDDbxaV6I/AAAAAAAAAPA/YFpBlVdQRWA/s320/pe+pithon.JPG" border="0" /&gt; sobrinha do Padre Pithon  "&lt;em&gt;Dinho Padre&lt;/em&gt;"  ( &lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), vigário de Poções na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393627030161867794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoDNQ--RBI/AAAAAAAAAPI/gdgAsahdDlU/s400/Vicente+filhos.JPG" border="0" /&gt; O casal teve oito filhos (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;) : da esquerda para a direita: Benito(*1931), Maria (Lourdes)(*1930 + 2009), Manoel (Maneca)(*1925 +1974), Lea (*1932), Aurelina Pithon, Vicente Sarno, Teresa(*1929), Élio (*1927), Francisco (Chico)(*1926 +1986) , Fidélis (*1926).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-8606883387405549136?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/8606883387405549136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/vicente-sarno-e-filhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/8606883387405549136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/8606883387405549136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/vicente-sarno-e-filhos.html' title='Vicente Sarno e Filhos'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StoDhFYkTCI/AAAAAAAAAPQ/he-FILuhcv4/s72-c/tio+vicente+b.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-6847417183371117386</id><published>2009-10-14T01:08:00.005-03:00</published><updated>2009-10-16T00:36:05.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Café'/><title type='text'>O Café</title><content type='html'>Em Poções, no verão, as tardes quentes prenunciavam noites frescas. Na Rua da Itália, o ponto de encontro dos primos, depois do jantar,  era  a varanda  de nossa casa ou a de  tio Valentim.&lt;br /&gt;O papo corria solto, com piadas contadas pelo primo Irineu (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), gargalhadas e comentários os mais diversos. Nós estávamos de férias, todos chegados de Salvador, depois de um ano inteiro de estudos, alguns internos no Salesiano ou Marista. &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392303402872427042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVPYBFXUiI/AAAAAAAAANw/lDQB-ooMFl0/s320/irineu.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Invariavelmente meu pai e minha mãe caminhavam pela calçada, e tio Américo e tio Luis às vezes vinham juntar-se a eles.&lt;br /&gt;Quando terminava o passeio meu pai sempre parava para uma prosa com os sobrinhos. Um dedo de prosa, como se dizia.&lt;br /&gt;Uma das vezes o assunto foi o café. Naqueles idos de 1950 o café era um assunto nacional, não só pelo volume de exportação como o fato de grandes quantidades terem sido queimadas, ou jogadas ao mar, para manter o preço. Criticava-se também o fato do Brasil não poder vender café diretamente à União Soviética, e ter de fazê-lo através dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Meu pai explicava pacientemente, e com ar professoral, todos os detalhes do mercado do café, mas a discussão continuava. Ele então pedia um momento, entrava em casa e ia buscar o “&lt;em&gt;dossiê do café&lt;/em&gt;”: um classificador onde estavam anotações, recortes e correspondência sobre o mercado do café. Ele então lia os documentos que confirmavam as suas afirmações e todos terminavam convencidos pelos fatos.&lt;br /&gt;A firma Sarno &amp;amp; Irmãos tinha fazenda onde plantava café, e um armazém (&lt;em&gt;foto-1948&lt;/em&gt;) onde comercializava o próprio e o adquirido, além de mamona, cacau, peles, etc. Tio Luis e tio Emilio gerenciavam o armazém, e eram “&lt;em&gt;experts&lt;/em&gt;” em café, reconhecendo e avaliando os grãos de qualidade para a compra e beneficiamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392303223000866514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVPNjApHtI/AAAAAAAAANg/epS2CTKTIMQ/s320/armazem.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Erotildes e Vitalino eram os “&lt;em&gt;camaradas&lt;/em&gt;” de confiança que pegavam no pesado e deixavam tudo arrumado. Eram pilhas enormes de sacas de café e cacau. O transporte era feito no caminhão de Herculano.&lt;br /&gt;Sempre nós íamos lá brincar e quando havia algum saco de cacau furado enchíamos os bolsos com as sementes e em casa conseguíamos fazer um chocolate caseiro, muito gostoso. Anos depois, ao tentar repetir o feito em Itacimirim, só consegui fazer um mingau lilás, logo apelidado de “&lt;em&gt;chocogrude&lt;/em&gt;” e rejeitado por todos... menos pelo primo Pietro Sangiovanni, que comeu e achou delicioso ! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fidelão, filho de tio Emilio, e Fernando, filho de tio Luis, tinham uma brincadeira mais sofisticada: brincavam de Zorro em italiano!&lt;br /&gt;No armazém, o cheiro das sacas de café e cacau era inesquecível, e do alto das pilhas ficávamos olhando as “&lt;em&gt;catadeiras&lt;/em&gt;” ou "&lt;em&gt;pianistas&lt;/em&gt;"  (&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;), mulheres que, sentadas em grandes bancos catavam os grãos. Erotildes e Vitalino subiam nas compridas mesas e despejavam os grãos, arrastando as sacas. &lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392303317756466594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVPTEAI1aI/AAAAAAAAANo/OhiGbNubmjY/s320/catadeiras.JPG" border="0" /&gt; A firma Sarno vendia para Brandão &amp;amp; Filhos, e para isso tinham de estar em dia com as cotações nacionais e internacionais. Assim, era imprescindível para Corinto ouvir pelo rádio o noticiário do Repórter Esso, e a Rádio Nacional com as últimas novidades do cambio e das cotações.&lt;br /&gt;Na década de 50, na Europa ainda havia as dificuldades do pós-guerra, e minha mãe fazia pequenos sacos de algodão , onde cabia um quilo de café em grão. Nós íamos levar ao Correio para postar para os parentes em Mormanno, na Itália. Quem nos atendia era Zulmerinda Duarte Curvelo, futura sogra de meu irmão José Fidelis.&lt;br /&gt;Os italianos da família Leto, em Jequié, faziam o mesmo, postando para os parentes em Trecchina.&lt;br /&gt;O café era torrado em casa. Meu pai trazia uma seleção dos melhores grãos, e colocava em um cilindro de ferro com uma manivela, para girar. No quintal havia o lugar apropriado para o encaixe do cilindro e o fogo era colocado em baixo. Dali o café já torrado ia para a máquina de moer, também manual, e esta era uma tarefa para nós, meninos.&lt;br /&gt;Bule, chaleira e coador de algodão eram os utensílios usuais que completavam a feitura do café. O bule costumava ficar em cima da chapa quente do fogão a lenha. Por vezes usava-se a cafeteira italiana.&lt;br /&gt;Minha mãe, muito econômica, e achando que o pó era tão bom que se prestava para isso, chegava a fazer café duas vezes com o mesmo pó, para desgosto e protestos de nós, consumidores familiares.&lt;br /&gt;Certa feita meu pai trouxe amostras de café in natura para torrar, moer e coar dentro da melhor técnica, para degustação. Era uma encomenda importante para exportação. Desavisada, ou usando a sua visão econômica, minha mãe misturou com outros grãos... para render !&lt;br /&gt;As visitas tomavam sempre um cafezinho bem passado, servido em bandeja de prata e xícaras finas de fabricação francesa ou japonesa, que ficavam na cristaleira da sala.&lt;br /&gt;Para meu pai – não sei se invenção dele ou dela – minha mãe fazia uma “&lt;em&gt;garapa&lt;/em&gt;” de café, gelada, que eu levava no meio da tarde quente para o escritório dele, na Casa Sarno. Ao que parece o meu pai apreciava, porque no dia seguinte a garrafa estava vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;27.07.08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-6847417183371117386?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/6847417183371117386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/o-cafe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6847417183371117386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6847417183371117386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/o-cafe.html' title='O Café'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVPYBFXUiI/AAAAAAAAANw/lDQB-ooMFl0/s72-c/irineu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-347227329347256147</id><published>2009-10-14T00:18:00.004-03:00</published><updated>2009-10-16T00:39:18.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o Sarno que não veio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fedele'/><title type='text'>Fedele, o Sarno que não veio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVDV0ikUpI/AAAAAAAAANQ/2Js0nw2RkAI/s1600-h/fedele.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392290171005981330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVDV0ikUpI/AAAAAAAAANQ/2Js0nw2RkAI/s320/fedele.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Fedele Sarno (foto) (*1860- +1942), nunca veio ao Brasil, mas mandou 7 dos seus filhos: Vicente (*1893-+1975), Corinto (*1899-+1970), Luis (*1907-+1994), Valentim (*1902-+1990), Emilio (*1904-+1977), Rosina (*1911-+1973) e Camilo (*1909-+1995).&lt;br /&gt;Na foto com a esposa Teresina Minervini (*1870+1940) falta o filho Vicente, que já estava no Brasil,  em companhia do tio Francesco Sarno ,em Poções,interior da Bahia.&lt;br /&gt;Esta foto foi tirada por volta de 1915, estimando-se a idade de Rosina, a mais nova, em torno de 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392290336849372594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVDfeWtpbI/AAAAAAAAANY/6FLMRQBU54c/s320/fedele+familia.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Da esquerda para a direita: Luis – Emilio- Corinto – Teresina Minervini - Carmine (&lt;em&gt;falecido precocemente&lt;/em&gt;) – Rosina – Fedele Sarno – Camilo – Valentim.&lt;br /&gt;Esta foto certamente foi enviada para Vicente, para que conhecesse os irmãos que haviam nascido depois da sua partida e os que havia deixado bem novos.&lt;br /&gt;Além dos filhos que vieram para a Bahia, dois irmãos de Fedele vieram para o Brasil: Antonio, para Minas Gerais (&lt;em&gt;ver matéria neste blog&lt;/em&gt;) e Maria Agnese, para Santos, casada com De Franco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-347227329347256147?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/347227329347256147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/fedele-o-sarno-que-nao-veio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/347227329347256147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/347227329347256147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/10/fedele-o-sarno-que-nao-veio.html' title='Fedele, o Sarno que não veio'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StVDV0ikUpI/AAAAAAAAANQ/2Js0nw2RkAI/s72-c/fedele.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-5968519069223160600</id><published>2009-09-19T23:07:00.011-03:00</published><updated>2009-10-16T00:44:43.698-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Flores'/><title type='text'>As Flores</title><content type='html'>Os italianos, apesar da origem urbana, tinham forte ligação com os produtos do campo e ficavam embevecidos com a extensão da terra, sua qualidade e consequente profusão do verde em Poções&lt;br /&gt;Refinados, procuravam adequar estes fatores para um cultivo doméstico de plantas variadas. Fazia parte da atividade de lazer dos meus tios o cuidado com as plantas. Da entrada da casa até o fundo do quintal, passando pela sala, copa e ampla área de serviço, tudo era uma ornamentação natural do verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRTnC2XhI/AAAAAAAAAM4/8BNfx3c9aRE/s1600-h/flores+rui-americo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368695675772434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRTnC2XhI/AAAAAAAAAM4/8BNfx3c9aRE/s200/flores+rui-americo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Caqueiros, canteiros, caixotes da Casa Sarno, tudo servia para acolher plantas. Nas nossas casas havia dois tipos de quintais: o primeiro era das plantas ornamentais, junto da área de serviços, onde as domésticas lavavam as roupas, “&lt;em&gt;areiavam&lt;/em&gt;” (1) panelas e cozinhavam no grande fogão a lenha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;O segundo, separado por um muro, era o quintal das árvores frutíferas, onde se jogavam os restos de comida, que eram ciscados pelas galinhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mesmo não dispondo do recurso das cores, o fotógrafo registrou a exuberancia das flores &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(casa de Ruy Espinheira e depois Américo Libonati)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368888124193010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRez-IOPI/AAAAAAAAANI/Er06meO5CBI/s200/rosa+alba-ma+teresa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rosa Alba e Maria Teresa Sarno &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No nosso quintal das plantas ornamentais havia algumas árvores frutíferas, que faziam sombra, e tudo o mais eram flores. No correr do muro estavam as rosas. As “&lt;em&gt;Branca de Neve&lt;/em&gt;” eram solicitadas para se fazer chá. A “&lt;em&gt;Vermelha&lt;/em&gt;” deslumbrava pela beleza, a “&lt;em&gt;Cor de Rosa&lt;/em&gt;” pela delicadeza e a “&lt;em&gt;Rosa Menina&lt;/em&gt;” pela mimosidade. Na poda, porque as pessoas pediam, os galhos eram sempre guardados para fazer muda.&lt;br /&gt;Ao lado das rosas atracava-se ao muro a planta que achávamos a mais curiosa: a “&lt;em&gt;Meia&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Noite&lt;/em&gt;”. Crescia pelas laterais parecendo da família dos cactos e dela desabrochava uma linda e grande flor branca, mas como justificava o nome, à meia noite.&lt;br /&gt;Entre as janelas do quarto de meus pais e as da sala ficava um jardim cimentado com um círculo no meio e complementos geométricos nos lados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368392106888226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRB8KYzCI/AAAAAAAAAMg/KX47Vdh59Rg/s200/aninna+netos.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aninna Sarno com netos e sobrinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali ficavam as “&lt;em&gt;Gérberas&lt;/em&gt;” e eventualmente alguma outra planta. Ao lado, trepando por um pequeno caramanchão, o encanto olfativo do nosso jardim: o “&lt;em&gt;Estefanote&lt;/em&gt;”, ou “&lt;em&gt;Jasmim de Madagascar&lt;/em&gt;”. Brancas e pequeninas, as florzinhas exalavam um perfume inigualável. Não por acaso o seu nome de origem grega – “&lt;em&gt;stephanotis&lt;/em&gt;” – significa “&lt;em&gt;próprio para fazer coroas&lt;/em&gt;”. Em 1955 no casamento de Ada, minha irmã, elas foram usadas para o “bouquet” da noiva. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(foto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRH3LSnSI/AAAAAAAAAMo/z4X5G22EhcQ/s1600-h/bouquet+ada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368493847715106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRH3LSnSI/AAAAAAAAAMo/z4X5G22EhcQ/s200/bouquet+ada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parasitária do pé de laranja-flor vegetava delicadamente uma orquídea cujas flores nos encantavam. Meu pai tinha por ela um cuidado e admiração especial, fazendo questão de mostrar a todas as visitas.&lt;br /&gt;Em seguida, alinhados em caixotes de madeira trazidos da loja estavam os cravos de várias cores ,que meu pai cuidava com conhecimento e gosto. Meio dia, ao chegar da loja ele ainda encontrava tempo para ir, de chapéu, suspensórios e manga de camisa dar uma olhadinha nos cravos: uma amarradinha aqui, uma folha estragada ali e já estava na hora do almoço. E Dona Aninna, com a macarronada na mesa, não gostava de chamar duas vezes.&lt;br /&gt;Mas ela também tinha a sua preferência: eram os “&lt;em&gt;Copos de Leite&lt;/em&gt;”, de densa folhagem verde e belíssimos envelopes brancos com uma haste amarela no interior. Havia um canteiro grande só para eles e, como veremos, tinham uma destinação sagrada. Ao lado deste canteiro estavam as palmeiras ornamentais, baixas e o “&lt;em&gt;Bambu Chinês&lt;/em&gt;” ao qual eu tinha predileção, pela sua beleza e leveza.&lt;br /&gt;Por todo lado havia plantas e flores. Dentre estas lembro de um enorme “&lt;em&gt;Cróton&lt;/em&gt;” que não resistiu ao olhar do Padre Honorato e murchou. Todas as flores bonitas que ele via dizia: “-Mande para a minha igreja”. E as pessoas receavam que elas murchassem.&lt;br /&gt;Havia ainda “&lt;em&gt;Sorriso de Helena&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;Violetas&lt;/em&gt;”, o “&lt;em&gt;Hibisco&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;Graxa de Soldado&lt;/em&gt;”, as “&lt;em&gt;Palma de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Santa Rita&lt;/em&gt;” -também destinada a rituais sagrados- as “&lt;em&gt;Hortênsias&lt;/em&gt;”, as “&lt;em&gt;Margaridas&lt;/em&gt;”, os “&lt;em&gt;Gerânios&lt;/em&gt;”, as “&lt;em&gt;Samambaias&lt;/em&gt;”, os “&lt;em&gt;Alfinetes&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;Aspargo Ornamental&lt;/em&gt;”, a “&lt;em&gt;Sete Léguas&lt;/em&gt;”, trepadeira de flores cor rosa-claro, abundante na região, as “&lt;em&gt;Avencas&lt;/em&gt;”, que requeriam especial cuidado, os “&lt;em&gt;Antúrios&lt;/em&gt;”, o “&lt;em&gt;Amor-Agarradinho&lt;/em&gt;”, a “&lt;em&gt;Begônia Imperial&lt;/em&gt;” e as plebéias, o “&lt;em&gt;Caládio&lt;/em&gt;”, a “&lt;em&gt;Boa Noite&lt;/em&gt;”, pequeninas e prolíferas, o “&lt;em&gt;Coléu&lt;/em&gt;”, as “&lt;em&gt;Dálias&lt;/em&gt;”, e as delicadas “&lt;em&gt;Angélicas&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Para molhar este mundo multicolor havia um grande tonel revestido internamente de cimento, onde era colocada a água trazida do açude pelos “camaradas”, como eram chamados os aguadeiros. Para maior comodidade foi construída uma cisterna no quintal de baixo. A água era salobra mas servia para molhar as plantas. Com a chegada da água encanada e a construção de tanques elevados usávamos a mangueira, que tinha um esguicho regulável na ponta. Tínhamos aprendido que nunca se molhava planta com o sol quente. No final da tarde, para cada tipo de planta dávamos o esguicho apropriado. Quando era uma planta delicada a água saia como uma nuvem úmida e os raios de sol brincavam de arco-íris nas suas gotículas flutuantes. Nestes momentos mágicos, se das folhagens surgissem gnomos e duendes, nossa imaginação absorveria isso como um fato comum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;( Elisa Maria Sangiovanni  e a gérbera)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRNYHTTgI/AAAAAAAAAMw/jic7Tu2LKko/s1600-h/elisa+flor.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368588588699138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRNYHTTgI/AAAAAAAAAMw/jic7Tu2LKko/s200/elisa+flor.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neste mundo de plantas e flores, algumas eram mais destacadas pela utilidade ou pelo inusitado. Na casa de tio Valentim, por exemplo, crescia uma grande flor chamada “&lt;em&gt;Trombeta de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Anjo&lt;/em&gt;” que nas nossas brincadeiras usávamos para assoprar e estourar, como se faz com sacos de papel. De uma planta tipo “&lt;em&gt;Orelha de Gato&lt;/em&gt;” tirávamos uma folha que era pregada na parede e ali ela se desenvolvia, gerando novas folhas. Da parreira de uva e do pé de mamão usávamos as folhas como molde, recobrindo de cimento e, quando secas pintávamos de verde. Um arame era encaixado no cimento, para poder pendurá-las na parede, como decoração. Uma outra folha, toda cinza, de uma planta tipo “&lt;em&gt;Cinerária&lt;/em&gt;”, era colocada dentro de um livro para que ficasse ressecada e dura. No período das brincadeiras químicas tentamos fazer perfumes e tintas com as rosas, mas foi um fracasso total.&lt;br /&gt;Mas as flores nativas não eram desprezadas. Os lindos cachos de flores amarelas do “&lt;em&gt;Canjuão&lt;/em&gt;” eram usados nas “&lt;em&gt;corbeilles&lt;/em&gt;” que enfeitavam os eventos profanos no Clube Social União das Classes, quando, por exemplo, Aurora Sarno e outras senhorinhas locais organizaram desfiles de trajes típicos italianos, vindos de Salvador por empréstimo da família Galeffi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRZjc3LpI/AAAAAAAAANA/ImYrCchmXqY/s1600-h/noemia+traje.JPG"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Noemia e Maria Teresa Sarno-traje típico)&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StfrXfIURwI/AAAAAAAAAOA/tuFWdzo8lT4/s1600-h/noemia+ma+teresa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393037867525359362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/StfrXfIURwI/AAAAAAAAAOA/tuFWdzo8lT4/s320/noemia+ma+teresa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia de glória, para aquelas modestas flores dos jardins domésticos, era quando cumpriam a importante e sagrada missão de enfeitar os andores e o altar.&lt;br /&gt;A decoração era feita pelas mãos de senhoras e senhorinhas de Poções - Maria Teresa Schettini, Ida Benedictis, Josepina Sarno, Anna Maria Sangiovanni, Araci Schettini, Mavione Fagundes, Zina Paradela, Celeste Pinto, Laurita Amaral e mais uma quantidade imensa de voluntárias zelosas.&lt;br /&gt;Os andores do Divino, de N.S. de Fátima, de Santo Antonio, São José , São Geraldo e São Roque, eram carregadas nos ombros de cidadãos católicos como João Lago, Fernando Schettini, Irineu Sarno, Valentim Sarno, Corinto Sarno, Américo Libonati e outros, devotamente vestidos de impecáveis paletós de linho branco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWQ7XR_AXI/AAAAAAAAAMY/vxzFuY6bjHo/s1600-h/andor+schettini.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368279127425394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWQ7XR_AXI/AAAAAAAAAMY/vxzFuY6bjHo/s200/andor+schettini.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383368142577816674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWQzamBVGI/AAAAAAAAAMQ/t85hvDBbJZ8/s200/andor.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)Valentim Sarno, Corinto Sarno e Américo Libonati- Geraldo Sarno com o turíbulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2) João Lago e Fernando Schettini&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De todas as flores só uma minha mãe não gostava. Era o “&lt;em&gt;Cravo de Defunto&lt;/em&gt;”, de tons escuros e violáceos. Era até compreensível, pelo presságio que trazia no nome. Mas, como bom jardineiro, meu pai não tinha preconceito nem superstição e a incluía entre as suas protegidas.&lt;br /&gt;E toda semana a velha Marcolina, de rosto enrugado pela idade, passava lá em casa para um dedo de prosa, tomar um cafezinho, ganhar alguns mantimentos e retalhos de pano, com os quais fazia as suas flores artesanais. Eram flores bonitinhas, bem feitas, mas, para nós, acostumados a conviver com a exuberância da natureza, ali mesmo na nossa casa, nada poderia imitá-la.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Usava-se uma bucha com areia bem fina, que era encontrada perto de um poço antes do açude velho. Servia tanto para as panelas de alumínio como de barro. Dizia-se “ariar”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Setembro.98&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-5968519069223160600?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/5968519069223160600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/09/as-flores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5968519069223160600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5968519069223160600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/09/as-flores.html' title='As Flores'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SrWRTnC2XhI/AAAAAAAAAM4/8BNfx3c9aRE/s72-c/flores+rui-americo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-6620278322605963296</id><published>2009-09-13T16:24:00.015-03:00</published><updated>2009-09-27T16:51:33.542-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Frutas'/><title type='text'>As Frutas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando, em Poções, eu ia ajudar meu primo Fernando a colher limas, no quintal da casa de tio Luis, as instruções eram precisas e detalhadas: tinha que cortar pelo talo, para que as limas se conservassem mais tempo e depositar na cesta com cuidado, sem nunca jogar, para não amassar e amargar. No meio da quente manhã estávamos liberados para chupar quantas limas quiséssemos. Era um prazer para os olhos e para o paladar ver e degustar aqueles gomos simétricos e suculentos exalando um odor convidativo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381036155248880242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1H340kqnI/AAAAAAAAAKY/bLhE32UjEdc/s200/frutas+5+ze+luizito.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;José e Luis Fidelis Sarno &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;O quintal da casa de tio Luis era, como todos os quintais dos outros tios, uma bela mistura de flores e frutas. Ele, com seus dedos curtos e voz grossa falava carinhosamente das experiências com maçãs, pêras, ameixas e novos tipos de uvas que ele estava sempre tentando fazer vingar.&lt;br /&gt;Situados entre a tórrida Jequié e a fria Vitória da Conquista, os italianos em Poções, por cultura e teimosia sempre tentavam fazer florescer algumas frutas de clima temperado. Houve mesmo uma experiência em um sítio, perto da Rodovia Rio-Bahia, que chamávamos de Casa Branca, onde meu pai tentou iniciar uma plantação de uva, associado com Gringo Lamêgo e Miguel Lopes. Como se dizia na época, “ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”. Acho que as formigas, seguindo o refrão, começaram acabando com as parreiras da Casa Branca. Assim, as uvas continuaram restritas aos quintais dos “gringos”, como éramos chamados, sem ressentimentos, pela população local.&lt;br /&gt;Mas a batalha contra as saúvas não terminara. Por vezes, quando vínhamos à noite do Cine Teatro Santo Antonio , meu pai, ao ver uma fila de saúvas pedia-me para ir buscar a lanterna e seguíamos meticulosamente a trajetória das inimigas. No dia seguinte voltávamos com os armamentos adequados e tentávamos aniquilá-las pulverizando “pó de broca”. Nos quintais a defesa natural contra saúvas e outros insetos eram as galinhas que, automáticamente bicavam todos os seres perniciosos e minúsculos que aparecessem.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381036271542570002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1H-qDJjBI/AAAAAAAAAKg/z_So-nrr8gc/s200/frutas+6-aninna+angelina.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Angelina Grisi Sarno - Aninna Sarno e crianças &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;Podar e enxertar eram duas atividades que meu pai se dedicava com especial interesse. Os habitantes de Poções já não estranhavam quando Corinto Sarno aparecia na Rua da Itália de suspensórios, mangas curtas e capacete colonial, com uma foice pequena e gorducha nas mãos. Eu conduzia uma vara, na ponta da qual havia uma espécie de tesoura que era acionada por um cordão que vinha até em baixo. E lá íamos nós podando as árvores de ficus, que embelezavam a nossa rua. Na época em que apareceu um pequeno inseto perturbador, por isso logo apelidado de “lacerdinha” em alusão ao governador Carlos Lacerda, a poda foi mais rigorosa.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381036458920651522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1IJkFkKwI/AAAAAAAAAKw/coLmliDQps8/s200/frutas+9+lelinha+2.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aninna Sarno e Lelinha Pithon &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;Os enxertos eram feitos principalmente nas parreiras e nos cítricos. Tínhamos um pé de laranja que produzia simultâneamente laranja pêra e de umbigo. Para fazer os entalhes meu pai usava um canivete “Corneta”, inseparável e amoladíssimo. Depois de encaixados, os entalhes eram revestidos com barro, seguros por um retalho de pano e amarrados com caroá, um barbante macio feito de sisal. As mudas enxertadas ficavam em uma espécie de berçário, junto ao pé de abacate e meu pai cuidava delas com carinho e orgulho. Ali ficavam também as mudas de parreiras e mangas que ele preparava para dar de presente.&lt;br /&gt;Na época da poda da parreira, ele separava meticulosamente com a pequena foice as partes que se prestavam para fazer muda. E o serviço era completo. Além de aguardar que as mudas pegassem, ele ia levar e plantar na casa do “freguês”, que era como gostava de se referir às pessoas em geral. Depois de crescidas ele orientava como pulverizar com enxofre, na época adequada e como fazer a poda. Vitalino, um empregado do armazém da firma V.Sarno &amp;amp; Irmãos chegou a produzir em seu quintal uvas suficientes para vender.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381035732745946658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1HfS4BhiI/AAAAAAAAAKA/GP9qSrWjHYI/s200/frutas+3+uvas+corinto.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Parreira da casa de Corinto Sarno &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;As uvas eram um capítulo especial. Tinha da roxa, da branca – moscatel - e uma pequena doce que só tio Luis tinha. De todas, as nossas eram reconhecidamente as melhores, talvez pela proximidade da parreira com a casa, o que levava meu pai a ter um cuidado quase diário com ela. A moscatel ficava entre a copa e nossos quartos, em um jardim interno, e ela parecia retribuir a proximidade, tal a beleza e delícia das uvas. Talvez daí a simbiose que se estabeleceu entre meu pai e as árvores. Quando ele adoeceu elas também foram definhando e todos comentavam que sem “seu” Corinto as frutas não eram como antes. Ele sempre nos recomendava : tire um cacho mas não tire uma uva, pois sabia que uma uva tirada atraia insetos, prejudicando as outras uvas. Seguindo a recomendação, subíamos no tanque e nos deliciávamos com as uvas. Até na loja da Casa Sarno, que tinha um minúsculo quintal, florescia uma parreira e um pé de figo ainda viventes.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381036368189311330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 116px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1IESFhyWI/AAAAAAAAAKo/oOUK1QllYJw/s200/frutas+7+camillo.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Camilo Sarno &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;Era uma obra de arte ver Corinto Sarno descascando e comendo uma manga. Para começar não era uma manga qualquer. Era uma manga Augusta, cujo caroço ele havia recebido do irmão Vicente. E ele cuidadosamente plantou não no quintal mas no jardim, ficando em frente à janela do seu quarto. Na verdade o irmão havia enviado uma caixa de mangas, mas como demoraram a chegar só restaram os caroços das mangas estragadas.&lt;br /&gt;Era uma mangueira frondosa e afamada. Os sobrinhos e amigos procuravam sempre identificar a procedência da manga quando ganhavam uma, e a Augusta era a mais disputada. Grandes, bonitas, de cor e odor sem igual eram sempre colhidas com o corrupixel. Esta palavra estranha que deriva do francês “clocher”: sino, deu nome à vara com o saquinho em forma de sino, amarrado na sua extremidade.&lt;br /&gt;Era diante de semelhante fruta que Corinto, de faca e garfo descascava jeitosamente e degustava aquela polpa quase sem fibras. Era o prêmio pelo cuidado que ele havia tido com a árvore. O caroço ele não chupava, era disputado pelas minhas irmãs, que o deixavam careca.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381036541426315682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1IOXccsaI/AAAAAAAAAK4/Qm0zpvVcl_w/s200/frutas+10-aninna+gari.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aninna Sarno e Garibaldo Santana &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;Sempre que tinha alguém viajando para Salvador, de ônibus ou carro próprio, tio Luis perguntava se podia levar um “pacotino” com frutas para algum tio, sobrinho ou amigo. Este era o nome genérico que ele usava para qualquer tamanho de pacote e por vezes nos surpreendia com “pacotões” que sabíamos não poder demorar de entregar, por se tratar de frutas! Como já estávamos acostumados, e reconhecíamos a sua boa vontade de arrumar as frutas cuidadosamente com cavaco da marcenaria de Giovanni Sola, quase sempre o “&lt;em&gt;pacotino&lt;/em&gt;” ("&lt;em&gt;pacchettino&lt;/em&gt;") chegava ao seu destino. O “&lt;em&gt;quase&lt;/em&gt;” fica por conta de um pecado cometido por m Pepone eu e Heraldo Curvelo: ao invés de levar o “&lt;em&gt;pacotino&lt;/em&gt;” resolvemos, por pura molequeira, devorar o conteúdo...&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381035599345269602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 129px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1HXh60u2I/AAAAAAAAAJ4/ASYFpjJ-0zA/s200/frutas+1-+lea+cristina.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Léa Sarno e Cristina &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Todos nós respeitávamos as frutas. Mesmo os marmelos e laranjas que vinham da fazenda, trazidas por tio Luis na camionete, dentro de grandes panacuns de cipó, chegavam sem nenhum machucado e eram guardados em largas prateleiras nas despensas.&lt;br /&gt;Mas, um dia, um grande pecado foi cometido pela nossa turma. Uma tarde, estando no quintal de tio Emílio, achamos por mal badocar os abacates da casa de José Schettini. Os abacates ainda estavam verdes, mas os longos talos em evidencia ensejaram uma disputa para ver quem derrubava mais. No final da tarde um triste Schettini levou um cesto de abacates abatidos e incriminadores para o escritório de meu pai.&lt;br /&gt;Havia um pé de laranja flor – ou laranja lima, como também se diz – perto da copa, onde fazíamos as refeições, que de tão bonitas as laranjas eram por nós, primeiro admiradas e depois consumidas, nas frias noites de junho. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1Hm6efC8I/AAAAAAAAAKI/I3SJCCGrGDs/s1600-h/frutas+4+ada+.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381035863635332034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 94px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1Hm6efC8I/AAAAAAAAAKI/I3SJCCGrGDs/s200/frutas+4+ada+.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Além das frutas nobres, de primeira linha, como as uvas e mangas, havia as outras, não menos cuidadas e apreciadas. O figo era uma delas, nas variedades pretas e verdes, não se sabendo nunca qual o mais doce e saboroso. Nessa pesquisa, os passarinhos também participavam com afinco. Vai daí certa tolerância que meu pai tinha com os badoques que usávamos. Por vezes meu pai chegava a envolver alguns figos em saquinhos de pano para protegê-los da ação dos assanhaços. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto- Ada Sarno)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O abacateiro quando estava carregado, parecia uma árvore de natal tropical, e das folhas secas minha mãe fazia um chá delicioso. O pé de tamarindo nos dava frutas que, mesmo doce nos provocava caretas. As pinhas disputavam com as graviolas quem daria a polpa mais gostosa. No pé de romã, quando elas se abriam já podíamos antever o gosto azedinho de seus bagos. O jambo – aquele pequeno amarelo – já antecipava pelas suas belas flores o gosto adocicado que teria o fruto. O pé de vinagreira, com suas ramagens enormes que chagava a nos esconder e onde nunca éramos capazes de achar todas as suas frutinhas negras e maduras. Havia também um alto e belo coqueiro, no fundo do quintal e até fruta de palma ao lado da qual florescia um pé de marmelo. Dos cítricos tínhamos a lima, a laranja pêra, flor e de umbigo e o limão. O mamão havia o macho e fêmea, o que nos deixava intrigados. Como o mamão não era saboroso a sabedoria do meu pai e a esperteza de minha mãe inventaram o mamão com laranja e açúcar, uma delícia. Apesar das tentativas, os italianos não conseguiram produzir maçã e pêra. O sucesso só ocorreu com o pêssego. Quanto ao maracujá, apesar de se consumir o fruto, a flor era a mais admirada.&lt;br /&gt;Quando tínhamos alguma doença prolongada, como sarampo ou catapora, meu pai encomendava de Salvador, pelos viajantes, maças e peras importadas da Argentina. Era a sua forma de nos fazer um mimo, de demonstrar o quanto éramos importantes para ele.&lt;br /&gt;Também vinha, nessa ocasião a gasosa da Fratelli Vita. Estar doente, para nós, tinha os seus sabores especiais de frutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Setembro.1998&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-6620278322605963296?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/6620278322605963296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/09/as-frutas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6620278322605963296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6620278322605963296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/09/as-frutas.html' title='As Frutas'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sq1H340kqnI/AAAAAAAAAKY/bLhE32UjEdc/s72-c/frutas+5+ze+luizito.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2179701892739788237</id><published>2009-08-31T00:12:00.011-03:00</published><updated>2009-08-31T20:53:49.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Livros'/><title type='text'>Os Livros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na nossa casa em Poções, no canto da sala de jantar, havia um pequeno móvel sobre o qual ficava o grande rádio Phillips de válvulas. Embaixo do rádio, em uma prateleira, alinhavam-se os livros que estavam sendo lidos. Lembro que dois livros ali permaneceram por muito tempo, e sempre citados por meu pai. Um era sobre a trajetória de Jânio Quadros, a quem ele admirava, acreditando que a vassoura janista iria varrer a sujeira do país. O outro era “E a Luz se fêz – o romance da astronomia”, de Rudolf Thiel. Meu pai citava os dados e informações dos livros com um entusiasmo contagiante.&lt;br /&gt;Os outros livros e coleções da casa eram guardados no “&lt;em&gt;quarto de Santo&lt;/em&gt;”, assim chamado porque abrigava o nicho com as imagens da nossa devoção, capitaneadas pelo Menino Jesus.&lt;br /&gt;Ficavam em uma estante aberta, de madeira preta torneada. A maior era a “Coleção Saraiva”, do nome do fundador da editora. Estes livros tinham sempre uma tarja amarela na capa, que os identificavam facilmente.&lt;br /&gt;Os títulos eram os mais diversos, tanto da literatura nacional como estrangeira. Os desenhos da capa eram impressionantes. Havia um em que enormes ratos invadiam a cidade e aquela imagem fantástica sempre me perseguiu. Era o romance “O Alimento dos Deuses”, de H.G. Wells.(foto)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375961177024114674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 99px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptANRrQL_I/AAAAAAAAAJI/6CaS7V5FBy8/s320/alimento.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Só as capas eram ilustradas, mas elas tinham o poder de criar em nossas mentes uma imagem e uma configuração das cenas e personagens que nos acompanhavam pela vida afora.&lt;br /&gt;O livro “Viagem à Aurora do Mundo”, de Érico Veríssimo, narrando o mundo na época dos dinossauros me impressionou vivamente. Eu passei a conceber a história como antes, durante e depois dos dinossauros.&lt;br /&gt;A “Biblioteca das Moças” só tinha por leitoras minhas irmãs. Eram romances "&lt;em&gt;água com açúcar&lt;/em&gt;", que se limitavam aos envolvimentos afetivos e emocionais num rápido contexto social.&lt;br /&gt;Recebiam de nossa parte uma eventual folheada a revista “Alterosa”, editada em Minas Gerais ,que tratava de variedades femininas , assim como a “Vida Doméstica”. Só muito raramente também líamos “Grande Hotel” e mais tarde “Capricho”, que eram revistas de foto-novelas. Nelas as histórias eram narradas em quadros fotografados e não desenhados.&lt;br /&gt;Editada pela Vecchi, a revista “Grande Hotel” só trazia foto-novelas produzidas na Itália. Lembro de um desses dramas que começava com um jovem que havia fugido da prisão e conhecia a vendedora de uma loja de discos. Óbviamente a evidencia da inocência do jovem só surgia no final da trama.&lt;br /&gt;A revista “Seleções do Reader’s Digest” “&lt;em&gt;artigos de interesse permanente condensados em formato de livro&lt;/em&gt;” chegava mensalmente. A coleção já estava tão grande que havia um baú na despensa, onde eles eram colocados. Meu pai, além de ler, citava suas informações e opiniões nas suas conversas, para reforçar a credibilidade e ilustrar o assunto. Praticamente “Seleções” substituía uma enciclopédia e moldava um ponto de vista, porque eram artigos de fundo sobre todas as áreas do conhecimento humano. Nós também líamos muito e nos acostumávamos àquela redação homogênea e ao modo americano de descrever “&lt;em&gt;meu tipo inesquecível&lt;/em&gt;” e de contar piadas, acreditando que “&lt;em&gt;rir é o melhor remédio&lt;/em&gt;”. Durante muitos anos pratiquei alguns exercícios físicos que eram sugeridos em um artigo tipo “&lt;em&gt;oito segundos de ginástica&lt;/em&gt;”, com bons resultados.&lt;br /&gt;Em abril de 1946, no pós guerra, data em que eu nasci, a edição mensal de Seleções trazia um artigo prevendo que a Europa se organizaria como os Estados Unidos, um outro advertindo que entramos na era das microondas, outro afirmando que será lenta a industrialização da China e ainda outro sobre como aprender a conviver com os russos. As edições para a América Latina eram impressas em Cuba e até na propaganda o clima de pós guerra prevalecia : os helicópteros Sikorsky “&lt;em&gt;os únicos usados durante a guerra&lt;/em&gt;” agora “&lt;em&gt;vestem-se à paisana&lt;/em&gt;” e a General Motors, cuja “&lt;em&gt;qualidade forjou a Vitória agora forja o Progresso&lt;/em&gt; !” Também os controles eletrônicos, fabricados pela Honeywell Brown para os bombardeiros, agora estavam adaptados aos aparelhos de ar condicionado. Nesta edição até Gary Cooper aparecia fazendo propaganda de lâminas de barbear...&lt;br /&gt;As revistas adultas chegavam primeiro no balcão da Casa Sarno. Eram “O Cruzeiro” e “A Cigarra”. A página mais procurada era a do “Amigo da Onça”, de Péricles, publicada em ”O Cruzeiro”, e depois colecionadas por minha irmã Aurora. Estas revistas traziam as novidades do Brasil e do mundo, as reportagens mais diversas e a opinião de David Nasser. Por serem ilustradas eram um poderoso instrumento da nossa compreensão visual do mundo. Tinham um cheiro característico de papel novo que nos deixava inebriados. Era ali que víamos as primeiras moças vestidas de maiô, personagens de incipientes sonhos eróticos.&lt;br /&gt;Na parte da formação religiosa, além da leitura de vidas de santos em publicações piedosas e do missal quotidiano, editado pelos beneditinos em Salvador, minha mãe era assinante de um jornalzinho chamado “Mensageiro da Fé” e eu de outro intitulado “Amigo da Infância”, ambos editados pelos frades franciscanos também em Salvador. Eu lia com prazer aqueles artigos leves e fazia todos os jogos e diversões que vinham impressos, principalmente o de localizar figuras em uma paisagem.&lt;br /&gt;Uma leitura obrigatória para o rito de passagem era o Catecismo da Doutrina Cristã, que precedia a primeira comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375961787850181938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptAw1LiTTI/AAAAAAAAAJY/B0rUSOwZZ9M/s200/catecismo.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;O meu exemplar (foto) esclarecia na folha de rosto: “Guia ao Céu – para todas as classes de pessoas”, e trazia a dedicatória de minha irmã Tereza: “&lt;em&gt;Eduardinho, que Jesus habite sempre no seu coraçãozinho e não se esqueça de pedir a N. Senhor pelos maninhos – Tereza e Amarílio – 28 de Maio de 1955”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Havia um livro , “México Mártir”, que narrava o sofrimento dos cristãos mexicanos, vitimas dos comunistas, que queriam fazer a reforma agrária. Como, felizmente, a primeira leitura nem sempre é a que permanece, depois percebi que os “cristãos” na verdade eram os conservadores, os grandes proprietários rurais.&lt;br /&gt;A coleção que mais nos marcou foi a de Monteiro Lobato. Os nossos exemplares eram forrados de pano e as muitas ilustrações nos deixavam uma forte convicção de realidade virtual. Os personagens e as situações nos eram familiares em muitos aspectos e o desejo de absorver todo aquele conhecimento e informações fazia com que toda a coleção fosse lida de uma assentada. Nossa casa ficava povoada de Pedrinhos e Narizinhos, supervisionados por D.Benta e Tia Anastácia.&lt;br /&gt;Em geral a censura era feita por Tereza, minha irmã mais velha, que decidia e escolhia o que os outros irmãos podiam ler. Havia também uma coleção de livretos da editora Melhoramentos sobre a mitologia grega que nos levava a um universo distante e imaginário.&lt;br /&gt;“A Toutinegra do Moinho”, (1) de Emilio Richebourg, era o gênero de romances preferidos de minha mãe. Ela só nos permitia a leitura fora do horário “&lt;em&gt;comercial&lt;/em&gt;”, ou seja, antes das oito da manhã, depois do almoço e à noite, depois do jantar. Havia porém o inconveniente da luz, pois usávamos o “&lt;em&gt;Aladim&lt;/em&gt;”, cuja claridade atraia uma multidão de insetos voadores. Depois, quando meus tios instalaram um motor próprio passamos a ter luz elétrica normal, mas só até dez horas da noite.&lt;br /&gt;Havia uma revista policial chamada “X-9”, que trazia contos sobre crimes nos Estados Unidos. Na parte central havia paginas amarelas, com fotos e relatos de grandes crimes reais. Na gíria, o informante da policia, por causa desta revista, passou a ser chamado de X-9.&lt;br /&gt;Antes da Segunda Guerra Mundial havia em Poções a “Associazione Italiana Dopolavoro Umberto Maddalena” (2)(foto) que funcionava onde hoje é a residência de Luís Sarno, que na época era o bibliotecário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375962166896620882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptBG5PP9VI/AAAAAAAAAJg/vvzpRg0pdVU/s200/200px-Umberto_Maddalena.jpg" border="0" /&gt; Os livros podiam ser tomados de empréstimo e lidos em casa. De Dante havia obviamente “La Commedia”, catalogado como número 12, e “O Príncipe”, de Macchiavelli, ofertado por Giuseppe Grisi, de número 57.(fotos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375962552375945378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptBdVQrqKI/AAAAAAAAAJo/OdMY0VVsO8I/s200/dante.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375962769842693554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 110px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptBp_Yy5bI/AAAAAAAAAJw/0QUCsveD-UI/s200/principe.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois da Guerra os livros desta biblioteca não mais circularam, e em nossa casa não havia nenhum livro em italiano nem recebíamos jornais ou revistas da Itália. Só mais tarde, quando veio da Itália o último casal de parentes, Giovanni e Lina Sola foi que ele trouxe catálogos de marcenaria e ela revistas de figurinos e moda, além de livros didáticos.&lt;br /&gt;Quando eu estudava no Seminário, em Amargosa, era o encarregado de uma pequena livraria que atendia aos colegas. Fazia os pedidos para São Paulo, nas editoras Vozes, Herder e recebia tudo normalmente. Certa vez avisei a meu pai que havia feito um pedido de alguns livros para mim, e que seriam entregues em Poções. Passado algum tempo recebi uma carta dele avisando que os livros haviam chegado, mas perguntando para que eu precisava de tantos livros ! Foi então que percebi que a editora havia se enganado, enviando para Poções o pedido que era para o Seminário, com mais de 100 exemplares !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Setembro.1998&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) – Toutinegra é um pássaro de plumagem escura e canto ameno.&lt;br /&gt;(2) - Herói da aviação italiana, falecido em 1931.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2179701892739788237?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2179701892739788237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/08/os-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2179701892739788237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2179701892739788237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/08/os-livros.html' title='Os Livros'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SptANRrQL_I/AAAAAAAAAJI/6CaS7V5FBy8/s72-c/alimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-3124217686736729482</id><published>2009-07-25T02:14:00.019-03:00</published><updated>2009-10-24T10:40:12.198-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenomes Italianos na Bahia'/><title type='text'>Sobrenomes Italianos na Bahia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmqVhrgrh9I/AAAAAAAAAG4/k1yY9dEbQFM/s1600-h/casa+italia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362262712186013650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmqVhrgrh9I/AAAAAAAAAG4/k1yY9dEbQFM/s320/casa+italia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Italianos na Festa da Befana na Casa D'Itália &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362441437976530306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sms4E49tDYI/AAAAAAAAAHI/zK1XCXV7BTM/s320/emblema+casa+italia.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Sociedade Civil "Casa D'Itália" - fundada em 25 de Janeiro de 1893 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o início de uma lista simples de sobrenomes italianos na Bahia, que completaremos aos poucos. Muitas lacunas serão preenchidas pelos leitores deste Blog, a quem antecipadamente agradecemos as informações e correções que certamente serão enviadas.&lt;br /&gt;Uma lista mais completa comportaria a divisão mais detalhada dos sobrenomes no tempo, abrangendo o período da Colônia, Império e República. Mesmo com eventuais exceções, limitaremos nossa lista até o ano de 1960. Consideramos que a partir desta data, a vinda de italianos, principalmente de técnicos e executivos para as atividades industriais, descaracteriza a conotação histórica de imigrantes. Muitos deles vieram do sul do Brasil, onde de fato estão radicados.&lt;br /&gt;Considerando o ano de 1500 como ponto de partida, é compreensível que muitas informações sejam falhas, e que nem todos os italianos se enquadrem na caracterização clássica de imigrantes. Muitos foram simplesmente viajantes de passagem pela Bahia, ou artistas e profissionais diversos que aqui estiveram temporariamente. Outros, como os Adorno, estiveram presentes desde o início da ocupação da terra Brasil até os dias de hoje. Anos atrás uma descendente Adorno teve a honra de representar a figura da índia, nas comemorações do 2 de Julho, data da libertação da Bahia do domínio português.&lt;br /&gt;Esta lista também só contempla os sobrenomes, e não os indivíduos, caso contrário se tornaria um dicionário onomástico. Sendo assim, é possivel apenas estimar a quantidade de italianos que estão/estiveram na Bahia através da lista de sobrenomes.&lt;br /&gt;As fontes da informação nem sempre serão indicadas. Quando a indicação da fonte facilitar a elaboração da lista então haverá uma referencia.&lt;br /&gt;Muitos sobrenomes italianos atualmente indicam apenas um cidadão(a) brasileiro(a),cujos sobrenomes foram herdados de gerações passadas, sem que os descendentes tenham nem a nacionalidade nem a ligação com a cultura italiana. É, por exemplo, o caso de algumas mulheres brasileiras que ficaram viúvas e mantiveram o sobrenome italiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os sobrenomes duplos serão desdobrados em dois , como por ex. " Sangiovanni Sarno" .&lt;br /&gt;A indicação do local do sobrenome onde vive a familia também pode se soprepor, devido à mobilidade das famílias e dos indivíduos. Como conseqüência, podem estar radicados em várias cidades, mas serão citados provavelmente só em uma, mas em alguns casos em mais de uma cidade.&lt;br /&gt;As notas de falecimento são fontes de informações permanentes que serão utilizadas, mesmo que limitadas.&lt;br /&gt;A publicidade comercial também nos permite mapear os sobrenomes, assim como as listas de sócios da Casa D’ Itália e a relação de cidadãos italianos do Vice-Consulado. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362444328464134994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sms6tI3ps1I/AAAAAAAAAHQ/oc-1nCCBxa8/s320/consolato+b.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grafia dos sobrenomes merecerá certamente reparos das pessoas que os conhecem. Optamos por manter as variantes encontradas, acreditando que algumas delas são procedentes. Entendemos que as listas que usamos, por serem transcrições, comportam erros de grafia, só possiveis de correção com consulta documental ou informações pessoais.&lt;br /&gt;As limitações atuais da nossa Pesquisa não vão permitir de imediato uma elucidação do significado do sobrenome nem a origem histórica e regional do mesmo na Itália. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os sobrenomes de religiosos de ordens monásticas nem sempre poderão ser citados, pelo fato de adotarem novo nome, normalmente fazendo referencia à cidade de origem: Frei Alberto de Fontana, por exemplo. O clero secular, por manter o nome de familia, será sempre citado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Principalmente a Lista de Residentes na Bahia comporta sobrenome de religiosos/as que pela sua condição não constituiram familia e alguns não tiveram uma evidencia social mais marcante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serão encontrados também alguns sobrenomes que não são tradicionalmente italianos. Eles pertencem a familias que ou viviam em fronteiras com outros paises europeus ou são simplesmente nacionais de outros paises radicados na Itália e que constituiram familia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por não ser nossa finalidade, não estamos em condições de atender a pedidos de informações com fins de processo de dupla cidadania. Para tal indicamos os serviços do Sr. Ari Souza.&lt;br /&gt;Nesta Pesquisa, sempre que encontro alguém com sobrenome italiano faço a devida anotação e indago sobre a origem da família. Mas teve um que me surpreendeu quando perguntei por que ele tinha este sobrenome:&lt;br /&gt;“- Foi por acaso” , foi a resposta que ouvi !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;25.jul.09&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368377785821590658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SoBPJz_-dII/AAAAAAAAAHw/f6ueE3sNBU4/s320/Banner4+ari.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ilhéus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adami- Albagli- Asciutti- Bathomarco- Bergamini- Betti- Bettin- Bonice- Borsari- Bove- Bracchi- Bridi- Brotto- Brugnara- Buscariolli- Carilo- Cartibandi- Chinelli- D’ Lippi- Dattoli- Delboni- Farani- Fávila- Fazzi- Ferrari- Finotti- Gavazza- Geralle- Gila- Grazziotti- Levita- Orrico- Ottoni- Paternostro- Pauletti- Peluzio- Stolze- Taraschi- Tragni- Trocoli- Venezio- Viroli- Vitorino- Vitta- Zacchio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Itabuna&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Benassi – Bizzi – Briglia – Brugni – Bugarelli – Canelli – Carletto – Creazola – Davini – Delazari – Gagliano – Gallo – Gasparetto – Gavazza – Guarnieri – Magnavita – Martinelli – Mássimo – Moliterni – Mutti – Napoli – Orrico – Paternostro – Pedrazzoli – Pedrotti – Chetto – Perazzo – Pelegrini – Pittro – Plaza – Poletti – Ravazzano – Romani – Scaldaferri – Stolze – Tozzo – Vello – Vita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belmonte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Burlacchini – Guerrieri – Magnavita – Multari – Rocchigiani – Paternostro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ubaitaba&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Baratella – Brugni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Una&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dall’ Orto – Milaneze – Rusciolelli – Magnavita – Saraloli – Tedesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camacã&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Stolze – Tedesco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Itacaré&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Angioletti – Longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eunápolis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boseti – Bozi – Carli – Contelli – Creazola – Denti – Fadini – Fiorio – Garozi – Giuberti – Guazziotti – Guaitolini – Guerrieri – Giusti – Orletti – Peruzzo – Ramaciotti – Saraloli – Signoreli – Smassaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camamu&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maraú&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;D’ Onofri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira de Freitas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Batistti – Belitardo – Bertelli – Bobbio – Cavarsani – Cazelli – Dall’ Orto – Donatti – Ferrari – Fávero – Ferregnetti – Gagno – Garuzzo – Lenzi – Magnango – Malacarne – Soprani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Itamarajú&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Otoni – Angeli – Bissoli – Burini – Dalmaschio – Favorato – Ferrari – Galavotti – Garozi – Giostri – Marchesini – Orletti – Perini – Pozzati – Rizzo – Rossoni – Rusciolelli – Sagnetto- Tedoldi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Medeiros Neto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferreti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mucuri&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gazzinelli – Ettori - Griffo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Arpini – Baseiri – Bibli – Bonomo – Carletto – Dall’ Orto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Poções&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acierno-Arléo-Blois-Capo-Carlomagno-Caselli-Chiapetta-Conte-D’Andrea-D’Antonio-D’Emilio-De Benedictis-Domarco-Ferraro-Grisi-Ianelli-Labanca-Lamboglia-Larocca-Libonati-Liguori-Lilli-Logetto-Mensitieri-Miraglia-Napoli-Orrico-Palladino-Perrone-Pesce-Riccio-Rotondano-Sangiovanni-Santis-Sarno-Savastano-Scaldaferri-Schettini-Sola-Sordi-Tommasi-Vita &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Jequié&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D’Andrea-Arleo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartilotti-Biondi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caricchio-Cedroni-Celli-Colavolpe-Comte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dattoli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferraro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaudenzi-Giudice-Grillo-Grisi-Guena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Innocencio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laino-Lacrose-Lamberti-Larocca-Leone-Leto-Liguori-Limongi-Lomanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maimone-Marotta-Mensitieri-Michelli-Michele-Mortani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orrico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papaleo-Penza-Panza-Pepe-Pesce-Pignataro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotondano-Rusciolelli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarno-Savastano-Scaldaferri-Schettini-Spinelli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tommasi-Tripodi&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alguns Comerciantes em Salvador em 1909&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Albertazzi- Albiani- Alfano- Allioni- Badolato- Baggi- Ballalai-Bandochi- Bentini-&lt;br /&gt;Borelli- Brandi- Buffoni- Bulaire- Camardelli- Campello- Datto- Della Cella- Domenech- Dotto- Fachinet- Fermi- Ferraro- Fittipaldi- Furiati- Gagliano- Gallo- Gatti- Gavazza- Giorgio- Guerrieri- Laureana- Leone- Lucca- Maimone- Manfredi- Marciano- Martelli- Martinelli- Mercuri- Mundi- Olivieri- Pagliese- Palagno- Palarino- Pampello- Pavese- Pepe- Perella- Perrone- Podestá- Prandoni- Prealle- Rundano- Salomoni- Scaldino- Tito- Vita&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362618432198211778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmvZDT0i-MI/AAAAAAAAAHY/hZpJu4uyXsA/s320/fabrica+progresso.JPG" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sócios da Casa D’Itália-1996- (alguns sobrenomes podem estar com a grafia errada) &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365575184700796194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SnZaM9O97SI/AAAAAAAAAHg/j27ID6gsToA/s320/casa+italia.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; Foto: João Legal Leal - Nivaldo Andrade- Set/2002&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Accorsi-Acierno-Acunzo-Adami-Addinicio-Adinolfi-Adolfo-Adorno-Adriani-Afrile-Agazzi-Agestinone-Agnese-Agostinone-Agresta-Albagli-Alberici-Albertazzi-Alberti-&lt;br /&gt;AlbiAlbiani-Alefi-Alesi-Alfano-Alfarano-Allatta-Allegrini-Allegro-Allevi-Ambroso-&lt;br /&gt;Amodio-Andrea-Andrei-Angeli-Angélico-Angelino-Angelone-Angioletti-Aprile-Arcaro-Arcuri-Ariani-Arleo-Armentano-Arnozo-Arpini-Arrigoni-Asciutti-Attanasto-&lt;br /&gt;Attina-Augello-Avena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacchiocchi-Bagatin-Baggi-Bagnati-Bagnolo-Baiardi-Baldacci-Baldrati-Balestrieri-&lt;br /&gt;Bandala-Bandierini-Baratella-Bárbara-Bárbaro-Barbato-Barberio-Barbi-Cinti-Barbon-&lt;br /&gt;Barbuda-Bardelloni-Bargi-BarileBarletta-Barone-Bartilotti-Baseiri-Basello-Basili-&lt;br /&gt;Bassani-Bassetto-Bassis-Bathomarco-Batista-Batistti-Battista-Bedodi-Belitardo-&lt;br /&gt;Bellanca-Bellin-Belloni-Bellopedi-Bellucci-Belmonte-Belotti-Benassi-Benci-Bendocchi-Benedetto-Benifrei-Benito-Bennati-Beochieri-Berg-Bergamini-Bergesio-&lt;br /&gt;Bertazzoni-Bertelli-Bertoli-Bertolini-Besozzi-Bestetti-Betaio-Betti-Bettin-Bianchin-&lt;br /&gt;Biasotto-Bibli-Biglia-Bigretti-Bini-Binotto-Bioci-Biondi-Bisesti-Bisisti-Bissoli-Bizarri-&lt;br /&gt;Bizzi-Blesso-Blois-Bloisi-Blumetti-Bobbio-Boccanera-Bolona-Bolzpauser-Bona-Bonafine-Bonanno-Bonelli-Bonetta-Bongo-Bonice-Bonnano-Bonomi-Borchi-Bori-&lt;br /&gt;Bormida-Bornia-Borri-Borro-Borsari-Bosca-Boscaini-Boscano-Bosco-Boscolo-Boseti-&lt;br /&gt;Bottazzi-Botticelli-Bove-Bozi-Bracchi-Braccianti-Brachi-Brancaccio-Brandi-Brasio-Brentan-Bresciani-Bridi-Briglia-Brioschi-Brotto-Brugnara-Brugni-Brunetti-Bruno-Brusati-Brusoni-Buffoni-Bugarelli-Buonavita-BurgosBurini-Burioli-Burlacchini-Buscariolli-Buscema-Busseni-Buzzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabiddo-Cabrini-Caccilleri-Caddia-Cadena-Caffarello-Calavancia-Caldana-Caldera-&lt;br /&gt;Calderazzo-Calderoni-Calobrazzo-Calogero-Camardelli-Cameli-Camella-Camellimi-&lt;br /&gt;Camolese-Camolesi-Campana-Campello-Campione-Campione in Augello-Camuso-&lt;br /&gt;Canale-Canavesto-Cancella-Cancelli-Canella-Canelli-Caneva-Caniatti-Canônico-Canossi-Canton-Capellini-Capeni-Capicchio-Capizzi-Capo-Capone-Caponi -Cappelli-&lt;br /&gt;Cappilli-Caprara-Caprioli-Caputo-Caracciolo-Caradonna-Caranoete-Caravaglia-Carazza-Carella-Careoni-Caretto-Carichio-Carilo-Carletto-Carli-Carlini-Carloni-&lt;br /&gt;Caroni-Caroso-Caroti-Carozzo-Carrascosa-Carretti-Carrozzo-Cartibani-Caruti-Casadei-&lt;br /&gt;Casali-Caselli-Cassara-Castagna-Castelluccio-Castraghi-Catapano-Cavalcanti-Cavaliere-Cavalluoi-Cavarsani-Cavazzana-Cavazzi-Cavazzoli-Cazelli-Ceci-Cella-&lt;br /&gt;Cerbone-Cerioli-Cerliani-Cermenati-Cersosimo-Cerutti-Cesarino-Cesaroni-Cestonaro-&lt;br /&gt;Cetraro-Cetto-Chetto-Chezi-Chezzi-Chiacchiaretta-Chiacchio-Chiachiaretta-Chiapetta-&lt;br /&gt;Chiardlanza-Chiarella-Chiari-Chiaudrero-Chinelli-Chinês-Chiodi-Chirardello-Ciaparone-Cilsseppe-Cimarosa-Cimarossa-Cinque-Cinti-Ciriello-Ciuliano-Clélia-Coco-&lt;br /&gt;Coentro-Cognigni-Colacone-Colangeli-Colavolpe-Colombo-Colonelli-Colonnelli-Colvolpe-Confalonieri-Coni-Consiglio-Consoli-Consonni-Constantine-Constantini-Constantino-Conte-Contelli-Conti-Conversano-Corongio-Corpetino-Corsi-Corso-Cortassa-Cosenza-Cossali-Costa-Costanzo-Cova-Cravotta-Creazola-Cremonese-Crisi-&lt;br /&gt;Croce-Crode-Crozoe-Cunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D’Agnese-D’Agostinho-D’Andrea-D’Andreamatte-D’Andreamatteo-D’Angelo-D’Antonio-D’Emidio-D’Onofrio-Da Rin-Dal Colle-Dall’Orto-Dalmaschio-Damico-&lt;br /&gt;Dangelo-Daniel-Dante-Dantuani-Darbin-Dattoli-Davini-Davoli-De Beneditis-De Candia-De Carli-De Chirico-De Donato-De Filippo-De Gennaro-De Leo-De Luca-De Mantini-De Nardi-De Piero-De San Luca-De Vecchi-Del Fávero-Del Greco-Del Maffeo-Delazari-Delboni-Della Cella-Della Libera-Della Piazza-Dello Vicario-Demidio-Demilio-Deminco-Denti-Deotto-Derno-Di Carlo-Di Credico-Di Domisio-Di Domizio-Di Donato-Di Febo-Di Filippo-Di Giantomasso-Di Giovanni-Di Girolamo-&lt;br /&gt;Di Gregório-Di Grigorio-Di Lábio-Di Lauro-Di Médio-Di Nuzzo-Di Paolo-Di Paula-&lt;br /&gt;Di Pietro-Di Rocco-Di Salvo-Di Sano-Di Santo-Di Siervi-Di Tomasso-Di Túlio-Di Villarosa-Di Vincenzo-Diaz-Dlippi-Dodi-Dolazza-Domarco-Dominici-Donatti-Donini-Donofre-Donofria-Dorea-Dori-Doria-Dorigatti-Dorma-Dormundo-Dotto-Duílio-Durin-&lt;br /&gt;Durrone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo-Erasmo-Erbetta-Eressan-Ermete-Errico-Escorcio-Ettore-Eusseni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faccenda-Facchinetti-Facchini-Fadini-Faenza-Fanelli-Fanti-Fantinati-Fantini-&lt;br /&gt;Fantoni-Farani-Faraoni-Fardola-Farrelli-Fasani-Fasano-Fasciolo-Fasolo-Fausto-&lt;br /&gt;Fávero-Favila-Favorato-Fazi-Fazzi-Felice-Feliziani-Feloni-Feprapi-Fera-Ferfaro-&lt;br /&gt;Ferracuti-Ferranti-Ferrarese-Ferrari-Ferraro-Ferreccio-Ferregnetti-Ferrero-Ferreti-&lt;br /&gt;Ferri-Ferrini-Fezzolato-Fiaccone-Fiarto-Fiaschi-Figliolo-Figliulo-Figliuolo-Filimberto-&lt;br /&gt;Finotti-Fioravanti-Fiore-Fiorentino-Fiorio-Firnekaes-Fiúza-Flopidia-Floricia-Floridia-&lt;br /&gt;Foa-Follis-Fontana-Forastieri-Forastilro-Formigli-Forte-Fracassi-Fragiacomo-Franca-&lt;br /&gt;Francesca-Franceschini-Francesco-Franchi-Franchini-Franci-Franco-Franod-Frederico-&lt;br /&gt;Frignani-Frisotti-Fumagalli-Fusco-Fusi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabrielli-Gafofani-Gagliano-Galavotti-Galeffi-Galeppi-Galerri-Galigard-Gallo-Galori-&lt;br /&gt;Gambuza-Gana-Gantil-Gaoliardi-Garboggini-Gardiani-Gargiulio-Garozi-Garuzzo-Gasbarre-Gasearre-Gasparetto-Gasparini-Gasperis-Gatto-Gaudenzi-Gavazza-Gavazzi-&lt;br /&gt;Gazineo-Gazzitano-Gentil-Geralle-Gerbasi-Geremano-Germano-Gervasoni-Ghirelli-&lt;br /&gt;Giacopuzzi-Giamarino-Giammarino-Gianandrea-Giancarlo-Giancaterino-Giannandrea-&lt;br /&gt;Giannini-Giansante-Giarrosso-Giarrusso-Gigante-Gila-Giogetti-Giordano-Giostri-Girolamo-Giuberti-Giudice-Giugliano-Giuntini-Giusti-Giustini-Giusto-Giva-Gobato-&lt;br /&gt;Golinelli-Gostisa-Govoni-Granchelli-Grandio-Granopelli-Grassi-Grasso-Grazia-Graziano-Grazioli-Grazzinelli-Grazziotti-Grela-Griffo-Griletto-Grilis-Grillo-Grimaldi-&lt;br /&gt;Grisi-Grosso-Grossole-Gruggianesi-Guaitolini-Guardiani-Guarnieri-Guazziotti-Guena-&lt;br /&gt;Guerra-Guerrieri-GuglielmiGuida-Guidice-Guidoni-Guilici-Guntern&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hercog-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iacomo-Iacono-Iacopo-Iacoviello-Iacuitti-Iafullo-Ianelli-Iannaccone-Ibba-Idi-Iervese-&lt;br /&gt;Iervesi-Ílio-Imperatore-Imperiali-In Conti-In NobileInaugello-Indelicato-Innocenti-&lt;br /&gt;Isabella-Isnenghi-Isnenght&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Macchia-La Nacchia-Labanca-Labate-Laccapini-Laccese-Ladeia-Lamberti-Lamberto-Lambertto-Lamboglia-Laner-Lanteri-Lanza-Larocca-Latella-Lauria-Lauricella-Lavagna-Laveto-Lazzari-Lazzarima-Lazzaro-Lazzarotto-Leccese-Lena-&lt;br /&gt;Lengo-Lenti-Lenzi-Leone-Leonelli-Leto-Levita-Libonati-Lichthart-Liguori-Lilli-&lt;br /&gt;Limonci-Limongi-Lino-Lintner-Lirio-Lisoi-Lo Bianco-Lobatto-Locatelli-Logetto-&lt;br /&gt;Loiodice-Lomanto-Lombaglia-Longo-Longobardo-Lops-Lorenzet-Loria-Losapio-&lt;br /&gt;Lovari-Lucchetta-Luccmeta-Lucena-Lucenti-Luna-Lusiardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maccarinelli-Macobaldo-Maddaloni-Mafezzoli-Maffei-Maggi-Maggitti-Magistrini-&lt;br /&gt;Magnango-Magnavita-Magno-Maimone-Majerna-Malacarne-Malafaia-Malandra-Malanora-Maltese-Mammarella-Mancinelli-Mandarino-Mane-Manera-Manichilli-&lt;br /&gt;Manisco-Mantiero-Maragon-Marangoni-Marano-Maratinelli-Marcati-Marcelletti-&lt;br /&gt;Marcheggiani-Marchelli-Marchesini-Marchetti-Marchi-Marchionna-Marchionni-&lt;br /&gt;Marconi-Marenco-Margherita-Mariani-Marighela-Marimpietri-Marimpietro-Marin-&lt;br /&gt;Marini-Mariucci-Marnaglio-Marotta-Marsala-Marti-Martinelli-Martini-Martuscelli-&lt;br /&gt;Mascheroni-Mascitelli-MasieroMassari-Massimo-Mastrillo-Mastrolorenz-Mateuzzi-&lt;br /&gt;Matta-MatteoniMazza-Mazzafera-Mazzillo-Mazzochetti-Mazzoni-Mazzuccato-Mazzulo-Médici-Meloni-Menegali-Menilo-Menon-Mensitieri-Merafina-Mercuri-Mertola-Mertole-Meruzzi-Mianulli-Micari-Miceli-Michelini-Micucci-Miglio-Milaneze-&lt;br /&gt;Mira-Miraglia-Mirarchi-Misi-Mitidieri-Mizzon-Mocoelin-Modafferi-Molinari-Moliterni-Mollicone-Moncardini-Monforte-Monnet-Montgomery-Montironi-Mora-Morelli-Moretta-Moretti-Morlini-Morlini-Moro-Moroni-Morosini-Mosca-Moscato-&lt;br /&gt;Mularia-Multari-Muraro-Musa-Musse-Mutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadin-Naldi-Nano-Nanu-Napoli-Narcisi-Nardone-Natale-Nattalia-Nenon-Néri-Nese-&lt;br /&gt;Nesse-Nigro-Nizza-Nobile-Nofri-Nortabartolo-Novaro-Nuti-Nuzzo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocopiali-Oliva-Olivieri-Oltolina-Onnis-Orazio-Orlando-Orletti-Orrico-Ortenzi-Osanio-&lt;br /&gt;Otoni-Ottaviani-Ottoni-Ottorino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paccolini-Pace-Pagani-Paganini-Pagliello-Palladino-Palmarel-Palmarella-Palmina-Palmiro-Palmo-Palumbo-Panario-Pancetti-Panella-Paoletti-Papaleo-Papaterra-&lt;br /&gt;Paral-Paral-Parla-Parrino-Parvi-Pasini-Pasqua-Pasquali-Pasquariello-Pasquili-&lt;br /&gt;Pasquini-Pasquini-Paternostro-Patriarca-Pauletti-Pavanello-Pavia-Pederbelli-Pedrazzoli-Pedrebelli-Pedrotti-Peducci-Pegna-Pelagatti-Pelegrini-Pellegrino-Pellizoni-&lt;br /&gt;Pellizzaro-Pellizzoni-Pelonzi-Pelosi-Pelusi-Peluzio-Penasa-Pepe-Perani-Perazzo-Percher-Perego-Pergentino-Perini-Perlini-Perrone-Pérsico-Pertrini-Peruzzo-Pesce-&lt;br /&gt;Pesenti-Pessina-Petaccia-Pettaccia-Peverati-Pezzano-Pia-Piazza-Piccolin-Pieiro-&lt;br /&gt;Pieracciani-Pina-Pinelli-Pintonello-Pirruccio-Pisani-Pisanu-Piserchia-Pissarro-Pitta-Pittari-Pittro-Piumatti-Piva-Pivetta-Planta-Plaza-Podesta-Pogetti-Poletti-Pollisceni-&lt;br /&gt;Polverino-Pomaro-Pompelin-Porcari-Porciuncola-Porro-Pozzatti-Pozzerle-Pradella-Praun-Prearo-Previtera-Primavera-Primo-Príncipe-Puccio-Pugliesi-Puonzo-Purlini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quagliarotti-Queirolo-Quintas-Quinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabbiosi-Racca-Racobaldo-Ragno-Ramaciotti-Ramoni-Ranaudo-Raonaldi-Rapone-Rarendega-Rartini-Rastelli-Ravazzano-Rebonato-Reco-Regina-Reiwald-Remondi-Reno-Retavoza-Retondaro-Rialto-Ricci-Riccio-Ricrentino-Rigattieri-Rignanese-Rigo-&lt;br /&gt;Rizzarde-Rizzari-Rizzo-Rizzuto-Rnaudo-Robatto-Rocca-Rocce-Rocchigiani-Roccobaldo-Rogondino-Romanelli-Romani-Romano-Romeo-Romici-Ronzoni-Roscio-&lt;br /&gt;Rosini-Rossetti-Rossi-Rossoni-Rotondano-Rottin-Ruetolo-Rusciolelli-Ruscitti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabatini-Saccheito-Sagnetto-Sala-Salsi-Saltarin-Salvatore-Salvetti-Sande-Sangiovanni-Sansoni-Santa-Santache-Santanche-Santaniello-Santavenere-Santaverone-Sante-Santedicola-Santianni-Santillo-Santini-Santis-Saponaro-Saputo-Saraloli-Saralolli-Sardi-&lt;br /&gt;Sarnelli-Sarno-Sarsotti-Sartori-Saturno-Saura-Savastano-Saviane-Scaclione-Scaglione-&lt;br /&gt;Scaldaferri—Scalia-Scapechi-Scarafile-Scarpellino-Scatolini-Schembri-Schettini-&lt;br /&gt;Schianta-Schiatiarella-Schiavo-Schinto-Schizzerotto-Sciancalepore-Sciaretta-Scopacasa-Scotti-Scozzari-Scrianta-Sensales-Seraceno-Seretto-Sergi-Serpecchia-&lt;br /&gt;Serravale-Serrentino-Servioli-Sestito-Sfano-Signoreli-Silvani-Silvestri-Sinibaldo-Sironi-Sola-Sollami-Solvi-Somaschi-Soprani-Sordi-Soricelli-Sorige-Sormani-Sorrintino-Spagnuolo-Spalla-Spampinato-Spinelli-Spinola-Spinoza-Spinozzi-Sposato-&lt;br /&gt;Stabile-Stefani-Stipani-Stocker-Stolze-Stride-Strippoli-Supino-Svaluto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tacconella-Talento-Talli-Tamarri-Tambone-Tamborriello-Tamburiello-Tamburriello-&lt;br /&gt;Tameone-Tameorriello-Tamiozzo-Taraschi-Tarraschi-Tasga-Tassinari-Tatavitto-Tedeschi-Tedoldi-Tenisi-Terranova-Tesan-Testa-Testagrossa-Tignonsini-Tinese-&lt;br /&gt;Tinoco-Tinotti-Titioni-Tittone-Tittoni-Tomassetti-Tomassi-Tommasi-Tonetto-Toniolo-Tonucci-Torfolini-Torrasgrossa-Torre-Torresgrossa-&lt;br /&gt;Torrisi-Torrogrossa-Tosatti-Toscano-Tosoratti-Tosto-Tozzo-Tragni-Trancoso-Tranzilo-&lt;br /&gt;Trevisan-Trillo-Trinco-Tripodi-Trisi-Trocoli-Troiano-Trozzi-Turisco-Turrina-Turvani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uboe-Urbani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vacandina-Vaccareza-Vaccari-Vailati-Valdinucci-Valituti-Valsecchi-Valvassun-Vannozzi-Vanonoini-Vanzella-Varabese-Varanese-Varo-Varzula-Vassalo-Vello-&lt;br /&gt;Venezio-Vento-Venturi-Verniero-Vetere-Viesi-Vilei-Villa-Villasanti-Vilsi-Vinbiguerra-Vincenzi-Vincenzo-Viroli-Visco-Visconti-Visinti-Vita-Vitari-Vitiello-&lt;br /&gt;Vitorino-Vitta-Vittorio-Viviani-Volonte-Vozza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter-Wilfrido-Wilser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zacchio-Zaconel-Zama-Zambello-Zamin-Zane-Zanetta-Zaniroli-Zecchini-Zeto-Zigante-&lt;br /&gt;Ziglioli-Ziller-Zottoli-Zucconi-Zumerle &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobrenomes de Italianos que residem / residiram na Bahia :&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Accorsi-Acunzo-Addinicio-Adinolfi-Adolfo-Afrile-Agazzi-Agestinone-Agresta-Alberici-Alberti-Albi-Alesi-Alfarano-Alfei-Allatta-Allegrini-Allegro-Allevi-Angelino-Angelone-Aprile-Arcaro-Arcuri-Arguri-Armentano-Arrigoni-Attanasto-Attina-Augello -Argelli-Avena&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacchiocchi-Bagatin-Bagnati-Baldacci-Baldrati-Balestrieri-Bandierini-Bárbara-Bárbaro-Barbato-Barberio-Barbon-Bargi-Barile-Basili-Bassani-Bassis-Bedodi-Bellanca-Bellin-Belloni-Bellopedi-Bellucci-Belmonte-Belotti-Benci-Benedeto-Benifei-Bennati-Beochieri-Berg-Bergesio-Bertoli-Bertolini-Bettin-Bianchin-Biglia-Bigretti-Binotto-Bioci-Biolia-Biondi-Bizzarri-Blesso-Bolzpauser-Bona-Bonafine-Bonetta-Bongo-Bonnano-Bonomi-Borchi-Bori-Bormida-&lt;br /&gt;Bornia-Borri-Borro-Bosco-Boscolo-Botticelli-Bracchi-Braccianti-Branchini-Brentam-Bresciani-Bruno-Brusati-Buonavita-Burgos-Burioli-Buscaini-Buscema-Busseni-Buzzi- Barletta-Bartilotti-Bonelli-Brugno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabiddo-Cabrini-Caccilleri-Caddia-Caffarello-Caldana-Caldera-Calderoni-Calobrazzo-Cameli-Camellimi-Camolese-Campana-Campello-Campione in Augello-Canale-Canavesto-Cancella-&lt;br /&gt;Cancelli-Caneva-Canossi-Canton-Capellini-Capeni-Capicchio-Capizzi-&lt;br /&gt;Capo-Capone-Caponi-Cappilli-Caprioli-Caputo-Caranoente-Carbalho-Carella-Careoni-Caretto-Carlini-Carloni-Caronni-Caroti-Carretti-Carrozzo-Cartocci-Caruti-Casadei-Casali-Cassara-&lt;br /&gt;Castagna-Castanga-Castraghi-Cataldo-Cavalancia-Cavaliere-Cavalluoi-Cavazzana-Cavazzi-Cavazzoli-Ceci-Cella-Cerbone-Cerioli-Cerliani-Cermenati-Cerutti-Cesaroni-Cestonaro-Cetraro-Cetto-Chiacchiaretta-Chiacciaretta-Chiardlanza-Chiarella-Chiari-Chiaudrero-Chinês-Chiodi-Ciaparone-Cilsseppe-Cimarossa-Cinque-Cinti-Ciulano-Classi-Clélia-Clemente-Clementi-Coco-Cognigni-Colacone-Colangeli-Colombo-Colonnelli-Confalonieri-Consiglio-Consoli-Consonni-Constantine-Constantini-Constantino-Constanzo-Conte-Contelli-Conti-Conversano-Corongio-Corpentino-Corsi-Corso-Cossali-Couraco-Cova-Cremonese-Croce-Crode-Cunto -Caricchio-&lt;br /&gt;Carlomagno-Cesosino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D`Agnese-D`Andreamatteo-D`Angelo-D`Antonio-D’Agostino-D’Emidio-D’Onofri-D’Onofria-D’Onofrio-Da Rin-Dabrin-Dal Colle-Damico-Dandreamatteo-Dangelo-Daniel-Davoli-De Candia-De Carli-De Chirico-De Donato-De Gasperis-De Gennaro-De Luca-De Luca-De Mantini-De Nardi-De Paolo-De Piero-De San Luca-Del Fávero-Del Greco-Del Maffeo-Della Piazza-Dello Vicário-Demidio-Derno-Di Carlo-Di Credice-Di Credico-Di Domisio-Di Domizio-Di Febo-&lt;br /&gt;Di Filippo-Di Giovanni-Di Girolamo-Di Gregório-Di Lábio-Di Lauro-Di Paolo-Di Paula-Di PietroDi Rocco-Di Sano-Di Santo Di Siervi-Di Tomaso-Di Tommaso-Di Villarosa-Diaz-Dicarlo-DiGregorio-Dolazza-Donini-Dori-Doria-Dorigatti-Dorin-Dorma-Dornina-Durrone -D’Emilio-&lt;br /&gt;De Leo-Devoto-Donato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo-Eressan-Eurlanco-Eusseni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faccenda-Facchini-Faenza-Fanco-Fanelli-Fanti-Fantinati-Fantini-Fantoni-Faraoni-Farrelli-Fasani-Fasano-Fasciolo-Fazi-Federico-Fedriga-Felice-Feliziani-Feprapi-Ferfaro-Ferracuti-Ferranti-Ferrarese-Ferrari-Ferrero-Ferri-Ferrini-Ferro-Fertrini-Fezzolato-Fiaccono-Figlilolo-Figliulo-Finotti-Fioravanti-Flopidia-Floricia-Floridia-Foa-Follis-Fontana-Forastieri-Forastilro-Forte-Fracassi-Fragiacomo-FranFermi-Figliuolo-Franco-cheschini-Franchi-Franci-Franod-Frignani-Frisotti- Fumagalli-Fusi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gafofani-Gagliano-Galeffi-Galeppi-Galerri-Galligard-Galori-Gambuzza-Gana-Gaoliardi-Gardiani-Gasbarre-Gasearre-Gasparini-Gatto-Gaudenzi-Gaudenzio-Gazineo-Gazzitano-Gentili-Germano-Ghirelli-Giacopuzzi-Giammarino-Giancaterino-Giannandrea-Gianrusso-Giansante-Giantomasso-Giarosso-Giarusso-Gigante-Giogetti-Giordano-Giovanni-Giudice-Giugliano-Giuntini-Giusto-Giva-Golinelli-Gostisa-Govoni-Granchelli-Granopelli-Grassi-Grasso-Graziano-Gregori -Grilletto-Grimaldi-Grippo-Grosso-Grossole-Gruggianesi-Guardiani-Guerra-Guida-Guidoni-Guilici-Guntern -Grillo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hercog&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iacono-Iacoviello-Iacuitti-Iafullo-Ibba-Idi-Iervese-Imperiali-In Conti-In Nobile-Inchingodo-Innocenti-Insenghi-Isabella-Isnenght&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L’Abbate-La Nacchia-Laccapini-Lamberti-Laner-Lanteri-Lanza-Larocca-Lauria-Lauricella-Lavaona-Lazzari-Lazzarima-Lazzaro-Lazzarotto-Leccese-Lengo-Lenti-Levita-Limonci-Limongi-Lino-Lintner-Lisoi-Lo Bianco-Loiodice-Longobardo-Lops-Lorenzet-Losapio-Lovari-Lucchetta-Lucenti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maccarinelli-Macobaldo-Maffei-Maggi-Maggitti-Magistrini-Maimone-Majerna-Malandra-Malanora-Maltese-Mammarellea-Mancinelli-Manera-Manichilli-Manisco-Mantiero-Marangon-Marangoni-Marano-Maratinelli-Marcati-Marcelletti-Marcheggiani-Marchelli-Marchetti-Marchi-Marchionna-Marchionni-Marconi-Marenco-Marianetti -Marimpietri-Marini-Mariucci-Marnaglio-Marsala-Martinelli-Martini-Martuscelli-Mascheroni-Masiero-Massari-Mastrillo-Matta-Matteuzzi-Mazza-Mazzafera-Mazzillo-Mazzochetti-Mazzoni-Médici-Meloni-Menegalli-Menon-Merafina-Meruzzi-Mianulli-Micari-Miceli-Miglio-Mirarchi-Mizzon-Mocoelin-Modafferi-Moncardini-Monnet-Montironi-Mora-Morelli-Moretta-Moretti-Morlini-Moro-Moroni-&lt;br /&gt;Morosini-Mosca-Moscato-Muraro-Musa-Musse-Muzzucatto-Marigliano-Mariniello-Marotta-&lt;br /&gt;Mastrolorenzo-Matteoni-Mensitieri-Mollicone-Munno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadin-Naldi-Nano-Nanu-Narcisi-Natale-Néri-Nesse-Niciro-Nobile-Nofri-Notarbartolo-Novaro-Nuti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocopiali-Oltolina-Onnis-Ortenzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paccolini-Pace-Paganini-Pagliello-Palladino-Palmarella-Palmina-Paoletti-Parla-Pasquali-Pasquariello-Pasquili-Pasquini-Pavanello-Pederbelli-Peducci-Pegna-Pelagatti-Pellegrino-Pellini-Pellizzaro-Pellizzoni-Pelonzi-Pelosi-Pelusi-Penasa-Pepe-Perani-Perlini-Perrone-&lt;br /&gt;Pérsico-Pesenti-Pessina-Petaccia-Peverati-Pezzano-Piazza-Picci-Piccolin-Picre-Pieiro-Pieracciani-Pintonello-Pirruccio-Pisani-Pisanu-Piserchia-Pittari-Piumatti-Pivetta-Polverino-Pomaro-Pompelin-Porcari-Porro-Pozzerle-Praun-Pricnani-Primavera-Príncipe-Puccio-Puonzo-Purlini -&lt;br /&gt;Palagano-Pataro-Pelegrini-Piana-Pilatti-Politano-Porciúncula-Porru-&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quagliarotti-Quinto -Quarantini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabbiosi-Racca-Racobaldo-Ranaudo-Raonaldi-Rartini,Reco-Reiwald-Remondi-Ribichini-Ricci-Ricrentino-Riganese-Rigattieri-Rigo-Rizzarde-Rizzuto-Rocca-Rogondino-Romanelli-Romano-Romeo-Romici-Ronzoni-Roscio-Rosini-Rossi-Rottin-Ruetolo-Rusciolelli-Ruscitti-Russo Ragone-&lt;br /&gt;Romeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabatini-Saccheito-Sala-Salsi-Saltarin-Salvatore-Salvetti-Santavenere-Santavenore-Sante-Santedicola-Santianni-Santini-Saponaro-Saputo-Sardi-Sarnelli-Sarsotti-Sartori-Saura-Saverio-Saviane-Scaclione-Scaglione-Scaldaferri-Scalia-Scapecchi-Scarafile-Scarpellino-Scatolini-&lt;br /&gt;Schettini-Schianta-Schiatiarella-Schiavo-Schinto-Schizzerotto-Sciancalepore-Sciarretta-Scozzari-Scrianta-Scupacasa-Sensales-Seraceno-Seretto-Sergi-Serpecchia-Serrentino-Servioli-Sestito-Sfano-Silvestri-Sinibaldo-Sironi-Sola-Sollami-Solvi-Somaschi-Soricelli-Sorige-Sorrintino-Spagnuolo-Spampinato-Spinelli-Spinolli-Spinozzi-Stefani-Stipani-Stocker-Stride-Svaluto -Scaldaferri-Siriani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tacconella-Talento-Talli-Tamarri-Tamborriello-Tamburriello-Tameoni-Tameorriello-Tamiozzo-Taraschi-Tasga-Tassinari-Tedeschi-Tenisi-Terranova-Tervase-Tesan-Testa-Tignonsini-Tinotti-Titioni-Tittone-Tomassetti-Tommasi-Tonetto-Toniolo-Tonucci-Torfolini-Torregrossa-Torrisi-Torrogrossa-Tosatti-Tositori-Tosoratti-Trevisan-Trignano-Trillo-Trinco-Trisi-Troiano-Trozzi-Turrina-Turrisi -Tosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uboe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaccari-Vailati-Valdinocci-Valitutti-Valsecchi-Valvassun-Vannozzi-Vanonoini-Vanzella-Varanese-Varo-Vassallo-Vento-Venturi-Verniero-Vetere-Viesi-Vilei-Vilsi-Vinbiguerra-Vincenzi-Visco-Visintin-Vitari-Vitiello-Vittorio-Viviani-Volonte-Vozza -Vita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter-Wilser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zaconel-Zambello-Zamin-Zane-Zanetta-Zaniroli-Zecchini-Zeto-Ziglioli-Ziller-Zottoli-Zucconi-Zumerle&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobrenomes italianos na Bahia Colonia e Império&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Accioli-Adduci-Adorno-Aducci-Albertazzi-Alegro-Allioni-Ambrosi-Andreoni-Angeli-&lt;br /&gt;Argolo-Armando-Arnozo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagnolo-Baldassari-Bandala-Barbuda-Bassetto-Bassi-Bedeschi-Benci-Berlutti-Bertucci-Betaio-Bettini-Biancucci-Bizarri-Bocanera-Boccanera-Bolona-Boscano-&lt;br /&gt;Brizzi-Bruschi-Brusoni-Bruzza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadena-Camella-Cantarelli-Caracciolo-Carfagni-Carrena-Caterbi-Centolani-Cherubini-&lt;br /&gt;Chialastri-Chirico-Codini-Codovilli-Colombari-Compagnoni-Coni-Conti-Cornacchia-&lt;br /&gt;Cortesi-Crespi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dantuani-Dei-Della Calce-Della Valle-Dentice-Devoto-Domini-Donati-Dormundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Effren-Erani-Escorcio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fardola-Ferrari-Ferretti-Fiarto-Fiúza-Folfi-Foschini-Francioni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galeffi-Garneri-Gherardi-Giorgini-Giuliani-Grandio-Grela-Grilis-Gualducci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacerda-Lamberto-Lambertto-Landolfo-Lavetto-Litieri-Lobatto-Lombardi-Lucena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Majola-Malafaia-Mane-Manzoni-Marcciucchi-Marella-Marin-Marinarzeli-Marini-&lt;br /&gt;Martoni-Masciarelli-Massa-Mazzolini-Mazzucchetti-Melandri-Menilo-Mertola-Mertole-Minelli-Mônaco-Monforte-Mongardini-Monleone-Morelli-Moriani-Morolli-&lt;br /&gt;Moroni-Mularia-Musi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicci-Nizza-Noli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oliva-Olivi-Origlia-Orselli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paganelli-Parvi-Pasini-Pavia-Pazzotti-Persiani-Pianori-Piazza-Piazzoli-Pilligrini-&lt;br /&gt;Pina-Pirozzoli-Pissarro-Pitta-Pogetti-Preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raffuzi-Raffuzzi-Rarendega-Ravajoli-Retavoza-Righini-Ronchi-Rosini-Rossi-Rossini-Rotta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvatori-Sande-Sanfelice-Sanmichele-Santoro-Scamabrini-Sena-Sorcelli-Spinoza-&lt;br /&gt;Staderini-Stornelli-Sturbani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terziani-Tinoco-Tommaso-Toscano-Toschi-Tribuni-Turó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vacandina-Valicelli-Varzula-Vecchietti-Verlicchi-Villasanti-Visconti-Voltari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zagallo-Zaganelli-Zagnoli-Zaini-Zannini-Zattoni-Zauli-Zavali&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-3124217686736729482?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/3124217686736729482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/sobrenomes-italianos-na-bahia.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3124217686736729482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3124217686736729482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/sobrenomes-italianos-na-bahia.html' title='Sobrenomes Italianos na Bahia'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmqVhrgrh9I/AAAAAAAAAG4/k1yY9dEbQFM/s72-c/casa+italia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-1487540322130935454</id><published>2009-07-22T22:21:00.005-03:00</published><updated>2009-08-15T20:45:28.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Primeiro Sarno na Bahia'/><title type='text'>Primeiro Sarno na Bahia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sme7uQLpY2I/AAAAAAAAAGo/UEMvJ-EmysQ/s1600-h/tio+chico+sarno.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361460284700058466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sme7uQLpY2I/AAAAAAAAAGo/UEMvJ-EmysQ/s320/tio+chico+sarno.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Francesco Sarno (1864-1948) (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto&lt;/span&gt;) , também conhecido como Chico Sarno, foi o primeiro da família que veio para a Bahia, em companhia do sogro.&lt;br /&gt;Depois de um percurso que começou em Manaus, veio a estabelecer-se com casa comercial em Poções, em 1896.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361460668506724082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sme8El-SVvI/AAAAAAAAAGw/5Tn23ye6f3k/s320/V.+Sarno-sucessor-1896.JPG" border="0" /&gt;Foi casado com Carmela Orrico, de Trecchina. A esposa nunca veio ao Brasil. Tiveram quatro filhos, e todos estiveram no Brasil : Rosina (*1891-+1982), Matilde (*1893-+1968)), Marianinna (*1894-+1980) e Vincenzo (*1909-+1988).&lt;br /&gt;Francesco Sarno era natural de Mormanno, e faleceu em Trecchina.&lt;br /&gt;Ele era irmão de Fedele Sarno (*1860- +1942), que nunca veio ao Brasil, mas mandou 7 dos seus filhos : Vicente(*1893-+1975), Corinto (*1899-+1970), Luis (*1907-+1994), Valentim (*1902-+1990), Emilio(*1904-+1977), Rosina (*1911-+1973) e Camilo(*1909-+1995).&lt;br /&gt;Toda a descendência Sarno na Bahia provém destes dois troncos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;22.jul.09&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-1487540322130935454?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/1487540322130935454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/primeiro-sarno-na-bahia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1487540322130935454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1487540322130935454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/primeiro-sarno-na-bahia.html' title='Primeiro Sarno na Bahia'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sme7uQLpY2I/AAAAAAAAAGo/UEMvJ-EmysQ/s72-c/tio+chico+sarno.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-4496915650927297343</id><published>2009-07-22T01:06:00.005-03:00</published><updated>2009-07-22T01:17:39.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documento curioso: arroba'/><title type='text'>Documento curioso: arroba</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmaRTgIOyRI/AAAAAAAAAGY/PLJL9eNYyC8/s1600-h/arroba+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361132170659154194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmaRTgIOyRI/AAAAAAAAAGY/PLJL9eNYyC8/s320/arroba+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo para as pessoas mais idosas não é comum terem conhecido um documento original onde se usava o símbolo @ com o significado de 15 quilos.&lt;br /&gt;Nesta "Guia de Cargas", o Sr. João Liguori despachava em 1945, para V. Sarno &amp;amp; Irmãos, em Poções, uma carga de 29 volumes contendo 101 @ e sete quilos e meio de café "liquido". Devemos entender aqui não o café coado, mas o peso liquido do grão, sem as sacas, ou possivelmente sem os “panacuns” de couro, onde o produto era transportado.&lt;br /&gt;Poções é designada na Guia como "Djalma Dutra", denominação que tinha na época, mas que posteriormente foi mudada, retornando a seu primitivo nome.&lt;br /&gt;A mercadoria foi despachada de Água Vermelha, em Iguaí que naquela data não era ainda um município, mas sim um Distrito de Poções. Esta região, chamada “da Mata” possui terras consideradas extremamente férteis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361132791975854818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmaR3qtrQuI/AAAAAAAAAGg/gFvjdE838ho/s320/mapa+po%C3%A7%C3%B5es.JPG" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;O portador tinha o nome apropriado de Maçú Tropeiro, e o gerente chamava-se Leonardo Alves Santo, que já mudou o nome do patrão para “Liquori”, num erro etílico.&lt;br /&gt;A Guia de Cargas era numerada e proveniente de uma "Secção de Exportação" e o Sr. João Liguori se apresentava como "Importadores e Exportadores". O circuito da mercadoria era de Iguaí ( ou outra região limítrofe), Casa Sarno e exportadores em Salvador. Ou como indica a guia: Iguaí – Poções – Bahia, sendo que “Bahia” era a denominação genérica de Salvador, a capital.&lt;br /&gt;Este documento é um testemunho da organização comercial que os italianos tinham na região e do relacionamento entre eles. Esta forma de associação ou parceria comercial entre italianos permitia que tivessem representantes a baixo custo em diversas cidades, priorizando o roteiro interior-capital.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;21.07.09&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-4496915650927297343?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/4496915650927297343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/documento-curioso-arroba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4496915650927297343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4496915650927297343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/documento-curioso-arroba.html' title='Documento curioso: arroba'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmaRTgIOyRI/AAAAAAAAAGY/PLJL9eNYyC8/s72-c/arroba+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-5847136409360904545</id><published>2009-07-21T00:35:00.003-03:00</published><updated>2009-07-22T01:05:59.729-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='V. Sarno e Irmãos'/><title type='text'>V. Sarno &amp; Irmãos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmU34P6tjrI/AAAAAAAAAGQ/YrKnpaqwITM/s1600-h/casa+sarno.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360752370939432626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmU34P6tjrI/AAAAAAAAAGQ/YrKnpaqwITM/s320/casa+sarno.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;V. Sarno &amp;amp; Irmãos&lt;br /&gt;Na frente: Corinto, Valentim e Camilo Sarno, o Sr. Nogueira e um funcionário.&lt;br /&gt;A firma era de Vicente Sarno, que tinha os irmãos como sócios e este foi um dos locais na cidade em que tiveram a loja.&lt;br /&gt;O jacaré que está no cartaz não é do Lacoste , é o do famoso "Kerosene" da Esso.&lt;br /&gt;Na época não havia posto de combustível, a gasolina era vendida em latas.&lt;br /&gt;Este sobrado era a casa comercial mais vistosa de Poções.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-5847136409360904545?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/5847136409360904545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/v-sarno-irmaos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5847136409360904545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5847136409360904545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/v-sarno-irmaos.html' title='V. Sarno &amp; Irmãos'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SmU34P6tjrI/AAAAAAAAAGQ/YrKnpaqwITM/s72-c/casa+sarno.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2012585336994819508</id><published>2009-07-08T01:20:00.008-03:00</published><updated>2009-07-08T23:01:56.400-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sangiovanni: História e Folclore'/><title type='text'>Sangiovanni: Genealogia e Folclore</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlQfToFLu8I/AAAAAAAAAF4/pnaScKY3iMM/s1600-h/luigi+sangiovanni.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355940278887496642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlQfToFLu8I/AAAAAAAAAF4/pnaScKY3iMM/s320/luigi+sangiovanni.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Luigi Sangiovanni (1853-1934)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este nome é “composto com aglutinação do San. A base é “Giovanni” (João), que se afirmou desde o primeiro cristianismo pelo culto e prestígio de S. João Evangelista e São João Batista. Continua o pessoal latino “Iohannes”, adaptação do grego “Iôánnês”, originário por sua vez do nome hebraico “Yôhânân”, formado de “Yô”, abreviação de “Yahweh” (Deus) e “hânan” (ter misericórdia) com o significado de “Deus teve misericórdia”. (Coen-1989)&lt;br /&gt;“Latinizado em “Johannes” , se fixou no italiano em “Giovanni” . O sobrenome é um patronímico que recorda o nome do fundador deste tronco familiar”. (Mioranza-1997)&lt;br /&gt;O nome São João nos remete à festa do santo do mesmo nome, o Batista, que era primo de Jesus e foi degolado no castelo de Macheros, na Palestina.&lt;br /&gt;“Toda a Europa conheceu essa tradição de acender fogueiras nos lugares altos e mesmo nas planícies, as danças ao redor do fogo, os saltos sobre as chamas, todas as alegrias do convívio e dos anúncios de messes abundantes”. (Cascudo-1962)&lt;br /&gt;Também na Itália havia o costume de dois amigos pularem a fogueira para se tornarem “compadres”. Em diversas regiões da Calábria este costume tinha o nome, nos dialetos, de “sangiuvanni” , “sangiuanni” , sanciuvanni” e “sangianni” . Era o “comparatico” (compadrio), relação de “compare” (compadre) que se fazia no “giorno di San Giovanni” e usado também no sentido de “compare de anello” (compadre de bodas) ou “di battesimo” (de batismo). Assim, dizia-se “ficeru lu sanciuanni” (fizeram o compadrio), ou “simu sangiuvanni” (somos compadres). ( Rohlfs-1977)&lt;br /&gt;Nosso Sangiovanni é de Mormanno – Cosenza – Calábria – e a referência mais antiga que temos é de Luigi Sangiovanni (1853-1934), casado com Anna Cardone. Tiveram um filho Pietro Sangiovanni (1872-1913), casado com Agatarosa Sangiovanni (1882-1942) que tiveram 5 filhos : Luigi Sangiovanni (*1904), Anna Maria Sangiovanni (Aninna)(*1906), Vincenzo Mario Sangiovanni (*1908), Domenica Sangiovanni (Miminna) (*1910) e Amedeo Giovanni Sebastiano Sangiovanni (*1913).&lt;br /&gt;Este último inaugurou a tradição de ser conhecido por nomes diversos: Tio Chico, Chico, Francisquinho, Dom Ciccilo, Francesquino, Franco, Fran, Frisquino, Francesco, Francisco... e notem que no nome dele não consta Francisco. Esta variedade de apelativos constou na camiseta elaborada para a concorrida festa dos seus 80 anos, em Morrinhos.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356066854758264866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlSSbT8cMCI/AAAAAAAAAGI/gzh_TZmRZ1w/s320/amedeo+sangiovanni.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Amedeo Giovanni Sebastiano Sangiovanni&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele é o pai de Luiz Sangiovanni, gestor deste Blog, que conseguiu superar o pai, relacionando nada menos que 163 maneiras pela qual o seu sobrenome foi modificado. Com este exemplo fica claro entender as modificações que os sobrenomes adquirem no correr da história, fato corriqueiro com os sobrenomes italianos no Brasil.&lt;br /&gt;VARIAÇÕES DO NOME SANGIOVANNI NA FORMA DE PRONUNCIAR E ESCREVER :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355941772235530050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlQgqjPGX0I/AAAAAAAAAGA/Z0bfQ3jwtC0/s320/lu+blog.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luiz Sangiovanni&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;BONGIOVANI - pelo vendedor de óculos da Ótica Ernesto&lt;br /&gt;CALVA F. SANGIOVANNI - no cartão do Itaú&lt;br /&gt;CARMELO FUGANDES SANGÜENARI - pela mãe americana de Marcelo&lt;br /&gt;CARPEGIANNI - em 1981&lt;br /&gt;DANJUVANE - no orçamento 466 da Nelinho Tintas&lt;br /&gt;ELISA MARAIA COUTO SANGBIOVANNI - na relação do PIS (Elisa Maria Caputo Sangiovanni)&lt;br /&gt;FRANGOVANNI – quando jogava bola.&lt;br /&gt;GEOVANE – no geral&lt;br /&gt;GERMANO - por um amigo&lt;br /&gt;GIOVANIO – em Sergipe&lt;br /&gt;GOVANI - email recebido da Sergifil - Aracaju&lt;br /&gt;HEDELBRANDO - por um operador de máquinas&lt;br /&gt;IDELVÂNIO – procurado por um cliente de Aracaju.&lt;br /&gt;JANGIOVANNI - no certificado de renovação de carteira de motorista -Auto Escola Veja&lt;br /&gt;JOVANI - de uma carta de cliente&lt;br /&gt;JOVANIO – de uma correspondência vinda de Aracaju&lt;br /&gt;JUVANE - no orçamento 466 da Nelinho Tintas&lt;br /&gt;LUIZ GONZAGA CAJUTO SANGIOVANNI - correspondência enviada pelo Banco do Nordeste para Luiz Eduardo Caputo Sangiovanni&lt;br /&gt;LUIZ SÉRGIO - carta vinda da Petrobrás e no registro do Hotel Sun Valley, em Bonfim-ba..&lt;br /&gt;LUIZ VANNI - Na mala direta da Bocatti de Caxias do Sul.&lt;br /&gt;LULA SANGUOVANNI - no mural do site www.terradodivino.com.br&lt;br /&gt;MICKELY SAN GIOVANNI - revista Conquista News - nº 3 (Michele Sangiovanni)&lt;br /&gt;MICLENE GUISEPPE - no certificado de dispensa do exército - Bruno (Michele Giuseppe)&lt;br /&gt;PANGEOVANE - Na carta enviada pela Zebu&lt;br /&gt;S. GIORCANNI – no convite do navio “Francesco Mimbelli”&lt;br /&gt;S. GIOVANI - no registro de um programa de computador&lt;br /&gt;S. NUNES – na lista de documentos do Baneb&lt;br /&gt;SÃ GIOVANI - na carta de um cliente e em um e-mail.&lt;br /&gt;SABAJANE - procurado por um cliente.&lt;br /&gt;SAGIOVANE - em um envelope./Cliente de Maceió.&lt;br /&gt;SAGIOVANI – na lista da Bahiasat.&lt;br /&gt;SAGNIOVANNI - na resposta do provedor Terra&lt;br /&gt;SAGOVANE - no controle do carro&lt;br /&gt;SAIOLOVANNI - Correspondência recebida por Rafael, meu sobrinho.&lt;br /&gt;SAM GEOVANNI – em uma correspondência&lt;br /&gt;SAM GIOVANI - na revista da Pirelli&lt;br /&gt;SAMGEOVANI - Correspondência de uma Prefeitura&lt;br /&gt;SAMUEL - chamado por um cliente.&lt;br /&gt;SAN – na forma rápida.&lt;br /&gt;SAN DIOVANNI - correspondência recebida por Michele&lt;br /&gt;SAN E GIOVANI - No corpo de uma nota fiscal.&lt;br /&gt;SAN GENARO - chamado por um cliente&lt;br /&gt;SAN GEONAVANI - por uma amiga de Carla&lt;br /&gt;SAN GEOVANE - na portaria da Profertil&lt;br /&gt;SAN GEOVÂNI – em uma agenda telefônica&lt;br /&gt;SAN GERALDO - chamado pelo preposto da PM Antas&lt;br /&gt;SAN GEWALIO - Em um email de cliente&lt;br /&gt;SAN GIO VANI - na inscrição de Juliana&lt;br /&gt;SAN GIONAVI - na observação de uma nota fiscal da Cummins Leste&lt;br /&gt;SAN GIOVANNE - em um fax orçamento&lt;br /&gt;SAN GIOVANNI – na caneca do festival de chope de Poções/Passagem da Gol&lt;br /&gt;SAN JEOVANE – em um fax recebido e na receita do remédio.&lt;br /&gt;SAN JOUANE - em email para Carla&lt;br /&gt;SAN JIOVANE – na carta enviada por um cliente&lt;br /&gt;SAN JOAQUINE - na fatura de serviços.&lt;br /&gt;SAN JOVANE – no cadastro da Polidiesel&lt;br /&gt;SAN JUAN - chamada pela professora de português de Carla&lt;br /&gt;SAN JULIANO - pelo gerente da Svedala.&lt;br /&gt;SAN JUNVHÂNIO - de uma carta recebida por Marcelo&lt;br /&gt;SAN MARINO – confundido pelo personagem da novela Andando nas Nuvens.&lt;br /&gt;SAN ROVANE - Na correspondência recebida por Bete.&lt;br /&gt;SANDIOVANNI - em um orçamento&lt;br /&gt;SANDOVAL - na avaliação da academia de Ricardo&lt;br /&gt;SANDROVAN - Pelo dono da Pontual Transportes&lt;br /&gt;SANGELVANE – no manifesto de carga de uma transportadora&lt;br /&gt;SANGELVANI – fax recebido de Maceió&lt;br /&gt;SANGELVANIO - bilhete escrito por um cliente de Aracaju&lt;br /&gt;SANGEOVANE – um orçamento recebido.&lt;br /&gt;SANGEOVANI – em um lembrete de correspondência&lt;br /&gt;SANGEOVANIO - em um fax vindo de Petrolina&lt;br /&gt;SANGEOVANNE - na assinatura da Sky.&lt;br /&gt;SANGEOVANNI – na carta enviada por um cliente&lt;br /&gt;SANGEOVANNY - Em um email da Construtora Franco Araújo&lt;br /&gt;SANGEOVANO – na ficha médica de Carla.&lt;br /&gt;SANGERANIO - Por um Residente do Derba&lt;br /&gt;SANGEVANE - em um bilhete&lt;br /&gt;SANGGIAVANI - no email da Vipal&lt;br /&gt;SANGGIOVANI – no bilhete recebido por Marcelo&lt;br /&gt;SANGGIOVANNI – no crédito de uma fotografia publicada no jornal A Tarde&lt;br /&gt;SANGIAOVANNI – numa autorização de seguro da Sul América.&lt;br /&gt;SANGIAVANNI – em um contrato&lt;br /&gt;SANGIO SVANIO - em um fax&lt;br /&gt;SANGIOAVANNI - no cartão do Hiper&lt;br /&gt;SANGIOBANNI - no registro da reserva no Hotel Renaissance&lt;br /&gt;SANGIOFANNI – no cartão de embarque da Lufthansa&lt;br /&gt;SANGIONANNY - no envelope de revelação fotográfica&lt;br /&gt;SANGIONAVE - no envelope de uma correspondência&lt;br /&gt;SANGIONI – chamado por seo Monteiro.&lt;br /&gt;SANGIONNI - na abertura de uma Ordem de Serviço na Technico, de 1997&lt;br /&gt;SANGIONVANI - na ordem de serviço da Ibéria Transportes&lt;br /&gt;SANGIONVANNI - de uma correspondência de cliente&lt;br /&gt;SANGIOPVANNI - na observação de uma nota fiscal&lt;br /&gt;SANGIORVANNI – quando apresentado por um colega de trabalho.&lt;br /&gt;SANGIOVA - Na mala direta do comprafacil.com&lt;br /&gt;SANGIOVALLE – registro do Sun Valley Hotel em Sr. do Bonfim – Bahia.&lt;br /&gt;SANGIOVAMI - correspondência enviada pelo Senac&lt;br /&gt;SANGIOVANCIO - chamado por um amigo&lt;br /&gt;SANGIOVANEM - na etiqueta dentro do computador&lt;br /&gt;SANGIOVANI – na conta de água da Embasa&lt;br /&gt;SANGIOVANIN - no cadastro de Bete na Insinuante&lt;br /&gt;SANGIOVANN – no boleto do Itaú.&lt;br /&gt;SANGIOVANNGI - na agenda de um celular&lt;br /&gt;SANGÍOVANNI - no convite de encerramento de Carla, no Vieira&lt;br /&gt;SANGIOVANNIN – em um álbum de fotografias&lt;br /&gt;SANGIOVANNY – em um bilhete.&lt;br /&gt;SANGIOVANY - em correspondência.&lt;br /&gt;SANGIOVARDI – de uma correspondência&lt;br /&gt;SANGIOVARNO – de uma mala direta.&lt;br /&gt;SANGIOVAURI – na nota fiscal do computador.&lt;br /&gt;SANGIOVAVANNI – na carta da Novaterra&lt;br /&gt;SANGIOVONI - no convite de casamento.&lt;br /&gt;SANGIVANNI - em um fanzine da Facom.&lt;br /&gt;SANGLOVANI - na ficha de um hotel, em Lençóis&lt;br /&gt;SANGNOVANNI - revista Alô Bahia - nº 107&lt;br /&gt;SANGOFHNNI – no cartão de embarque da VARIG&lt;br /&gt;SANGOIANI – na requisição médica&lt;br /&gt;SANGOIVANNI - na nota fiscal do Hotel em BH&lt;br /&gt;SANGOVANE - Em um envelope&lt;br /&gt;SANGROVANNI - no boleto da internet&lt;br /&gt;SANGUINETTI – chamado pelo português do Gás&lt;br /&gt;SANGUIOVANI - cartão enviado para meu pai / No envelope do convite de Daniel&lt;br /&gt;SANGUIRANI - chamada pela professora de Carla&lt;br /&gt;SANGYOVANY - na escola de Juliana.&lt;br /&gt;SANJELVANE - em um orçamento.&lt;br /&gt;SANJEOVANE – nos orçamentos da Cadil.&lt;br /&gt;SANJIONANI - na cotação da Sérvia&lt;br /&gt;SANJIOVANE - Na agenda de reunião de Bruno na PM Ituberá&lt;br /&gt;SANJIOVANI - em um orçamento&lt;br /&gt;SANJOVALDO - em um recado deixado na secretária do celular&lt;br /&gt;SANJOVANY - em uma correspondência&lt;br /&gt;SANNGIOVANE - a agenda do celular de um amigo&lt;br /&gt;SANNGIOVANI - na ata de reunião da Sibra / Email vindo de Technico Norte&lt;br /&gt;SANNGIOVANNI - na biblioteca do colégio de Carla&lt;br /&gt;SANNJIOVANI - no sedex vindo de Petrolina.&lt;br /&gt;SANQIOVANNI - mensagem recebida pela internet&lt;br /&gt;SANQUIOVAN - mensagem recebida pela internet&lt;br /&gt;SANQUIOVANNI - Pela internet&lt;br /&gt;SANSILVAR - funcionário da PM Wenceslau Guimarães ao buscar uma peça&lt;br /&gt;SANSIOVANNI – no carnê da prestação do carro.&lt;br /&gt;SÃO GEOVANE - em um envelope e em um bilhete.&lt;br /&gt;SÃO GERÔNIMO - no envelope de correspondência&lt;br /&gt;SÃO GIOVANNI Assistência Técnica de Empilhadeiras - Carta enviada pelo cliente&lt;br /&gt;SAÕ JOVANI - Em um e-mail&lt;br /&gt;SARGENTO GIOVANNI - por uma pessoa procurando de emprego.&lt;br /&gt;SARGIOVANI – no cartão de embarque da Nordeste.&lt;br /&gt;SAUGIOVANI -em um fax proposta&lt;br /&gt;SAVASTRANO - pelo comprador da Embasa.&lt;br /&gt;SÉRGIO VANE - chamado pelo porteiro da Ferbasa.&lt;br /&gt;SERGIVAM - por cliente solicitando informação.&lt;br /&gt;SHANGEOVANI - envelope correspondência recebida por Marcelo&lt;br /&gt;SNAGEOVANE - no fax de um fabricante&lt;br /&gt;SNAGIOVANNI - no pedido da Cimento Nassau&lt;br /&gt;SNGIOVANI - na lista para distribuição das cocadinhas de cacau&lt;br /&gt;SONGEOVONI - No convite para uma festa&lt;br /&gt;SONGIONE – no bilhete da Transbrasil&lt;br /&gt;SONGIOVANI - no bilhete escrito pelo porteiro&lt;br /&gt;SONGIOVONNI - na campanha de Ricardo para a presidência do grêmio do CAV&lt;br /&gt;TCHANTCHANI - apelido de Rafael na escola porque alguns não acertavam a outra forma&lt;br /&gt;TCHANTCHANTCHANI - apelido de Rafael na escola&lt;br /&gt;TONHEGIOVANI - Chamado por um cliente&lt;br /&gt;WILL SANGIOVANI – no bilhete da Vasp&lt;br /&gt;ZÉ GIOVANI - chamado por um cliente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;07.06.2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2012585336994819508?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2012585336994819508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/sangiovanni-genealogia-e-folclore.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2012585336994819508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2012585336994819508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/sangiovanni-genealogia-e-folclore.html' title='Sangiovanni: Genealogia e Folclore'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlQfToFLu8I/AAAAAAAAAF4/pnaScKY3iMM/s72-c/luigi+sangiovanni.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-1519920816645231473</id><published>2009-07-05T22:22:00.009-03:00</published><updated>2009-07-08T23:04:58.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doces e Conservas'/><title type='text'>Doces e Conservas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em função do rigoroso inverno, desde longa data as famílias européias se obrigam a dominar as técnicas primárias de conservação de alimentos. A busca de condimentos que, além do sal, conservassem e dessem sabor, motivou em parte o ciclo das grandes navegações, em busca das especiarias orientais.&lt;br /&gt;Os italianos em Poções, imbuídos deste traço cultural, procuravam transformar, de maneira artesanal e familiar alguns alimentos perecíveis em conservas duradouras.&lt;br /&gt;No quintal da casa de Corinto Sarno, havia um pequeno cercado com um ou dois porcos para serem engordados. Os restos de comida iam para eles e com curiosidade acompanhávamos o crescimento daqueles animais sem graça, que roncavam e fuçavam a lama.&lt;br /&gt;Quando meu pai achava que era chegado o dia do sacrifício iniciavam-se os preparativos. Vitalino vinha do Armazém Sarno com outro “camarada”- como meus tios chamavam os ajudantes- em Poções também conhecidos como “chapas”. Eles afiavam calmamente uma grande “peixeira” (1) na pedra de amolar, jogando água para o fio ficar doce. No fogão à lenha que ficava no quintal de cima, Joaninha, a empregada, já havia colocado um grande caldeirão com água para ferver. Lenha tinha em abundância no chamado “quarto da lenha”, onde havia também um monte de carvão que, certa feita, durante um aniversário, eu Carlito e Luizito tocamos fogo, criando um pandemônio.&lt;br /&gt;No meio do quintal havia um cimentado, uma espécie de “altar” para sacrificar porcos, e para lá ele era levado, sob protestos e altos berros. Para nós era um contraste a gritaria que o porco fazia antes e o silêncio em que ficava depois. Vitalino, segurando-o firmemente pelas orelhas e com os pés já amarrados, encostava primeiro a ponta e depois enterrava toda a lâmina da peixeira no pescoço do bicho, procurando atingir a jugular. Para não ter de introduzi-la outra vez ele preferia agilmente tentar fazer com que a lâmina remexesse dentro do talho.&lt;br /&gt;O sangue que jorrava era cuidadosamente aparado por nós em uma panela com vinagre e mexido com uma colher de pau, para não qualhar. Era para fazer o “sanguinaccio”(2), um delicioso doce onde até o caldeirão usado era depois disputado por nós para ver quem o lambia. Depois de pronto e despejado em diversos pratos o doce era guardado à chave. Fazia parte do ritual social mandar um prato de “sanguinaccio” para cada tia. O segredo do doce estava em seus ingredientes: leite,maizena, chocolate, açúcar, castanha, uva passa , casca e caldo de laranja . A receita que tia Giuseppina fazia levava arroz, o que era uma variante. Uma outra variante inusitada foi no dia em que mandaram eu ir buscar açúcar na Casa Sarno, que na época vendia secos e molhados. Ao invés de apanhar o açúcar peguei o sal, que tinha embalagem semelhante, de papel, que era feita na própria loja. Depois que colocaram o sal no “sanguinaccio” ninguém acreditou que eu não havia feito de propósito e o castigo foi ficar preso em um minúsculo sanitário das empregadas, onde peguei no sono.&lt;br /&gt;Finda a sangria iniciava-se o péla-porco: jogava-se a água fervendo na pele, e os “camaradas” raspavam todo aquele pêlo duro com as peixeiras e depois esfregavam caco de telha para a pele ficar bem limpa. Nas dobras onde era difícil raspar se chamuscava com fogo de palha. Os cascos eram arrancados depois de aferventados com água quente, mas o rabicho ainda ficava lá.&lt;br /&gt;Um corte então era feito do pescoço ao ânus e o peito era aberto a machadadas. Com perícia retiravam-se os intestinos, tendo o cuidado de extirpar o fel que, se rompido, iria estragar toda a carne. As tripas eram todas limpas, aferventadas, raspadas e reviradas, pois serviriam para fazer a lingüiça. Tudo que ia sendo retirado era repassado para o batalhão de ajudantes, constituído pelas tias, empregadas e nós, a garotada. A carne era moída, condimentada e colocada em enormes gamelas para depois encher as tripas. Usavam-se espinhos de laranjeira para furar as tripas fazendo sair o ar. Quando não se fazia lingüiça, tia Francisca fazia uma tripada famosa. As lingüiças (3) ficavam penduradas na despensa, com proteção contra os ratos, até estarem curtidas e prontas para se comer. A cabeça – ou fuçura – do porco era rachada a machado e Vitalino levava para ele juntamente com a buchada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355153228545748994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 92px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlFTfRFBcAI/AAAAAAAAAFo/WvcnNs7zzMQ/s400/Sopressata+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; sopressata&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vitalino também abatia porcos por conta própria. Nestas ocasiões minha mãe era avisada e nos mandava buscar o sangue. E lá vínhamos nós pelas ruas, um segurando o caldeirão e outro mexendo o sangue com a colher de pau, num espetáculo dantesco e inusitado!&lt;br /&gt;Na época em que, na fazenda Caititú, da Firma V.Sarno &amp;amp; Irmãos, havia grande produção de marmelo e a nossa despensa estava cheia, marcava-se um dia para se fazer o doce de corte. Joaninha, primeiro colocava os marmelos para cozinhar em um grande tacho de cobre, no fogão à lenha, e depois eram passados em grandes peneiras de palha. Em seguida, aquela pasta voltava ao fogo, onde borbulhava sob intenso calor. As empregadas mexiam sem parar com enormes colheres de pau, ao tempo em que se misturava o açúcar na mesma medida da pasta. Quando ficava no ponto era então despejada em fôrmas de alumínio que tinham a forma de peixe, cacho de uva ou simples retângulos. Depois de resfriada retirava-se das fôrmas, passava-se álcool e os doces eram revestidos de papel impermeável e transparente – celofane – e guardados no armário da despensa.&lt;br /&gt;No quintal havia um grande forno à lenha, onde se fazia pão e principalmente “fresa”(4), um tipo de pão seco, redondo com um furo no meio, de grande durabilidade, que comíamos amolecendo em um caldo que tivesse azeite e temperos. Com a fresa ou com pedaços de pão dormido era feito o “panicottu” (5), onde o caldo era quente e continha ovos, tomate e muito alho cortado.&lt;br /&gt;Junto a este forno havia uma torradeira de café que consistia em um cilindro de ferro que era aquecido a lenha. Com uma manivela fazíamos o cilindro rodar, para não queimar o café. Os grãos vinham da fazenda e haviam passado pelo Armazém Sarno, onde as “catadeiras”, também chamadas de “pianistas” (6) já haviam manualmente feito a limpeza. Depois de torrados, os grãos eram moídos em uma máquina que ficava na despensa. Ela, por ampliar a rotação através de engrenagens, permitia que nós também moêssemos o café, girando a manivela com as duas mãos. O café era tipo exportação, de primeira qualidade, e o cheiro era tão bom que minha mãe tinha o mau costume de passar café duas vezes com o mesmo pó! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355529732587922994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlKp6r7yJjI/AAAAAAAAAFw/eFdMNhZIwj0/s320/moer+cafe.JPG" border="0" /&gt; O jenipapo era utilizado para se fazer o licor, que era um sucesso no São João. Minha mãe fazia também licor de uva e de leite.&lt;br /&gt;Para se obter o vinagre havia um pote em que se colocavam bananas ou uvas, e aguardava-se pelo processo natural de fermentação. Depois aquela massa fermentada era coada em um pano e se obtinha o vinagre.&lt;br /&gt;A banana era também cortada de comprido e colocada ao sol para desidratar, sendo comida depois com açúcar e canela. O lugar predileto para se colocar as peneiras com as bananas era sobre o tanque. Por vezes, ao mandar recolher, minha mãe encontrava as peneiras quase vazias, pois havíamos comido as bananas-passa.&lt;br /&gt;Diariamente o leite vinha em abundância da fazenda em grandes latões, no lombo de jegues. Dele era feito a manteiga, a ricota e o queijo cilindró. Havia uma grande cabaça comprida que servia para bater o leite qualhado. Na janela da cozinha ficava pendurada, em um saquinho de pano, a ricota para escorrer o soro.&lt;br /&gt;A conservação dos ovos era mais simples, pois bastava arrumá-los dentro de caixotes, ou potes de barro, entre camadas de areia.&lt;br /&gt;Quando o preço estava baixo, minha mãe comprava alguns “panacuns” (7) de tomate que eram então aferventados, peneirados, e levados novamente ao fogo. Eram depois engarrafados em frascos de boca larga, tendo-se o cuidado de colocar azeite doce por cima, antes de fechá-los, para poder conservar o molho de tomate.&lt;br /&gt;Preparados para um inverno que nunca chegou, os italianos se divertiam em saborear durante todo o ano as delícias das suas conservas.&lt;br /&gt;Quando, já internos em colégios de Salvador, comíamos economicamente um pedaço de lingüiça, que a família havia enviado por algum portador, parecia que, em um fugaz instante, estávamos em Poções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Set/98&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1) Peixeira- Facão curto e muito cortante.&lt;br /&gt;(2) Com as variantes dialetais calabresas “sangunazzu” , “sanguinazzu” (Rohlfs-1977).&lt;br /&gt;Na Itália é tradicionalmente preparado na época do Carnaval. O uso do sangue de porco fornece um característico retrogosto ácido. A partir de 1992 a venda de sangue de porco ao público foi proibida na Itália em algumas regiões e o “sanguinaccio” é feito imediatamente após o abate do porco por um açougueiro credenciado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minha irmã Noemia, quando vai a Poções e consegue sangue de porco, ela congela, e de volta para Salvador faz o "sanguinaccio", disputado pelos irmãos e primos.&lt;br /&gt;(3) Lingüiça- em Mormanno conhecida como “sopressata” (salame), é um dos produtos típicos da região calabresa. Variantes: “suppressata”, “suprissatta”, “supprezzata” , “supizzata” (Rolfhs-1977) “soppressata”, “soppressato” (Bordo-1880), deriva de “soppressare” : imprensar.&lt;br /&gt;(4) Fresa – ver artigo neste Blog.&lt;br /&gt;(5) Panicottu – literalmente “pão cozido” – com a variante “panicuottu” (Rohlfs), significando também a papa da criança.&lt;br /&gt;(6) Pianistas – ficavam todas sentadas em uma grande mesa, cada uma com seu espaço delimitado e catando os grãos como se estivessem tocando piano.&lt;br /&gt;(7) Panacuns – palavra de origem tupi – grandes cestos de cipó que eram pendurados em cangalhas (armação de madeira) nos jegues.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-1519920816645231473?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/1519920816645231473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/doces-e-conservas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1519920816645231473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/1519920816645231473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/07/doces-e-conservas.html' title='Doces e Conservas'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SlFTfRFBcAI/AAAAAAAAAFo/WvcnNs7zzMQ/s72-c/Sopressata+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2901578471771072527</id><published>2009-06-15T22:15:00.004-03:00</published><updated>2009-06-15T22:22:20.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A &quot; Putía&quot; de Giovanni Sola'/><title type='text'>A " Putía" de Giovanni Sola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sjby-eSlbqI/AAAAAAAAAEw/9bVn0PvaThI/s1600-h/sola.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347728762645868194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sjby-eSlbqI/AAAAAAAAAEw/9bVn0PvaThI/s320/sola.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Giovanni Sola era nosso tio por afinidade. Era casado com Carolina (Lina) Caputo, irmã de Anna Maria (Caputo) Sangiovanni), cunhada de minha mãe Anina Sarno. Mas para todos nós ele era o último tio que tinha vindo da Itália.&lt;br /&gt;Rosto redondo, maxilares largos, braços fortes, olhos pequenos e bem azuis, lembrava o Gepeto, pai do Pinóquio. Nunca perdeu o sotaque nem a admiração pela Itália. O corpo estava aqui, mas a mente estava lá.&lt;br /&gt;Ele era marceneiro de profissão, e os meus tios, que já estavam em Poções há muitos anos, ajudaram a montar a sua marcenaria.&lt;br /&gt;Para surpresa nossa eles chamavam a marcenaria de “putìa”. Sorriamos escondidos, encantados por poder dizer “putinha de Tio Giovanni” na frente de todo mundo, fazendo de conta que tínhamos nos atrapalhado com a pronúncia.&lt;br /&gt;Mas esta não era uma palavrinha qualquer, era um palavrão, no bom sentido. Ela nasceu na Grécia como “apothéke” (armazém, depósito), viajou para a Roma antiga como “ apotheca” (copa, dispensa) , circulou na Toscana como “bottega” (loja) e na Itália como “putighino” (lojinha) , e foi usada pelo dialeto de Mormanno como “putiga” – “ putía” : a marcenaria de Giovanni Sola em Poções !&lt;br /&gt;Nas férias nós tínhamos uma escolha a fazer: ajudar na loja de tecidos e ferragens ou na “putìa” de Giovanni. Enquanto Pepone e José Fidelis escolheram a loja eu escolhi ajudar tio Giovanni.&lt;br /&gt;Eu ia para lá todos os dias. E via chegar aquelas enormes pranchas de madeiras de lei, cedro, peroba, jacarandá, que tinham sido serradas por dois camaradas que ficavam operando uma grande serra manual em frente à Usina de Arroz de Fidelis. Eles armavam um jirau, onde apoiavam a tora, e enquanto um ficava em cima segurando a serra outro ficava em baixo e a grande serra ia e vinha fazendo o seu trabalho.&lt;br /&gt;Giovanni havia trazido da Itália seus instrumentos de trabalho menores e seus catálogos de móveis. As serras, formões, esquadros, réguas e plainas ficavam penduradas na parede. Muitos destes instrumentos eram desconhecidos dos marceneiros locais que trabalhavam no Beco dos Artistas, em cuja esquina ficava a “putìa”.&lt;br /&gt;Os catálogos eram cuidadosamente mostrados aos clientes e sentia-se um certo orgulho de tio Giovanni por saber confeccionar todos aqueles bonitos móveis. Não era um estilo antigo, rebuscado, nem tampouco um estilo moderno, despojado. Era um estilo, digamos, utilitário, funcional, sólido, com enfeites no limite do necessário.&lt;br /&gt;Com destreza ele fazia e montava cuidadosamente todos os encaixes, lixava à perfeição e preparava no fogo a química da cola e do verniz. Aquele cheiro, misturado com o da madeira deixava a “putìa” com um odor agradável. A visão dos cavacos encaracolados saltando da plaina e acumulando-se no chão completavam aquela cena artesanal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SjbzKEspNBI/AAAAAAAAAE4/-VM3pM4vyrc/s1600-h/italiano+illustrazioni-+1926.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347728961934275602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SjbzKEspNBI/AAAAAAAAAE4/-VM3pM4vyrc/s320/italiano+illustrazioni-+1926.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele tinha também todas as grandes máquinas elétricas: serra, plaina, torno e tupia. A energia na época era fornecida pelo motor particular da Casa Sarno. O motor de Brás Labanca, que atendia a cidade estava quebrado, aguardando um conserto de São Paulo que nunca chegou.&lt;br /&gt;Muito conversador, Giovanni aproveitava todas as oportunidades para um bom papo. Com sotaque carregado e enfático nos gestos, tinha como assunto predileto a comparação entre o Brasil e a Itália. Ele representava o europeu pós-guerra que tudo reerguia através do trabalho. E criticava a pachorra e a ineficiência brasileira que nunca soube o que era guerra.&lt;br /&gt;O intervalo para o lanche era sagrado. Tia Lina trazia da Padaria Vitória, de Antonio Leto um grande pão, partido ao meio, com recheio de  fatias de tomate, pimentão e cebola. Comendo e  conversando Giovanni passava em revista os seus argumentos pró-Itália.&lt;br /&gt;Sem proteção nenhuma eu respirava diariamente aquele pó que deixava meu nariz entupido e meu cabelo colorido. E varria diariamente aqueles cavacos cacheados, amarelos, vermelhos e escuros.&lt;br /&gt;No final da semana ele me dava alguns trocados, que era a conta certa para comprar gibis e ir à matinê no Cine Santo Antonio, assistir um filme de Tarzan e um seriado do Zorro.&lt;br /&gt;Giovanni nunca voltou para a sua amada pátria. Viveu até o fim com suas inesquecíveis lembranças italianas. A bem dizer, nunca saiu da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Junho/02&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2901578471771072527?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2901578471771072527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/putia-de-giovanni-sola.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2901578471771072527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2901578471771072527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/putia-de-giovanni-sola.html' title='A &quot; Putía&quot; de Giovanni Sola'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sjby-eSlbqI/AAAAAAAAAEw/9bVn0PvaThI/s72-c/sola.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-5674219473946049274</id><published>2009-06-10T21:55:00.003-03:00</published><updated>2009-06-10T22:03:26.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rua da Itália'/><title type='text'>Rua da Itália</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SjBXIswn0rI/AAAAAAAAAEo/ohkTaK0cA8k/s1600-h/rua+italia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345868564654445234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SjBXIswn0rI/AAAAAAAAAEo/ohkTaK0cA8k/s320/rua+italia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                           &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rua da Itália&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não foi sempre assim que ela foi chamada. Antes era Rua João Pessoa. E a rua, com esse nome, não era calçada. Os passeios eram altos e com a chuva a enxurrada descia forte, e tentar detê-las, com nossas barragens de barro improvisadas no meio-fio era um trabalho que demandava todas as nossas forças, depois das aulas na Escola Alexandre Porfírio.&lt;br /&gt;Toda meninada participava da construção da barragem, trazendo o barro, pedaços de madeiras e pedras. Olhares atentos e mãos ágeis tapavam de pronto os rompimentos que eram constantes.&lt;br /&gt;A enxurrada sempre vencia, mas nem por isso conseguia tirar o nosso prazer. E era um sempre recomeçar, mesmo que, covardemente, esperássemos o final da chuva, quando a enxurrada era menor. Além disso, tinha os barquinhos de papel.&lt;br /&gt;Exemplares antigos de “A Cigarra” e “O Cruzeiro”, revistas ilustradas, forneciam as páginas que eram usadas para confeccionar os barquinhos. Dobra aqui, dobra ali e lá se ia o barquinho descendo na enxurrada. Nas laterais a figura do “Amigo da Onça” ou Getulio Vargas, todo engravatado, apertando a mão de alguém. O destino era o grande bueiro coberto de trilho na esquina do Beco dos Artistas , no final da rua, onde o barquinho desaparecia.&lt;br /&gt;Na rua, as únicas casas de brasileiros era a do Pastor e a de Miguel Lopes, onde antes já havia sido residência do coletor Dr. Macedo e posteriormente do Juiz Dr. Eurico Alves Boaventura. A maioria das casas era de italianos, meus tios. Vivíamos em clima de intimidade indescritível, pois podíamos entrar em qualquer casa, sem cerimônias, principalmente nos quintais.&lt;br /&gt;Depois veio o calçamento, a grande realização do Prefeito Dr. Aloísio Euthálio da Rocha. Para nós, foi o começo do fim. Adeus enxurradas com barragens. Adeus fogueiras de São João, quando o sufoco gostoso da fumaça nos fazia arder os olhos, e nem por isso deixávamos de ser felizes.&lt;br /&gt;A Rua da Itália era passagem obrigatória da procissão e da Cavalhada na Festa do Divino. E aos sábados, desde cedo por ali passavam os mateiros e catingueiros, indo e vindo para a feira. Durante toda a semana era a vez de Arlindo Aguadeiro, com seu jegue e carotes trazendo água, vindo de Cachoeirinha, distante uma légua boa. E só não passavam os enterros porque o cemitério ficava do outro lado da cidade.&lt;br /&gt;Na rua tinha o Cine Glória, o Fórum, a Tipografia e a Igreja Batista, que era chamada “dos crentes” ou de seu Alcides Batatinha, que era o pastor.&lt;br /&gt;Com o calçamento, o passeio ganhou ladrilhos, colocados pelos moradores. E passear por ele nas noites frias, depois do jantar, era um prazer sem limites. Meu pai o fazia constantemente, e muitas vezes com minha mãe.&lt;br /&gt;No começo da noite, o ponto do papo era normalmente a varanda em frente, de tio Valentim, ou a nossa. Lá marcavam encontro os amigos e os primos. Um deles, Fidelis do Arroz, sempre conversava sem tirar o cigarro da boca, e nos deixava tensos, aguardando a hora em que aquela enorme cinza iria cair na sua roupa, o que não acontecia. Irineu passava o dia procurando uma piada para contar à noite. E, entre risos, o papo se estendia noite adentro sob o céu estrelado.&lt;br /&gt;Vultos trajando capa colonial passavam por nós. Rostos avermelhados, chapéu de massa na cabeça, lá se iam os italianos jogar "Três Sete” na garagem da casa de tio Luis. Entre eles, inconfundível, José Domarco, de chapelão e capa. Como iam, vinham, e já era então a hora do silencio se instalar na rua.&lt;br /&gt;Brás Labanca, o dono do motor da cidade, depois que dava três sinais, apagando e acendendo as luzes, desligava a energia, deixando a rua e a cidade às escuras.&lt;br /&gt;Como se num teatro, surgem dos bastidores os guardas noturnos, atores da madrugada. O som do apito lamuriento já ouvíamos com a cabeça no travesseiro e, ao mergulhar naquela sonolência, tínhamos uma sensação de segurança, conforto e eternidade.&lt;br /&gt;A placa nova chegou num dia de muita festa: "Rua da Itália". No discurso, o Prefeito falou da gratidão da cidade pelo trabalho dos italianos para o progresso de Poções, que também já foi chamada de Djalma Dutra; a placa está lá até hoje. Quem saiu foram os italianos. Imigraram para Salvador, desta vez atrás dos filhos, netos e bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Março/2001&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-5674219473946049274?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/5674219473946049274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/rua-da-italia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5674219473946049274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5674219473946049274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/rua-da-italia.html' title='Rua da Itália'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SjBXIswn0rI/AAAAAAAAAEo/ohkTaK0cA8k/s72-c/rua+italia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-3963205439222505395</id><published>2009-06-09T17:58:00.003-03:00</published><updated>2009-06-09T18:49:19.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros Relacionados'/><title type='text'>Livros Relacionados</title><content type='html'>&lt;div&gt;Trecchina nel presente e nel passato - Pasquale Schettini - 1947&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tipografia Ferrari - Occella &amp;amp; Cia - Alessandria - 270 págs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Casa Confiança - Carlos &amp;amp; Carmine Marotta - 2004&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Attucci Editrice - Carmignano (Po) - bilingue -ilustrado - 160 págs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:edusarno@graunalivros.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;edusarno@graunalivros.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Itália no Nordeste - Manuel Correia de Andrade - 1992&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Editora Massangana - Recife - ilustrado - 212 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.estantevirtual.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi tudo tão de repente... - Pedro Sarno (Autobiografia) - 2008&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Edição do Autor- Salvador - Bahia - ilustrado - 292 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir : &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:edusarno@graunalivros.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;edusarno@graunalivros.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345447545625126498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si7YOKp4JmI/AAAAAAAAAEI/4KMYOVmmslQ/s200/pedro+lv.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mormanno d´una volta - Vincenzo Minervini - s/d&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tip. Dott. Silvio Chiappetta- Cosenza - 80 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Com 2ª ed. pela "Il Coscile" - Castrovillari )&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Italianos na Bahia e outros temas - Thales de Azevedo - 1989&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empresa Gráfica da Bahia - 112 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.estantevirtual.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;História de Jequié - Emerson Pinto de Araújo - 1971&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imprensa Oficial da Bahia - 174 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.estantevirtual.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Capítulos da História de Jequié - Emerson Pinto de Araújo - 1997&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empresa Gráfica da Bahia - 264 págs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Nova História de Jequié - Emerson Pinto de Araújo - 1997&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empresa Gráfica da Bahia - 540 págs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Para adquirir : &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.estantevirtual.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-3963205439222505395?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/3963205439222505395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/livros-relacionados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3963205439222505395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3963205439222505395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/livros-relacionados.html' title='Livros Relacionados'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si7YOKp4JmI/AAAAAAAAAEI/4KMYOVmmslQ/s72-c/pedro+lv.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-689477207154593262</id><published>2009-06-08T23:54:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T23:59:51.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Italianos em Jequié'/><title type='text'>Italianos em Jequié</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3P5vGYssI/AAAAAAAAAEA/ESQBc8eSdxk/s1600-h/grillo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345156923561390786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 332px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3P5vGYssI/AAAAAAAAAEA/ESQBc8eSdxk/s400/grillo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pasquale Schettini no seu livro “Trecchina nel presente e nel passato” (1947) nomeia os seus compatriotas ainda jovens, que depois de uma estadia em Portugal, partiram para o Brasil. São eles:&lt;br /&gt;Francesco D’Andrea, em 1860 ,conhecido como “O Brasileiro”; Biaggio Galizia, em 1863; Giovanni Rotondano, em 1866; Giuseppe Rotondano, em 1868 e Giuseppe Niella, em 1869.&lt;br /&gt;Os dois últimos tiveram a iniciativa de abrir um pequeno negócio em uma encruzilhada de estradas de mulas, nas proximidades do Rio de Contas. O comércio logo prosperou e em torno dele se multiplicaram as casas e as bodegas, terminando por formar, no curso dos anos, uma florescente cidade de negócios – Jequié, que se tornou sede de uma vasta colônia de trequineses, os quais se sucederam de pai para filho, de irmão para irmão, de conterrâneo a conterrâneo, nos negócios e no comércio,&lt;br /&gt;A vinda de Ângelo Grisi e Carmine Marotta para trabalhar na firma Niella &amp;amp; Rotondano garantiu a continuidade de um intenso trabalho, comercial e social, principalmente quando se tornaram sócios em 1889.&lt;br /&gt;Neste mesmo ano, chegava a Jequié o pai do futuro governador do Estado da Bahia, Antonio Lomanto Júnior. Recebido por Grisi e Marotta, Lomanto estabeleceu residência em Jequié, casando-se com Teresa Orrico Rotondano.&lt;br /&gt;Toda esta saga de lances históricos e heróicos é contada em detalhes pelo neto homônimo Carmine Marotta, em seu livro: “Casa Confiança (Trecchina- Jequié , uma ponte de recordações sobre o oceano)”&lt;br /&gt;Em 1947, Schettini, refere-se ao comércio em Jequié como “de certa importância”, expressão modesta para retratar o que era, naquele ano, a fazenda Provisão, de Grillo, Marotta &amp;amp; Cia. Apelidada como “Suíça da Bahia”. A fazenda tinha uma cascata, com planos para ser aproveitada como produtora de energia, fábrica de gelo, estrada e linha telefônica direta para Jequié e as Matas. Como criadores, tinham animais premiados em várias exposições, todos das melhores raças: do garrote Indubrasil aos reprodutores Mangalarga e Sublime, dos carneiros Bergamasco e Merino, às galinhas Leghorn.&lt;br /&gt;Além de serem representantes de sete bancos nacionais e estrangeiros e de diversas casas comerciais, também exportavam cacau, café, fumo, algodão, mamona e angelim-araroba.&lt;br /&gt;A Firma Grillo, Lamberti &amp;amp; Cia fundada em 1922, ocupava um grande edifício no centro de Jequié, além de diversos imóveis na Avenida Rio Branco.&lt;br /&gt;Limongi &amp;amp; Cia, também importadores e exportadores, inclusive dos pneus Pirelli, tinham um armazém denominado “A Lâmpada”, com completo sortimento de material elétrico.&lt;br /&gt;A firma Fratelli Biondi era proprietária da Grande Padaria Bahiana, onde “tudo que se vende nesta casa é garantido”, como era divulgado na época.&lt;br /&gt;No ponto mais central de Jequié estava instalado o afamado “Bar e Pastelaria Fascista”. Com salão de bilhar e barbearia, era o ponto de encontro da melhor sociedade local. Seu proprietário Miguel Ferraro, era um dos homens mais populares de Jequié, segundo se comentava.&lt;br /&gt;A firma Geraldo Orrico &amp;amp; Cia, fundada em 1907, era também compradora dos chamados gêneros do país: cacau, café, fumo, etc.&lt;br /&gt;Naqueles tempos as dificuldades sociais e naturais eram grandes. Quando não enfrentavam os jagunços, como Zezinho dos Laços e outros, enfrentavam as intempéries. Foi o que ocorreu a Ângelo Larocca cuja viagem com a tropa de mulas, de Jequié a Poções, distante 83 km, durou uma semana em abril de 1919, como nos conta Raul Sarmento, em detalhado e inédito relato que possuímos em nosso Arquivo.&lt;br /&gt;Em 1934 um ônibus da empresa pertencente a Vicente (Orrico) Sarno transportou a comitiva de Juracy Magalhães, então interventor na Bahia, para Vitória da Conquista.&lt;br /&gt;Cedroni foi o primeiro fotógrafo profissional de Jequié, e André Leto, também de Trecchina, foi o proprietário do cinema “Ítalo-Brazil” na década de 20. Os “Fratelli” Leto fabricavam também uma bebida refrigerante de diversos sabores, na época chamada de “gasosa”, que era consumida pelos espectadores após as sessões. Os “Fratelli” Leto possuíam também uma usina elétrica.&lt;br /&gt;Estas atividades comerciais, na sua fase de expansão, duraram bastante tempo. Ainda na década de 50, Camilo Sarno abria em Jequié um armazém de compra e venda de “gêneros do país”, filial da Casa Sarno de Poções.&lt;br /&gt;A trajetória comercial dos italianos na Bahia iniciava em Salvador, passava por Nazaré das Farinhas, Jaguaquara, Jequié e Poções. Curiosamente, nunca chegaram a Vitória da Conquista, onde o clima ameno podia-se supor, fosse um fator de atração para os imigrantes europeus.&lt;br /&gt;Trecchina – Jequié... qual o elo misterioso que uniu estes dois lugares ?&lt;br /&gt;Simbolicamente o sul da Itália foi unido ao sertão da Bahia pelo então governador Lomanto Júnior, que as tornou cidades irmãs, em 1963. Na ocasião, a comitiva que visitou Trecchina ainda foi recepcionada por Carmine Marotta, nesta época com 93 anos de idade.&lt;br /&gt;Mas, é lendo nos registros e nos livros da história de Trecchina que sentimos mais claramente como nos são familiares estes sobrenomes que se destacam: Scaldaferri, Schettini, Grisi, Mensitieri, D’Andrea, Rotondano, Niella, Maimone, Caricchio, Ferraro, Pesce, Marotta, Orrico, Pignataro, Bartilotti, Vita, Sarno, Guerrieri, Acierno, Leto, Miccuci, Liguori, Colavolpe, Limongi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Out/2003&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-689477207154593262?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/689477207154593262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/italianos-em-jequie.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/689477207154593262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/689477207154593262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/italianos-em-jequie.html' title='Italianos em Jequié'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3P5vGYssI/AAAAAAAAAEA/ESQBc8eSdxk/s72-c/grillo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2604961084732765531</id><published>2009-06-08T23:49:00.003-03:00</published><updated>2009-06-08T23:54:46.727-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gli Italiani in Jequie'/><title type='text'>Gli  Italiani in Jequie</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3OoW0B4WI/AAAAAAAAADw/QvQCJvzVwfg/s1600-h/fratelli+leto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345155525472543074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3OoW0B4WI/AAAAAAAAADw/QvQCJvzVwfg/s320/fratelli+leto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                      &lt;span style="font-size:78%;"&gt;  Fratelli Leto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pasquale Schettini, nel 1947, nel suo libro "Trecchina nel presente e nel passato" parla dei suoi compaesani che dopo una sosta in Portogallo, ancora giovani, partirono per il Brasile.&lt;br /&gt;Essi sono: Francesco D’Andrea, conosciuto come "O Brasileiro", nel 1980, Biagio Galizia, nel 1863, Giovanni Rotondano nel 1866, Giuseppe Rotondano nel 1868 e Giuseppe Niella nel 1869.&lt;br /&gt;Questi due ultimi ebbero l’idea e l’iniziativa di aprire un piccolo negozio in un incrocio di mulattiere in prossimità del Rio das Contas. Il loro commercio prosperò così tanto, che attorno a loro si moltiplicarono le aziende e le botteghe che alla fine formarono, nel corso degli anni, una fiorente città commerciale: Jequiè.&lt;br /&gt;L’arrivo di Angelo Grisi e di Carmine Marotta per lavorare nell’azienda di Niella e Rotondano garantì la continuità di un intenso lavoro commerciale e sociale in special modo quando questi due divennero soci nel 1889.&lt;br /&gt;Sempre in questo anno giunse in Jequiè il padre del futuro Governatore dello Stato di Bahia, Antonio Lomanto Junior. Ricevuto da Marotta e Grisi, Lomanto stabilì la sua residenza in Jequiè, sposandosi successivamente con Teresa Orrico Rotondano. Tutti questi fatti storici ed eroici, sono raccontati nei dettagli dall’omonimo nipote Carmine Marotta nel libro, "Casa Confiança - Trecchina Jequiè un ponte di ricordi sull’oceano.&lt;br /&gt;Nel 1947, Schettini, riferendosi al commercio in Jequiè lo definisce di "sicura importanza", espressione modesta per definire bene cosa era, in quegli anni, la Fazenda Provisão, di Grillo, Marotta e Cia. Chiamata "Svizzera di Bahia". La fazenda aveva una cascata con relativa attrezzatura per essere utilizzata per la produzione in proprio di energia elettrica, fabbrica di ghiaccio, strada e linea telefonica diretta per Jequiè. Come fattrici, tenevano animali premiati in varie esposizioni, tutti delle migliori razze: dal vitello Indubrasil ai riproduttori Mangalarga e Sublime, dalle pecore Bergamasco e Merino alle galline Leghorn.&lt;br /&gt;Oltre alla rappresentanza di sette banche nazionale e straniere e di diverse aziende commerciali, esportavano, inoltre cacao, caffè, tabacco, cotone ed olio di ricino. Fondata nel 1922, la ditta Grillo, Lamberti e C. (di cui era socio anche Carmine Marotta) occupava un grande edificio nel centro di Jequiè, oltre a diversi altri immobili nel viale Rio Branco. Limongi &amp;amp; Compagnia erano importatori ed esportatori, incluso i pneumatici Pirelli, teneva um negozio chiamato "A Lampada" con un completo assortimento di materiale elettrico. La ditta Fratelli Biondi era proprietária della "Grande Padaria Bahiana", dove "tutto ciò che si vende in questa azienda è garantito" come veniva pubblicizzata all’epoca.&lt;br /&gt;Nel punto più centrale di Jequiè c’era il famoso "Bar Pasticceria Fascista". Con la Sala Bigliardo e il Salone del Barbiere era il punto di incontro della migliore società locale. Il suo proprietario Michele Ferraro era uno degli uomini più popolari di Jequiè, come si diceva.&lt;br /&gt;Fondata nel 1907 l’azienda Gerardo Orrico e Cia era acquirente di svariati generi tipici del luogo: cacao, caffè, tabacco, ecc. ecc.&lt;br /&gt;In quel tempo le difficoltà sociali e naturali erano grandi. Quando non si affrontavano bravacci come Zezinho dos Laços e altri, si affrontavano le intemperie. Fu quando arrivò Angelo Larocca il cui viaggio con una mandria di muli da Jequiè a Poçoes, distante 83 Km, durò una settimana nell’aprile del 1919 come ci racconta Raul Sarmento in una dettagliata ed inedita relazione.&lt;br /&gt;Nel 1934 un autobus dell’azienda appartenente a Vicente (Orrico) Sarno trasportava la comitiva di Juracy Magalhaes, in quel tempo mediatore in Bahia, in visita politica, per Vitoria da Conquista. Cedroni fu il primo fotografo professionista di Jequiè ed Andréa Leto, anche lui di Trecchina, fu il proprietario del cinema "Italo-Brasil". Fabbricava nel contempo una bibita rinfrescante dai diversi sapori, all’epoca chiamata "gassosa" che era consumata dagli spettatori dopo ciascuno degli spettacoli. I fratelli Leto possedevano, tuttavia, una centrale elletrica.&lt;br /&gt;Queste attività commerciali nella loro fase di espansione durarono sufficiente tempo. Comunque nella decade del 1950 Camilo Sarno apri in Jequiè un negozio di generi alimentari per l’acquisto e la vendita di generi del Brasile, filiale della Casa Sarno de Poçoes.&lt;br /&gt;Trecchina-Jequiè ...... quale è il mistero che unì questi due luoghi ?&lt;br /&gt;Simbolicamente il sud dell’Italia fu unito alla foresta di Bahia dall’allora Governatore Antonio Lomanto Junior nel 1963. Nell’occasione la comitiva che visitò Trecchina fu ricevuta da Carmine Marotta, che all’epoca aveva ben 93 anni di età.&lt;br /&gt;Ma è leggendo nei registri della storia di Trecchina che sentiamo più chiaramente come a noi sembra familiari questi cognomi: Scaldaferri, Schettini, Grisi, Mensitieri, D’Andrea, Rotondano, Niella, Maimone, Caricchio, Ferraro, Pesce, Marotta, Orrico, Pignataro, Bartillotti, Vita, Sarno, Guerrieri, Acierno, Leto, Micucci, Liguori, Colavolpe, Limongi...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Out/2003&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2604961084732765531?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2604961084732765531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/gli-italiani-in-jequie.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2604961084732765531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2604961084732765531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/gli-italiani-in-jequie.html' title='Gli  Italiani in Jequie'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Si3OoW0B4WI/AAAAAAAAADw/QvQCJvzVwfg/s72-c/fratelli+leto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-3032032413010261904</id><published>2009-06-07T12:02:00.003-03:00</published><updated>2009-06-07T13:47:09.659-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarno em Uberaba - MG'/><title type='text'>Sarno em Uberaba-MG</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SivXNS4HfrI/AAAAAAAAADY/GGg7MUiusas/s1600-h/antonio+sarno.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344602006210707122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SivXNS4HfrI/AAAAAAAAADY/GGg7MUiusas/s320/antonio+sarno.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante anos eu nunca ouvi meu pai e tios comentarem sobre os nossos parentes em Minas Gerais. Na década de 80, depois que eu gravei uma entrevista com Luis Sarno, ele me entregou um pacote de documentos. Entre eles, para minha surpresa, estavam cartas de meu tio-avô Antonio Sarno.&lt;br /&gt;As cartas eram datadas de 1922 e vinham de Uberaba-MG, onde Antonio Sarno tinha uma vidraçaria.&lt;br /&gt;Perguntado por Luis Sarno sobre a família dele, Antonio responde que tinha três filhas:&lt;br /&gt;Uma se chamava Carmela (nome da tia dele, casada com Francesco Sarno) e já tinha naquela época dois filhos casados e mais dois filhos ainda estavam com ela. Mas ele não cita os nomes dos filhos de Carmela.&lt;br /&gt;A outra filha chamava-se Teresa (nome da mãe dele, casada com Fedele Sarno),e tinha um filho casado e seis filhos ainda estavam com ela em casa. Também não faz referencia ao nome dos filhos.&lt;br /&gt;A terceira filha,que ele esquece de dizer o nome , tinha dois filhos no colégio e um filho de 16 meses (que hoje, em 2009, teria 88 anos).&lt;br /&gt;Uma estimativa das gerações poderia ser mais ou menos assim:&lt;br /&gt;1ª geração: Antonio Sarno (1850-1930 ?)&lt;br /&gt;2ª geração : Carmela Sarno ( 1880-1945 ?)&lt;br /&gt;3ª geração : filhos de Carmela (1900-1960 ?)&lt;br /&gt;4ª geração : netos de Carmela (1930-1990 ?)&lt;br /&gt;5ª geração : bisnetos de Carmela (1950-2009 ?)&lt;br /&gt;6ª geração : trinetos de Carmela (1980 - .......?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, estamos em busca do Sarno desaparecido. O descendente da 6ª geração estaria hoje com a idade em torno de 30 anos. E o descendente da 5ª geração em torno de 60 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A descendencia é de Antonio Sarno, vidraceiro em Uberaba-MG na década de 20 , originário de Mormanno- Cosenza- Itália.&lt;br /&gt;Como as filhas mulheres perdem o nome paterno, possivelmente os descendentes hoje não assinam o Sarno.&lt;br /&gt;Aguardamos contato ou/e informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Junho/2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-3032032413010261904?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/3032032413010261904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/sarno-em-uberaba-mg.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3032032413010261904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3032032413010261904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/sarno-em-uberaba-mg.html' title='Sarno em Uberaba-MG'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SivXNS4HfrI/AAAAAAAAADY/GGg7MUiusas/s72-c/antonio+sarno.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-4229711623172027044</id><published>2009-06-06T15:10:00.005-03:00</published><updated>2009-06-07T11:21:32.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Beco dos Artistas'/><title type='text'>O Beco dos Artistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Siqxj7pE6FI/AAAAAAAAADI/nskNNbSbZ0c/s1600-h/placa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344279138692032594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Siqxj7pE6FI/AAAAAAAAADI/nskNNbSbZ0c/s320/placa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Para ser fiel à verdade, a placa azul com letras brancas dizia “Beco dos Artista” parecendo não levar em conta a pluralidade artística que havia ali, o que fazia dele um beco simpático, bem no coração de Poções.&lt;br /&gt;Imprensado entre a farmácia do Dr. Ary Alves Dias e a Casa Sarno, proprietária dos cômodos do beco, ele ligava a Praça Deocleciano Teixeira, atual Raimundo Pereira de Magalhães à antiga Rua do Beco Apertado, ou Rua do Cine Santo Antonio, atual Rua Olimpio Lacerda Rolim. Como se vê não era um bequinho qualquer.&lt;br /&gt;Tinha um calçamento rústico, tipo “pé de moleque”, que fazia trepidar as nossas bicicletas. Na esquina com a praça havia dois grandes bueiros com enormes trilhos transversais que engolia a água da chuvarada, que descia da Rua da Itália.&lt;br /&gt;Nos cômodos pequenos, de um lado e do outro do beco, estavam os artistas. A confraria dos alfaiates era a maior. Otoniel, Dudu Marinho e os irmãos Arnóbio e Valter eram os autores dos ternos sob medida ostentados pelos homens e meninos. Lá foi feito o meu primeiro paletó, azul escuro, para a primeira comunhão. A calça ainda era curta, sobressaindo o sapato de verniz quebradiço.&lt;br /&gt;Filó, Tião e Chirico eram os reis do serrote e da plaina. Foram eles que fizeram, por encomenda de André Pinto, a estrutura de um caiaque, que seria revestido de lona e batizado de “Blue Moon” (Lua Azul) uma balada muito em voga na época. Esta canoa chegou a dar uma volta no açude, com André todo prosa, remando. Mas ao chegar à margem, da multidão de curiosos avançou seu Tibúrcio com um “capa garrote” aberto na mão e rasgou de proa a popa o efêmero caiaque. Argumentou paternalmente que aquilo era um perigo para os rapazes, que poderiam morrer afogados. Ninguém conseguiu demove-lo de crer no mérito da sua façanha.&lt;br /&gt;A barbearia impressionava com sua cadeira, uma verdadeira lavra da arte da metalurgia e da marcenaria. Os titulares eram Hermes e Elias, o primeiro tendo como assistente o João Barbeirim, promissor já no nome. Na seqüência do tempo também João Bonitinho e Élio apararam barbas e cabelos poçõenses. As crianças sentavam em uma tábua que era colocada nos braços da cadeira, para dar altura. Cobertos pela toalha branca ficavam ali, imponentes e imóveis, enquanto a máquina número zero, um ou dois deixava apenas o pimpão. O perfume gostoso da loção após barba, no cangote escanhoado pela navalha “Solingen”, dava por encerrada a tarefa de seu Elias. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344279321045938450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Siqxui9osRI/AAAAAAAAADQ/GtqyRsQPaWA/s320/barbeiro+b.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da tenda de Zé Sapateiro saiam para novas quilometragens os pisantes de senhoras e senhores, moças, e rapazes. Era capa-fixa para delicados “ scarpins” e meia sola para os robustos calçados Clark.&lt;br /&gt;Não negando a profissão, Celso Relojoeiro era calmo e pontual. Atrás de sua montra de vidro, cheia de potinhos com peças e esqueletos de relógios, colocava o monóculo para examinar as minúsculas engrenagens de um Omega Ferradura.&lt;br /&gt;Menos pontual e mais reservado, o ourives Zé Sobrinho freqüentava a sua lojinha com hora marcada, dependendo dos compromissos de compra e venda.&lt;br /&gt;Já na esquina com a rua Olimpio Rolim, de frente inclusive para esta, ficava Giovanni Sola, que, não se enganem, não era sapateiro mas mestre marceneiro. A sua marcenaria em bom dialeto de Mormanno era chamada de “putía”, o que nos provocava risos mal intencionados.&lt;br /&gt;O beco está lá, agora chamado de calçadão, o chão é cimentado, tem bancos e grandes luminárias redondas e as lojas se chamam “boutiques”.&lt;br /&gt;A placa azul e as lembranças tenho guardadas comigo, e os artistas, onde estarão ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Maio/97&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-4229711623172027044?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/4229711623172027044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/o-beco-dos-artistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4229711623172027044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4229711623172027044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/o-beco-dos-artistas.html' title='O Beco dos Artistas'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Siqxj7pE6FI/AAAAAAAAADI/nskNNbSbZ0c/s72-c/placa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-4283052750874990356</id><published>2009-06-05T16:50:00.007-03:00</published><updated>2009-06-07T11:23:15.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bodas de Prata'/><title type='text'>Bodas de Prata</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SimGNisr0VI/AAAAAAAAACg/AozfReH3d_g/s1600-h/bodas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343950000062452050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SimGNisr0VI/AAAAAAAAACg/AozfReH3d_g/s320/bodas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Familia Corinto Sarno- 1954&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O casamento de Corinto Sarno e Annina Sangiovanni foi em Mormanno na Itália, em 1929. Em seguida vieram para Poções. Vinte e cinco anos depois, em 1954 o jornal local "O Comércio" noticiava :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Festejou suas Bodas de Prata a 12 do corrente o casal Corinto Annina Sarno, cuja efeméride constituiu um alto acontecimento social.&lt;br /&gt;Às dez horas foi celebrada Missa em Ação de Graças na igreja do Divino Espírito Santo, sendo oficiante o Revmº Padre Honorato Andrade Nascimento. Em seguida as pessoas presentes à solenidade levaram o casal até à sua residência. Nessa ocasião, à noite, o casal recepcionou a sociedade Poçõense em sua residência, cumulando de gentilezas os presentes, havendo danças que se prolongaram até as primeiras horas do dia seguinte. Destacou-se, ainda, a homenagem que lhe fora prestada no Fórum desta cidade quando o Exmo.Sr. Dr. Eurico Alves Boaventura, Juiz de Direito da Comarca mandou consignar na ata da audiência daquele dia, um voto de parabéns ao Sr.Corinto Sarno e Exma. Família, pela feliz efeméride, pelas suas qualidades de homem de bem, amigo de Poções, cuja demonstração recebeu o apoio dos advogados presentes e auxiliares serventuários da Justiça&lt;/em&gt;.&lt;strong&gt;” &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os presentes oferecidos pelos convidados ao casal eram de metal prateado , uma alusão às Bodas de Prata, e alguns com motivos ligados à Itália. O bolo artísticamente confeitado, era composto de dois grandes corações ligados por laços a sete corações menores, uma menção aos filhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343951611622402370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SimHrWOhKUI/AAAAAAAAACw/Stw7MMeEqHw/s320/prata+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Audiência Especial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt;Aos doze dias do mês de maio de mil novecentos e cinqüenta e quatro, nesta cidade de Poções, no edifício do Forum e sala das audiências, às quatorze horas, sob a presidência do Excelentíssimo Senhor Doutor Eurico Alves Boaventura, Juiz de Direito desta Comarca, comigo escrivão de seu cargo abaixo assinado, foi aberta audiência especial pelo porteiro dos auditórios Lindolfo Deocleciano de Souza. Pelo Doutor Juiz foi dito o seguinte: Comemorava hoje o casal Corinto Sarno as suas bodas de prata de casamento. Fato natural numa celebridade. Todavia, o caso em foco merece especial menção dadas as características de que se reveste. Imigrantes italianos, teem senhor e senhora Corinto Sarno se integrado na vida bahiana de forma decisiva. Todos os filhos nasceram aqui. O chefe leva em alto conceito o seu padrão moral de vida, dirigindo um dos maiores, digo, um dos grandes estabelecimentos comerciais da zona. De certo que outros casaes menos aquinhoados de riquezas festejarão esta efeméride igual e disto não fazemos referência aqui. Isto não nos impede de registrar com alegria a alegria maior do casal Corinto Sarno. Por vários motivos: na sociedade local eles representam exemplo edificante. Fazem da família o mais alto motivo da sua vida. E o mundo se afoga justamente no inverso, no desprestigio da família. Justo é que, gozando o casal de destaque na sociedade ambiente e por isso mesmo sendo espelho para os que o cercam, justo é que se ressalte este sentimento da família que espalham senhor e senhora Corinto Sarno. Justo é que, no foro de Poções, se homenageie um casal tão só por ser ele padrão de virtudes cívicas e morais, exemplo seguro para os moços que tiveram a desdita de surgir num mundo sufocado de interesses bastardos, num mundo em que o sentimento de família é anacronismo, exemplo seguro de que a felicidade nasce nas quatro paredes de um lar temente a Deus e obediente aos ditames da moral. Por isso fazia o Doutor Juiz constar no termo de audiência, um voto de congratulações ao digno casal, sendo este fato levado ao seu conhecimento. Associaram à homenagem prestada ao casal Corinto Sarno, o Doutor José Sabino Costa, Ruy Espinheira, Antonio Agripino da Silva Borges e João Caetano Magalhães, pedindo ficasse consignado nesta audiência. Em nome dos auxiliares e serventuários da Justiça, pediu o escrivão abaixo assinado que se consignasse nesta audiência a sua solidariedade e satisfação por este acontecimento de alta importância. Nada mais havendo a tratar nem quem requeresse, mandou o Doutor encerrar a audiência, com as formalidades de estilo e lavrar o presente termo, que assina com todos. Eu, Julio da Rocha e Silva, escrivão, o subscrevi.(aa) Eurico Alves Boaventura, José Sabino Costa, Ruy Espinheira, Antonio Agripino da Silva Borges,João Caetano Magalhães, Lindolfo Deocleciano de Souza, Julio da Rocha e Silva&lt;strong&gt;."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344055541008536834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SinmM1XFlQI/AAAAAAAAADA/RViLuMeplvE/s320/eurico.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dr. Eurico Alves Boaventura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Convidados&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A extensa lista de convidados - 131 pessoas incluindo as familias - foi elaborada de próprio punho por Corinto Sarno. Dela não fazem parte os irmãos, cunhadas e cunhados por serem íntimos da família.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância da edição desta longa lista é não só mostrar o universo social e geográfico em torno da Familia Sarno como também servir como um catalisador da memória, ajudando a relembrar e relacionar pessoas influentes na área eclesiástica, militar, civil e comercial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levando em conta a lista e os telegramas recebidos, as localidades representadas foram: Salvador, Poções, Jequié, Conquista, Boa Nova, Iguaí, Ibicuí, Jacobina, Amargosa, Ubaíra, São Paulo e Santos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nota-se na lista a pouca participação dos sobrenomes italianos que estavam em Poções no começo do século. Por motivo de mudança, falecimento etc., ainda permaneciam, entre outros, os Benedictis, Schettini,Chiappetta, Grisi, Labanca, Napoli e Domarco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vinculação da familia Sarno com a sociedade poçõense remonta ao ano de 1896, com a chegada de Francesco Sarno. Até a década de 20, quando chegou a maioria dos membros da familia este relacionamento se consolidou. Nas décadas de 30 e 40, com a intensa participação na vida comercial e religiosa da cidade, não só a familia Sarno, mas todos os italianos que moravam em Poções estavam perfeitamente integrados com a sociedade local. A década de 50 foi realmente o auge, com todos os irmãos Sarno já estabelecidos e com filhos crescidos. A partir da década de 60, com a dissolução da sociedade dos irmãos e a ida de uma parte deles para Salvador, houve uma redução significativa na participação da familia na vida da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos então considerar a extensa lista de convidados para as comemorações das Bodas de Prata do casal Corinto - Annina como um marco na história da familia Sarno em Poções :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Affonso Liguori&lt;br /&gt;Alcides Fagundes&lt;br /&gt;Altamirando Monteiro&lt;br /&gt;Ana Maria Grisi&lt;br /&gt;Ana Miccuci&lt;br /&gt;Ângelo Netto&lt;br /&gt;Angiolina Labanca&lt;br /&gt;Antonio A. Britto&lt;br /&gt;Antonio Aguiar&lt;br /&gt;Antonio Leto&lt;br /&gt;Antonio Orrico&lt;br /&gt;Antonio S. Pithon&lt;br /&gt;Antonio Soares&lt;br /&gt;Antonio Theodoro Andrade&lt;br /&gt;Antonio Torregrossa&lt;br /&gt;Argemiro Pinheiro&lt;br /&gt;Aristides Vasconcellos&lt;br /&gt;Arlindo Carvalho&lt;br /&gt;Arlindo Martins&lt;br /&gt;Arnaldo Fagundes&lt;br /&gt;Arthur Brandão&lt;br /&gt;Asclépio Napoli&lt;br /&gt;Asdrúbal Brandão&lt;br /&gt;Aurélio Grisi&lt;br /&gt;Aurinha Trindade&lt;br /&gt;Bernardo Messias&lt;br /&gt;Carlos Acierno&lt;br /&gt;Carlos Freire&lt;br /&gt;Carlos Souto Maia&lt;br /&gt;Carlos Torres&lt;br /&gt;Catão Moraes Pinto&lt;br /&gt;Cel. Alberto Lopes&lt;br /&gt;Celso Carvalho&lt;br /&gt;Cidinho Fagundes&lt;br /&gt;Cleofano Lamego&lt;br /&gt;Clovis Pereira&lt;br /&gt;D. Florêncio Vieira&lt;br /&gt;D. Gironda Carvalho&lt;br /&gt;D. Julieta Campos de Sá&lt;br /&gt;Daniel Alves&lt;br /&gt;Deolino Luz&lt;br /&gt;Dona Célia Ferreira&lt;br /&gt;Dr. Agripino Borges&lt;br /&gt;Dr. Alcides Pinheiro dos Reis&lt;br /&gt;Dr. Aloísio Euthalio da Rocha&lt;br /&gt;Dr. Antonio Carlos Barbosa&lt;br /&gt;Dr. Antonio Espinheira&lt;br /&gt;Dr. Ardson Leal&lt;br /&gt;Dr. Ari Alves Dias&lt;br /&gt;Dr. Carlos Geraldo Oliveira&lt;br /&gt;Dr. Edson Porciúncula&lt;br /&gt;Dr. Eduardo Araújo Filho&lt;br /&gt;Dr. Eurico Alves Boaventura&lt;br /&gt;Dr. Fernando Costa&lt;br /&gt;Dr. Geraldo Espinheira&lt;br /&gt;Dr. Innocencio Borges&lt;br /&gt;Dr. João Caetano de Magalhães&lt;br /&gt;Dr. José Macedo&lt;br /&gt;Dr. José Sabino Costa&lt;br /&gt;Dr. Luiz Braga&lt;br /&gt;Dr. Pedro Alves ...&lt;br /&gt;Dr. Vicente Pithon Barreto&lt;br /&gt;Eliomar Moraes&lt;br /&gt;Elza Lago&lt;br /&gt;Emério Pithon&lt;br /&gt;Ernesto Carvalho&lt;br /&gt;Euricles Macedo&lt;br /&gt;Felippe Augusto Aragão&lt;br /&gt;Felix Magalhães&lt;br /&gt;Fernando Brandão&lt;br /&gt;Fernando Magalhães&lt;br /&gt;Fernando Schettini&lt;br /&gt;Florindo Luz de Moraes&lt;br /&gt;Francisco P. Junior&lt;br /&gt;Francisco Paradella&lt;br /&gt;Galdino Vieira&lt;br /&gt;Geminiano Nunes de Moraes&lt;br /&gt;Helena Vasconcelos&lt;br /&gt;Hildebrando Rocha&lt;br /&gt;Homero Magalhães&lt;br /&gt;Ida Benedictis&lt;br /&gt;Itamar Espinheira&lt;br /&gt;Ivan Mattos&lt;br /&gt;João Curvelo&lt;br /&gt;João de Deus Vitória&lt;br /&gt;João Gusmão Ferraz&lt;br /&gt;João Silva Lago&lt;br /&gt;Jolanda Gallo&lt;br /&gt;Jorge Bahia&lt;br /&gt;José Domarco&lt;br /&gt;José Maradei&lt;br /&gt;José Nogueira&lt;br /&gt;José S. Pithon&lt;br /&gt;Josine e Jacy Leone&lt;br /&gt;Julio da Rocha e Silva&lt;br /&gt;Juvenal Oliveira&lt;br /&gt;Juvêncio Lago&lt;br /&gt;Kueng&lt;br /&gt;Leôncio Britto&lt;br /&gt;Lindolfo A. de Britto&lt;br /&gt;Louga (Boa Nova)&lt;br /&gt;Manoel Aguiar&lt;br /&gt;Manoel Cupertino&lt;br /&gt;Marcionillo Curvelo&lt;br /&gt;Maria Britto&lt;br /&gt;Mario Borba&lt;br /&gt;Mariquinha Amaral&lt;br /&gt;Massimo Benedictis&lt;br /&gt;Miguel Lopes&lt;br /&gt;Nemésio Teixeira&lt;br /&gt;Nomi Moraes&lt;br /&gt;Octaviano Santos Mascarenhas&lt;br /&gt;Octavio Curvelo&lt;br /&gt;Olimpio Rolim&lt;br /&gt;Pe. Honorato Nascimento&lt;br /&gt;Pe. Leônidas Spínola&lt;br /&gt;Profa. Olívia&lt;br /&gt;Raimundo M. Magalhães&lt;br /&gt;Raimundo Paradella&lt;br /&gt;Raul Pithon Barreto&lt;br /&gt;Roberto Prudente&lt;br /&gt;Rosa Chiappetta&lt;br /&gt;Rosina Grisi&lt;br /&gt;Saturnino Luis de Macedo&lt;br /&gt;Serafim Souto Maia&lt;br /&gt;Ten. Alfredo Jacob François&lt;br /&gt;Teresa Luz&lt;br /&gt;Tullio Orrico&lt;br /&gt;Vicente O. sarno&lt;br /&gt;Viúva Laura Sampaio&lt;br /&gt;Vivaldo Pithon Barreto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Dr. Eurico Alves Boaventura ( Centenário)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascido em 27 de junho (1909-1974), bacharel em Direito, fez carreira na magistratura. Foi um dos principais poetas do grupo modernista surgido em torno da revista &lt;em&gt;Arco &amp;amp; Flexa&lt;/em&gt; (1928-1929), colaborou em vários periódicos literários de Salvador e do Nordeste. Deixou muitos textos inéditos, alguns deles publicados postumamente : &lt;em&gt;Fidalgos e vaqueiros&lt;/em&gt; (UFBA-1989, &lt;em&gt;Poesias&lt;/em&gt; (FCEBahia,1991), A Paisagem Urbana e o Homem- Memórias de Feira de Santana (UEFS,2006).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na comemoração dos 100 anos de nascimento estão programados eventos e homenagens em Salvador e Feira de Santana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;4.junho.2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-4283052750874990356?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/4283052750874990356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/bodas-de-prata.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4283052750874990356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4283052750874990356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/bodas-de-prata.html' title='Bodas de Prata'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SimGNisr0VI/AAAAAAAAACg/AozfReH3d_g/s72-c/bodas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-7374428223393990839</id><published>2009-06-03T22:12:00.005-03:00</published><updated>2009-06-15T22:25:41.832-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Italianos em Poções'/><title type='text'>Italianos em Poções</title><content type='html'>&lt;div&gt;Relação dos italianos natos que moraram em Poções - Bahia &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Nas fotos: Grisi, Sarno,Mensitieri, Orrico, Sangiovanni, D'Andrea)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sickq7aSsBI/AAAAAAAAACQ/_wuMxOd7P7o/s1600-h/italianos+po%C3%A7%C3%B5es.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343279802819457042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sickq7aSsBI/AAAAAAAAACQ/_wuMxOd7P7o/s320/italianos+po%C3%A7%C3%B5es.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Francesco Sarno (Chico Sarno)&lt;br /&gt;Fortunato Orrico&lt;br /&gt;Giuseppe Arléo&lt;br /&gt;Biaggio Grisi&lt;br /&gt;Giuseppe Miraglia&lt;br /&gt;Carlo Acierno (pai)&lt;br /&gt;Giuseppe D’Andrea&lt;br /&gt;Antonio Perrone&lt;br /&gt;Giovanni Rotondano (João Grande)&lt;br /&gt;Chegados depois de 1900:&lt;br /&gt;Vincenzo Santis&lt;br /&gt;Nicola Scaldaferri&lt;br /&gt;Francesco Scaldaferri&lt;br /&gt;Maria Scaldaferri&lt;br /&gt;Celeste Pesce&lt;br /&gt;Antonio Pesce&lt;br /&gt;Carlo Pesce&lt;br /&gt;Francesco Pesce&lt;br /&gt;Mariannina Pesce Acierno&lt;br /&gt;Carlo Acierno (filho) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SicmM3OxX0I/AAAAAAAAACY/YPKB0pBOVi0/s1600-h/italianos+po%C3%A7%C3%B5es+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343281485324574530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SicmM3OxX0I/AAAAAAAAACY/YPKB0pBOVi0/s320/italianos+po%C3%A7%C3%B5es+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vincenzo Sarno&lt;br /&gt;Corinto Sarno&lt;br /&gt;Valentino Sarno&lt;br /&gt;Camillo Sarno&lt;br /&gt;Luigi Sarno&lt;br /&gt;Vincenzo(Orrico)Sarno&lt;br /&gt;Matilde Sarno D’Andrea&lt;br /&gt;Annina Sangiovanni Sarno&lt;br /&gt;Mariannina Sarno Grisi&lt;br /&gt;Giuseppe Grisi Sarno(de Aurélio)&lt;br /&gt;Giuseppina Grisi Sarno&lt;br /&gt;Angelina Grisi Sarno&lt;br /&gt;Emilio Sarno&lt;br /&gt;Francesca Fasano Sarno&lt;br /&gt;Fedele Mário Sarno&lt;br /&gt;Vincenzo Sarno Sobrinho&lt;br /&gt;Teresa Sarno&lt;br /&gt;Rosina Sarno Libonati&lt;br /&gt;Américo Libonati&lt;br /&gt;Antonio Libonati (médico)&lt;br /&gt;Annunziata Libonati&lt;br /&gt;Vincenzo Ianelli&lt;br /&gt;Ângelo Logetto&lt;br /&gt;Ângelo Larocca&lt;br /&gt;Rosário Giannini&lt;br /&gt;Michele Schettini&lt;br /&gt;Francesco Schetinni&lt;br /&gt;Rafaele Schettini&lt;br /&gt;Mariannina Orrico Schettini&lt;br /&gt;Fernando Antonio Schettini&lt;br /&gt;Teresa Schetinni&lt;br /&gt;Giuseppe Orrico Schettini&lt;br /&gt;Serafina Orrico Schettini&lt;br /&gt;Giuseppe Schettini&lt;br /&gt;Concetta Orrico Arléo&lt;br /&gt;Mariannina Pesce Orrico&lt;br /&gt;Giuseppe Napoli&lt;br /&gt;Nicola Tommasi&lt;br /&gt;Michele Caselli&lt;br /&gt;Giovanni Caselli&lt;br /&gt;Adelina Capo&lt;br /&gt;Magdalena Capo&lt;br /&gt;Graciano Capo&lt;br /&gt;Anésio Bloise&lt;br /&gt;Giuseppe Bloise&lt;br /&gt;Vincenzo Bloise&lt;br /&gt;Biaggio Labanca&lt;br /&gt;Angelina Labanca&lt;br /&gt;Massimo de Benedictis&lt;br /&gt;Michele de Benedictis&lt;br /&gt;Ernesto de Benedictis&lt;br /&gt;Rosa Schettini de Benedictis&lt;br /&gt;Bianca de Benedictis&lt;br /&gt;Ida de Benedictis&lt;br /&gt;Aurélio Grisi&lt;br /&gt;Ângelo Grisi&lt;br /&gt;Rafaele Grisi&lt;br /&gt;Giuseppe Grisi&lt;br /&gt;Michelle Grisi&lt;br /&gt;Giuseppe Grisi (de Aurélio)&lt;br /&gt;Rosina Mensitieri Grisi&lt;br /&gt;Anna Maria Grisi&lt;br /&gt;Pasquale Chiapetta&lt;br /&gt;Rosina Chiapetta&lt;br /&gt;Giuseppe Domarco&lt;br /&gt;Antonio Carlomagno&lt;br /&gt;Michele Ferraro&lt;br /&gt;Afonso Riccio&lt;br /&gt;Florida Ferraro&lt;br /&gt;Ciro Lilli (médico)&lt;br /&gt;Fortunato (motorista)&lt;br /&gt;Giovanni Liguori&lt;br /&gt;Afonso Liguori&lt;br /&gt;Giacomo Conte&lt;br /&gt;Napolione Savastano&lt;br /&gt;Giuseppe Lamboglia&lt;br /&gt;Giovannina Lamboglia&lt;br /&gt;Giuseppe Vita&lt;br /&gt;Michelle Vita&lt;br /&gt;Vincenzo Palladino&lt;br /&gt;Giuseppe Palladino&lt;br /&gt;Pasquale Palladino&lt;br /&gt;Amedeo G. Sangiovanni (Chico)&lt;br /&gt;Anna Maria Sangiovanni&lt;br /&gt;Pietro P. Sangiovanni&lt;br /&gt;Michelle Sangiovanni&lt;br /&gt;Giovanni Sola&lt;br /&gt;Carolina Caputo Sola&lt;br /&gt;Giuseppe Sola&lt;br /&gt;Nicola D’Antonio&lt;br /&gt;Nicoletta D’Antonio&lt;br /&gt;Rocco D’Antonio&lt;br /&gt;Assunta D’Emidio&lt;br /&gt;Adolfo D’Emidio&lt;br /&gt;Berardo D’Antonio&lt;br /&gt;Bruno D’Antonio&lt;br /&gt;Antonio Sordi (conde)&lt;br /&gt;Mariuccia Sordi&lt;br /&gt;Mariuccia Sordi (Mãe) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-7374428223393990839?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/7374428223393990839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/italianos-em-pocoes.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7374428223393990839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7374428223393990839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/italianos-em-pocoes.html' title='Italianos em Poções'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/Sickq7aSsBI/AAAAAAAAACQ/_wuMxOd7P7o/s72-c/italianos+po%C3%A7%C3%B5es.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-2498731383970823413</id><published>2009-06-02T21:33:00.004-03:00</published><updated>2009-07-25T02:29:03.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Sala de Visitas'/><title type='text'>A Sala de Visitas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiXFTNFdU0I/AAAAAAAAACI/_OM6bhIEnLM/s1600-h/corinto+-+annina-+po%C3%A7%C3%B5es.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342893466665702210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiXFTNFdU0I/AAAAAAAAACI/_OM6bhIEnLM/s320/corinto+-+annina-+po%C3%A7%C3%B5es.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Situada na parte nobre da casa, com um janelão abrindo para a rua da Itália, a sala de visitas estava sempre limpa e fechada. O toque de classe ficava por conta do assoalho, onde os tacos pretos formavam grandes quadrados concêntricos entre os tacos amarelos. E também do lustre de quatro braços e pingentes de cristal, e as cortinas no janelão e os bandôs em cima das portas, estampadas com grandes rosas, combinando com os sofás.&lt;br /&gt;Nas paredes estavam as fotos emolduradas, grandes e ovais, dos nossos avós paternos Fedele Sarno e Teresina Minervini e maternos Pietro e Ágatarosa Aiello Sangiovanni.&lt;br /&gt;Acima do grande sofá estampado, em foto ampliada e retocada à mão em São Paulo, o casal Corinto e Annina.&lt;br /&gt;Para nós aquelas fotos eram um sinal de que tínhamos um passado, uma descendência. Não havíamos conhecido nossos avós, que ficaram na Itália e já eram falecidos, mas eles estavam presentes não só na parede da sala de visitas de nossa casa como também na de nossos tios, na mesma rua, o que nos dava um sentimento de certeza, segurança e familiaridade.&lt;br /&gt;O mobiliário era simples e clássico, tipo “casa de boneca” com sofá de três lugares, duas poltronas e banquetas. Posteriormente foi acrescido de um enorme móvel envernizado. Era uma das primeiras radiolas da cidade, comprada por meu pai. Na parte superior tinha duas tampas que quando levantadas davam acesso ao rádio e ao toca-discos, que meu pai chamava de “piqueup” , pronunciando “pick-up” como se escreve em inglês.&lt;br /&gt;Na parte de baixo ficavam os compartimentos onde eram acomodados os álbuns com discos de 78 rotações. Os Long Plays (LP) de 33 rotações só surgiram mais tarde, mas o toca disco já comportava esta alteração. A agulha servia para tocar mais de um disco e havia uma haste que permitia colocar vários discos empilhados, que iam caindo e tocando na seqüência.&lt;br /&gt;As visitas, com dia e hora marcada, chegavam pontualmente depois do jantar. A sala iluminada, com as janelas abertas, recebia o casal visitante e todos educadamente conversavam até dez, onze horas da noite. Neste entrementes minha mãe orientava minhas irmãs para servirem bebidas e doces.&lt;br /&gt;Muitas visitas eram retribuições às que meus pais haviam feito, principalmente a médico, juiz ou promotor recém-chegados em Poções. Este era o costume de dar as boas vindas.&lt;br /&gt;O médico Dr. Antonio Carlos e sua esposa D. Lúcia, quando nos visitavam tinham um papo agradável. Ele gostava de contar as piadas de salão da época:&lt;br /&gt;“-Um interiorano foi viajar de avião pela primeira vez, mas se recusou a embarcar quando viu o nome “Panair” no avião. Disse que ali estava escrito “para não ir” e de fato não foi. Coincidentemente o avião caiu. Tendo remarcado a passagem aceitou embarcar porque desta vez estava escrito “Convair”, o que, segundo ele, significava “convém ir”!”&lt;br /&gt;Em dezembro armava-se na sala a grande árvore de Natal. As caixas com as lindas bolas coloridas eram retiradas cuidadosamente do armário e minhas irmãs enfeitavam a árvore, sem faltar a estrela no topo e os presentes no chão.&lt;br /&gt;Caso no balanço anual as nossas malcriações tenham deixado mais saldo do que nosso bom comportamento, havia, segundo a tradição, um pequeno saco de carvão nos esperando! (1)&lt;br /&gt;A sala de visitas também era aberta durante o dia, quando ocasionalmente chegavam os “marreteiros” ou viajantes mascates, vendendo colchas, toalhas, lençóis, cortinas, etc. Chegavam de paletó e gravata, grandes bigodes, sotaque do sul – mas de imigrantes – e grandes malas de couro. Estas eram abertas e tudo se mostrava e se exibia, espalhando pelo sofá, poltronas e cadeiras.&lt;br /&gt;Minha mãe mandava chamar minhas tias e todas vinham olhar, escolher... e pechinchar os belos tecidos. O acerto final era feito com os tios na loja, que davam então a derradeira pechinchada. Estas peças que eram compradas e as que se bordavam em casa eram tão bonitas que o enxoval de minha irmã Aurora ficou exposto na sala de visitas para familiares e amigas.&lt;br /&gt;Mas, havia os riscos. Minha mãe e a cunhada Ana Maria Sangiovanni compraram dois baús com enxoval completo, pagaram e até hoje, pelo que se sabe, nunca receberam...&lt;br /&gt;Era também nesta sala que eram recebidos os namorados das minhas irmãs. Vinham de Salvador Amarílio Mattos, Garibaldo Santana e Manoel Alfredo Mercês, e as recepções eram cerimoniosas, com direito a posterior noivado oficial. Eles ficavam ali namorando, e nós passávamos por lá eventualmente para um rápido papo ou para ouvir o disco compacto de Agostinho dos Santos, que Manuel Alfredo havia trazido.&lt;br /&gt;Nos casamentos era na sala de visitas que minhas irmãs davam a recepção e se reuniam todos os convidados. Foi em uma destas festas que Ruy Espinheira Filho, num desconforto gástrico vomitou em cima de minha mãe, sujando o vestido de gala.&lt;br /&gt;Foi ali também que, anos depois faleceu meu cunhado Garibaldo, na sala já transformada em quarto, depois da reforma da casa. Ele faleceu dormindo, certamente sonhando com os bons fantasmas que ainda habitavam aquela sala de visitas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Existe uma lenda cristã que fala da velha que recusou pousada aos Reis Magos quando a caminho da visita a Jesus. Arrependida pela sua atitude, ela passou a procurar por eles, em vão. Para compensar então, passou a distribuir presentes e balas para as crianças bem comportadas e carvão para as que não eram 'boazinhas', deixando as prendas dentro de meias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Abril/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-2498731383970823413?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/2498731383970823413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/sala-de-visitas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2498731383970823413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/2498731383970823413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/sala-de-visitas.html' title='A Sala de Visitas'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiXFTNFdU0I/AAAAAAAAACI/_OM6bhIEnLM/s72-c/corinto+-+annina-+po%C3%A7%C3%B5es.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-3529464100899899285</id><published>2009-06-01T22:39:00.003-03:00</published><updated>2009-06-05T16:50:00.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Fresa'/><title type='text'>A Fresa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiSDUhW8PDI/AAAAAAAAACA/WtsEs6JgfZA/s1600-h/vane-+vicente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342539446543465522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiSDUhW8PDI/AAAAAAAAACA/WtsEs6JgfZA/s320/vane-+vicente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em Poções, ocasionalmente comíamos a “fresa”, um dos hábitos culinários italianos que perduram até hoje em algumas padarias locais, sob encomenda.&lt;br /&gt;Emilio Sarno freqüentava a padaria de Seu Arlindo, e o orientava como preparar a massa, dar forma e assar. Diariamente, depois que saia do Armazém Sarno, ele ia comprar o jornal e passava na padaria para comprar o pão ou a “fresa” que tinha encomendado.&lt;br /&gt;A palavra “fresa” é no sentido de franzido, enrugado, que é como se apresenta a parte superior da mesma.&lt;br /&gt;Segundo Rohlfs, vem do latim “fresus”, no sentido de “tritato”, triturado:&lt;br /&gt;“ Fresa – focaccia (di farina grossa o di farina castagna) tagliata circolarmente in due parti e cotta un’ altra volta nel forno mo’ di biscotto”. (Bis :duas; cotto: assado - assado duas vezes.)&lt;br /&gt;“ Fresa –pão cozido ao borralho (de farinha grossa ou de farinha de castanha) cortado circularmente em duas partes e assada novamente no forno, à maneira do biscoito.” O borralho é a cinza -“cenere”-, a brasa. (Daí a “Gata Borralheira” em português e “Cenerentola” em italiano, a Cinderela do conto de fadas.)&lt;br /&gt;Leandro Orrico também nos dá esta definição:&lt;br /&gt;“Fresa – pane biscottato a forma di ciambella sezionata” -(Fresa – pão assado duas vezes com a forma de rosca seccionada.)&lt;br /&gt;Recorda-se Vincenzo Antonio Sarno , nascido em Mormanno, que vemos na foto com as “fresas” : “-A parte superior, de fato é toda enrugada. Seu formato é de círculo, com diâmetro externo aproximado de 17 centímetros. Degustava-se com alho cortado em pequenos pedaços e bastante azeite de oliva, mas antes era molhada em água morna, pois era crocante.”&lt;br /&gt;Segundo Carmine Marotta, “a “fresa” é um “biscoito de pão” e é típico da Basilicata do sul e da Calábria do norte. Consta que a fresa tem origem entre os pastores do Apennino Calabro-Lucano, justamente na região entre Trecchina e Mormanno.&lt;br /&gt;Para fazer a “fresa” utiliza-se um pedaço de pão que tem uma forma circular. É dividida na metade de modo a se ter dois anéis de pão, e é levada ao forno para ser novamente assada.&lt;br /&gt;A “fresa” é usada atualmente nesta zona do sul da Itália para o desjejum matinal. É molhada com água de maneira a torná-la um pouco macia, depois se coloca azeite de oliva e se come junto com o tomate temperado com óleo, sal e orégano. Pode ser conservada por vários meses, razão pela qual os pastores a usavam.&lt;br /&gt;É ótima com mussarela de búfala, tomate com azeite de oliva, orégano, sal e erva doce. Uma verdadeira degustação da cozinha tradicional de Trecchina, a boa e natural.”&lt;br /&gt;Fernando Sarno,mantendo a antiga tradição, descobriu que também em Salvador, perto da Casa d’Itália, na Padaria Favorita, pode-se encomendar ao padeiro homônimo – Fernando- um lote de “fresas” simplesmente deliciosas.&lt;br /&gt;Aliás, dois lotes: um para quem encomendar e outro para quem fez esta crônica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Maio/2009 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-3529464100899899285?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/3529464100899899285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/fresa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3529464100899899285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3529464100899899285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/06/fresa.html' title='A Fresa'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiSDUhW8PDI/AAAAAAAAACA/WtsEs6JgfZA/s72-c/vane-+vicente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-5850355898557774162</id><published>2009-05-31T15:24:00.005-03:00</published><updated>2009-06-10T21:01:50.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Loja dos Sarnos'/><title type='text'>A Loja dos Sarnos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiLSFpZ1BQI/AAAAAAAAABw/tWPz7qUuhq8/s1600-h/casa+sarno.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342063102470194434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiLSFpZ1BQI/AAAAAAAAABw/tWPz7qUuhq8/s320/casa+sarno.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Era a loja do meu pai e dos meus tios. A firma foi fundada em 1896. A primeira loja, no tempo de tio Chico e Vicente Sarno, era na atual Rua da Itália, onde mais tarde ficou sendo a casa de tio Emílio. Na frente era a loja e atrás a morada. A loja teve mais mudanças do que evolução. Muito semelhante à cidade de Poções, na Bahia .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Com o tempo foram chegando os outros irmãos de Vicente: Camilo, Valentim, Luis, Emilio, Rosina, Corinto, e o primo Vicente (Orrico) Sarno . E todos moravam em quartos nos fundos da loja.&lt;br /&gt;Tudo muito prático, mas não muito cômodo. Era o inicio do século, Poções ainda era uma cidade muito pequena e as estradas estavam por fazer. A luz era candeeiro e a água trazida por aguadeiros. Eles podiam pagar algumas regalias, mas tinham limitações da própria época. A farinha de trigo para fazer o “spaghetti” chegava muitas vezes estragada da “Bahia”, como todos chamavam Salvador.&lt;br /&gt;A loja foi transferida depois para um sobradão na praça, o único da cidade. Era a época da Segunda Guerra e, apesar de italianos, continuaram merecendo a fidelidade da clientela.&lt;br /&gt;Uma parte do sobradão desabou com uma enchente e a loja passou para o outro lado da praça, ocupando um imóvel que havia sido de Giuseppe D´Andrea, que tinha se mudado com a família para Jequié, inconformado com a insegurança trazida pelos jagunços.&lt;br /&gt;Mas nem assim a loja ficou livre das enchentes. Quando o açude ameaçava estourar, éramos acordados de madrugada para ajudar a transportar as mercadorias para nossas casas, que ficavam em lugar mais alto, na rua da Itália. Era uma fantasia para nós vermos as casas atulhadas de mercadorias as mais variadas. Convivíamos durante algum tempo com pilhas de tecidos, caixas de chapéus e sapatos, perfumes e carretéis.&lt;br /&gt;O auge da loja foi quando teve vitrine, vendia secos e molhados, tecidos e ferragens.&lt;br /&gt;Tinha de um tudo, e quando não tinha dava-se um jeito.&lt;br /&gt;Para quebrar a monotonia do trabalho no comércio, os tios em geral, e Valentim em particular, eram chegados a uma pilhéria como a história de que havia chegado um produto novo fazia o freguês cheirar amoníaco.&lt;br /&gt;Mas tudo terminava bem, eles não perdiam nem a piada nem o freguês nem o amigo.&lt;br /&gt;Naquela época quem queria um terno comprava o tecido na Casa Sarno e ia na alfaiataria de Otoniel, no Beco dos Artistas encomendar o feitio. Um dos fregueses era o sr. A.S. de Iguaí, que sempre comprava com Valentim.&lt;br /&gt;Baixinho, mal passando da altura do balcão, o Sr. A.S. pedia dois metros e meio de tecido para fazer o terno.&lt;br /&gt;Valentim, com o jeitão dele dizia bem alto, já provocando:&lt;br /&gt;"- Mas para você meio metro serve !"&lt;br /&gt;Nas prateleiras superiores da Casa Sarno ficavam as enormes caixas redondas dos chapéus "de massa", como eram conhecidos, para diferenciar dos chapéus "de palha" .&lt;br /&gt;Quando não tinha o chapéu de número adequado para a cabeça , Valentim colocava a mão aberta na nuca do freguês e ajustava o chapéu diante do espelho .&lt;br /&gt;"- Olha, este aqui dá bem justo!" ...e embalava o artigo !&lt;br /&gt;No depósito da Casa Sarno tinha um estoque de escarradeiras esmaltadas, já em desuso. O esmalte estava corroído e Valentim então passou uma tinta e vendeu como cuscuzeiro.&lt;br /&gt;Num sábado, que era o grande dia, um mateiro comprou o tal do "cuscuzeiro" e no sábado seguinte já entrou direto para falar com Valentim:&lt;br /&gt;" Olha aqui seu "Valintim" , o senhor me vendeu um cuscuzeiro ou um chuveiro ? olha quanto buraco !!"&lt;br /&gt;Em outra ocasião Valentim vendeu 5 calças grandes para seu L., pai de M. casada com M.S..&lt;br /&gt;Quando ele chegou em casa a esposa, D. B. estranhou, mas ele argumentou, convencido:&lt;br /&gt;"- Mas Valentim me garantiu que eu ia engordar !!"&lt;br /&gt;Era o tempo das boas prosas, da chegada dos viajantes contando novidades, abrindo catálogos no balcão, fazendo todos sonharem com São Paulo, que parecia que nem era Brasil.&lt;br /&gt;Flop, flop,flop, eram as peças de tecido sendo abertas em cima do grande balcão de madeira, para a freguesa examinar. Ela, que havia apontado timidamente para uma peça, agora via quatro ou cinco já abertas em cima do balcão. E o primo Irineu querendo abrir mais. E a freguesa não sabendo como dizer não, terminava por escolher uma metragem de fustão.&lt;br /&gt;Mas se não tivesse o estampado desejado, Irineu não titubeava. Gentilmente pedia licença para ir ao depósito e ia à vizinha loja de Ed Porto Alves, de onde voltava com três peças no ombro. Uma sempre terminava por agradar à freguesa.&lt;br /&gt;Muitas histórias se passaram pelos três grandes balcões de madeira. Ali se debruçavam viajantes, prostitutas, senhoras e senhoritas e mais os doutores da medicina ou do direito. E mais o padre Honorato. Entrava de repente e saia mais de repente ainda. Se encontrava algum garoto era certo que este levaria um beliscão na bochecha. E ao mesmo tempo perguntava "- Como vai seu pai, menino ?" Nem o menino podia falar, pela dor na bochecha, nem o padre podia escutar, porque era surdo.&lt;br /&gt;Era lá na loja que chegava primeiro a revista “O Cruzeiro”. Podíamos ouvir o mundo através do rádio, mas ver só nas revistas ilustradas. Folheávamos com avidez – os mais velhos primeiro – sentindo aquele cheiro de papel impresso que tinha a magia de nos transportar para um mundo inacreditável.&lt;br /&gt;Foi nas páginas de “O Cruzeiro” que vimos “Baby” Pignatari usando sandálias havaianas. Algum tempo depois o primo Fidelão apareceu usando sandálias iguais. Não foi um escândalo. Foi uma revolução cultural. Até aquela data ninguém considerado rico havia saído à rua com o pé à mostra. Ainda mais aquele pezão brancão !&lt;br /&gt;Aos sábados os mateiros e catingueiros enchiam a loja. Da capa colonial ao bacalhau eles compravam de tudo. Os balconistas recebiam reforços: meu pai vinha do escritório e nas férias minhas irmãs ,meu irmão José Fidelis e os primos Fernando, Pietro e Lulu iam de casa para ajudar.&lt;br /&gt;Com o tempo a feira dos sábados, que era só de frutas, verduras e coisas da roça, foi começando a vender o que se vendia na loja. Os marreteiros chegavam com confecções prontas e variadas. Já se via ferragens, sombrinhas e chapéus. A feira foi crescendo.&lt;br /&gt;Aos poucos o movimento da loja foi caindo. Os sócios foram envelhecendo e indo para Salvador. A firma foi desfeita, ficando apenas a loja de Salvador, que passou de tio Vicente para o filho Chico.Tio Camilo, tendo passado por Jequié, ficou depois sendo sócio de Chico. Era a afamada loja do Guindaste dos Padres, no Comércio. Na fachada ainda está escrito "Sarno" e lá dentro ainda tem Sarno: os netos de Vicente e de Camilo.&lt;br /&gt;Em Poções, até hoje ainda existe, na boca do povo, a loja dos Sarnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;22.jan.2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-5850355898557774162?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/5850355898557774162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/loja-dos-sarnos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5850355898557774162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5850355898557774162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/loja-dos-sarnos.html' title='A Loja dos Sarnos'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiLSFpZ1BQI/AAAAAAAAABw/tWPz7qUuhq8/s72-c/casa+sarno.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-3795803166985489430</id><published>2009-05-31T11:13:00.009-03:00</published><updated>2009-10-31T20:18:58.298-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sites e Blogs relacionados'/><title type='text'>Sites e Blogs  Relacionados</title><content type='html'>&lt;a href="http://blogdosangiovanni.blogspot.com/"&gt;http://blogdosangiovanni.blogspot.com/&lt;/a&gt;   - Cronicas bem humoradas , cheias de histórias e emoções sobre Poções e seus personagens. O autor é o nosso colaborador Luiz Sangiovanni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aib-portoseguro.com/"&gt;http://www.aib-portoseguro.com/&lt;/a&gt; - Site da Associação Ítalo-Brasileira de Porto Seguro "Anita Garibaldi" , com o objetivo de integrar e divulgar as duas culturas, na Costa do Descobrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/"&gt;http://www.orkut.com.br/&lt;/a&gt; - Familia Sarno - 173 membros&lt;br /&gt;Comunidade elaborada por Sérgio Sarno e Luiz Fidelis Sarno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.casaconfianca.org/"&gt;http://www.casaconfianca.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por Carmine Marotta (português/italiano), sobre o seu livro Casa Confiança e a presença italiana em Jequié.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.faronotizie.it/"&gt;http://www.faronotizie.it/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por jornalistas, cronistas e historiadores de Mormanno (italiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oriundi.net/"&gt;http://www.oriundi.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por jornalistas em Porto Alegre (Brasil), com notícias e informações do Brasil e da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.italiaamica.com.br/"&gt;http://www.italiaamica.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por professores e jornalistas da academia de cultura italiana (Bahia-Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.familia.demarchi.nom.br/"&gt;http://www.familia.demarchi.nom.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por Mauro Demarchi com relatos, fotos, notícias e diversas matérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guiapocoes.com.br/"&gt;http://guiapocoes.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site elaborado por jornalistas e colaboradores de Poções. Leia as crônicas de Luiz Sangiovanni na página "Histórias com datas" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.recantodasletras.uol.com.br/"&gt;http://www.recantodasletras.uol.com.br/&lt;/a&gt; - Publica as crônicas de Luiz Sangiovanni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diariosdaditadura.com.br/"&gt;http://www.diariosdaditadura.com.br/&lt;/a&gt; - Publica a saga de Carlos Sarno na luta contra a Ditadura Militar no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-3795803166985489430?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/3795803166985489430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/sites-relacionados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3795803166985489430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/3795803166985489430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/sites-relacionados.html' title='Sites e Blogs  Relacionados'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-7036245148269326125</id><published>2009-05-31T11:04:00.002-03:00</published><updated>2009-05-31T11:10:51.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O escritório do meu pai'/><title type='text'>O Escritório do meu pai</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKO7v6ctMI/AAAAAAAAABo/PjNwuW7loFM/s1600-h/vitor+emanuel+II.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341989265139872962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKO7v6ctMI/AAAAAAAAABo/PjNwuW7loFM/s320/vitor+emanuel+II.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava no fundo da Casa Sarno e para alcançá-lo, despertávamos a ira do enorme cão policial que ladrava desesperadamente, preso à corrente. Eu me esforçava por acreditar que a corrente era boa e forte, e que a chumbada na parede era sólida.&lt;br /&gt;O escritório era comprido, acanhado mesmo, sem nenhum luxo. Tinha um compartimento de depósito ao fundo, com uma mesa, onde ficava a garrafa de garapa, que eu ia levar todas as tardes. Até garapa de café minha mãe fazia e meu pai tomava. Era pecado capital esquecer de levar a   garapa de meu pai.&lt;br /&gt;O que impressionava no escritório era o cofre, um enorme Luso-Brasileiro: verde com filigranas douradas, com uma porta tão espessa, que me dava idéia de solidez das coisas de meu pai, que trago até hoje na lembrança. Transmitia também uma impressão de poder, que eu atribuía a meu pai, porque ele é quem abria e fechava o cofre, manuseando as chaves e o segredo de maneira habilidosa.&lt;br /&gt;Às vezes o cofre ficava aberto e eu via as gavetas e as gavetinhas, e me assaltava um temor, de que os tesouros e segredos que certamente haviam ali fossem roubados.&lt;br /&gt;A escrivaninha era grande e alta, com tampo corrediço de fechar, cheia de escaninhos, sempre repletos de papel. Meu pai, atrás dela. Não era visto de imediato por quem entrava, e isso contribuía para eu tivesse uma sensação de mistério ao entrar ali.&lt;br /&gt;Fazia-o todos os dias para levar a garapa, dar os recados ou pedir dinheiro. Nestas ocasiões ele não precisava abrir o cofre, tirava um maço de notas do bolso e perguntava “-Quanto precisa ?”. Claro, modestamente eu nunca pedia mais que um mil réis.&lt;br /&gt;Ao lado dele, mais duas escrivaninhas, uma que ele ocupava quando estava recebendo alguém, e a outra com uma enorme máquina de escrever Olivetti.&lt;br /&gt;Durante certa época, era Ada, minha irmã, que ficava ali, pois estudava contabilidade, e estava ajudando e aprendendo. Em frente, duas cadeiras e um pequeno sofá de dois lugares,com assento e encosto de madeira, esta, de tirinhas, e detalhes discretos no espaldar e nos braços. Feito de vinhático, provavelmente por algum marceneiro escravo em tempos passados, era o repositório natural e constante de bundas humildes e nobres, civis e eclesiásticas, municipais e estaduais e quiçá federais!&lt;br /&gt;Na parede, uma enorme gravura desenhada por O. Puccioni e impressa nos estabelecimentos Benelli e Gambi (Firenze), tendo no centro o Rei Vitor Emanuel II (1820-1878) e em volta diversas cenas e alegorias sobre a unificação da Itália e a campanha de Garibaldi. Para mim, era como se a Europa ainda fosse medieval e que meu pai tivesse intimidade com reis. Só depois vim a saber que o Reino quase tinha sido abolido por Mussolini.&lt;br /&gt;Às vezes ia com meu irmão José trabalhar no escritório. Era para colar dinheiro velho em folhas de papel celofane e depois recortar. Isto feito, o dinheiro era trocado por novo na coletoria.&lt;br /&gt;Naquele escritório não só eram resolvidos negócios da loja e particulares, como também os da Igreja e do Estado. Católico praticante e virtual conselheiro do pároco Monsenhor Honorato, meu pai tratava ali de assuntos como a construção da igreja nova, a Festa do Divino Espirito Santo, a hospedagem do pregador da festa ou a vinda do Bispo.&lt;br /&gt;De nacionalidade italiana, meu pai não era eleitor nem candidato, mas nenhum prefeito queria fazer nada sem consultá-lo e receber seu apoio. Desde a construção do Ginásio, até a instalação da Companhia Telefonica de Poções ou decidir por onde passar a variante da Rio - Bahia , era ali que tudo se discutia.&lt;br /&gt;Durante todo o dia era interminável a vinda de pessoas para resolver problemas. Eram empréstimos, pagamentos de contas, pedidos de créditos ou simples “dedos” de prosa.&lt;br /&gt;Vinham representantes de firmas de São Paulo – ou viajantes, como eram chamados - pessoas da roça , pessoas da cidade, sendo alguns mais assíduos, como Otávio Curvelo e o padre Honorato. Era um escritório popular e democrático, cívico e religioso.&lt;br /&gt;Enquanto manuseava promissórias, duplicatas e notas fiscais, meu pai via pela janela do escritório a parreira no pátio da loja. Não dava muita uva, mas certamente dava muito prazer ao meu pai poder vê-la, recordando sua terra Mormanno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Maio/97&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-7036245148269326125?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/7036245148269326125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/o-escritorio-do-meu-pai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7036245148269326125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7036245148269326125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/o-escritorio-do-meu-pai.html' title='O Escritório do meu pai'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKO7v6ctMI/AAAAAAAAABo/PjNwuW7loFM/s72-c/vitor+emanuel+II.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-4546186020407534735</id><published>2009-05-31T10:28:00.002-03:00</published><updated>2009-05-31T10:34:04.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os italianos e o cinema na Bahia'/><title type='text'>Os Italianos e o Cinema na Bahia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKG33c0piI/AAAAAAAAABg/iBKWXuSMavM/s1600-h/cine+leto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341980402350597666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKG33c0piI/AAAAAAAAABg/iBKWXuSMavM/s320/cine+leto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                             &lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Cine Jequié-1920 - Irmãos Leto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A característica urbana da imigração italiana na Bahia fez com que aqui se domiciliassem muitos trabalhadores autônomos, entre eles técnicos em galvanoplastia, em eletricidade, decoradores, pintores e artes metalúrgicas diversas.&lt;br /&gt;A passagem por Salvador de várias companhias teatrais, inclusive a Companhia Lyrico-Comica Italiana, de Boldrini &amp;amp; Milone, que inaugurou em 23 de maio de 1886 o Polyteama Baiano, em sua nova fase, contribuiu certamente para que técnicos a artesãos tivessem contato com as necessidades e oportunidades locais na área artística.&lt;br /&gt;Por razões geopolíticas, principalmente a carência de recursos naturais e a necessidade de industrialização, a Itália sempre teve grandes cientistas que se dedicaram às pesquisas químicas e físicas no setor da eletricidade. Desde o século XVIII, com Luigi Galvani e o conde Alessandro Volta, continuando no século XIX com Calzecchi-Onesti e Augusto Righi e, já no século XX com Gugliemo Marconi, tiveram sempre uma familiaridade com uma tecnologia que estaria depois vinculada ao cinema.&lt;br /&gt;Segundo Sílio Boccanera, cronista baiano da década de 20, foi o italiano Nicola Parente quem inaugurou, em 1898, o primeiro cinema na Bahia, chamado Cinema Lumiére. Funcionava na rua Carlos Gomes, número 26, onde posteriormente se estabeleceu a pensão Norte Americana. O nome foi uma homenagem aos irmãos Lumiére que, em 1895, construíram o cinematógrafo e apresentaram o primeiro filme em Paris. Parente foi o primeiro a utilizar, aqui na Bahia, a luz oxyetérica.&lt;br /&gt;Cronologicamente correta, a programação do Cinema Lumiére anunciava como a “última maravilha do século XIX”! Além da apresentação inicial do “sempre apreciável trajecto do cortejo da Rainha Victória”, eram oferecidas “novas e interessantes scénas”: “Um corsel manhoso - Desfilada de um regimento turco para a guerra da Grécia - Uma ponte em construcção - Engraçada dança por uma egypsia, num hotel (Egypto) - Grande cortejo de cavalheiros germânos - Os surpreeendentes banhos de alvorada, em Milão - A chegada do trem”.&lt;br /&gt;Com 200 cadeiras e cobrando dois mil réis por ingresso, este cinema teve um “êxito extraordinário” durante três meses, onde os espectadores assistiam cenas esporádicas, precursoras do moderno filme de enredo.&lt;br /&gt;Sílio Boccanera, que nos deixou estas informações, ele também descendente de italianos, reconhece que a primeira exibição cinematográfica aconteceu em 4 de dezembro de 1897, no Polytheama, organizada pelo senhor Dionísio Costa. Mas, “fosse defeito do aparelho, ou imperícia do operador, o fato é que esse cinema não agradou absolutamente ao público, e só fez a sua estréia”.&lt;br /&gt;No ano seguinte, 1899, foi a vez do Teatro São João passar a ter um cinematógrafo. Era de um italiano, que Boccanera não nos deixou o nome. Por pouco, um princípio de incêndio não devorou todo o edifício e o italiano mudou-se com o seu cinema para a cidade de Alagoinhas.&lt;br /&gt;Em março de 1907 foi inaugurado o Cinema dos Salesianos, ordem religiosa fundada por São João Bosco, no ano de 1859, na Itália. Funcionava nos “feriados nacionais de gala ou dias festivos do estabelecimento”.&lt;br /&gt;O Bijou-Theatro-Cinema, inaugurado em 20 de agosto de 1910, na Calçada do Bonfim, era de propriedade do italiano Umberto Marchesini. Com lotação de 300 cadeiras, funcionava no edifício Miramar, próximo à estação da Estrada de Ferro. Em 1911, também na Calçada do Bonfim, funcionou o Recreio Fratelli Vita, pertencente à fábrica de gasosas dos irmãos Vita. O seu gerente era o senhor Domingos Papaléo. Entre 1911 e 1912, funcionou o cinema Rio Branco, na rua do Saldanha, número 2, de propriedade de Gazineu &amp;amp; Araújo.&lt;br /&gt;A inauguração, em 24 de dezembro de 1919, do Kursaal Bahiano (atual Cine Glauber Rocha, antigo Cine Guarany) foi significativa para a participação italiana na história do cinema da Bahia. Projetado e construído pelo notável engenheiro Felinto Santoro, nas difíceis condições de pós-guerra, incluía, além de todas as acomodações necessárias para um cine-teatro de categoria, quiosque, bar, jardim e a balaustrada em torno da praça Castro Alves.&lt;br /&gt;A fachada, de bom gosto e rara beleza, era ornamentada por duas esculturas de dançarinas do escultor francês Guérin, tendo ao fundo a figura de um pavão com seu colorido variando do azul intenso ao amarelo ouro. Nas laterais dessa fachada, havia a máscara da comédia e da tragédia, ambas de autoria do mesmo escultor.&lt;br /&gt;Curiosamente, em uma foto de 1919, o título do filme anunciado no Kursaal Bahiano era “Redempção”, o mesmo título do primeiro filme baiano de longa metragem, de Roberto Pires, que estreou em fins da década de 50, no Cine Guarany, quando se inaugurou uma placa alusiva ao acontecimento.&lt;br /&gt;O nome “Kursaal”, do alemão pouco usual, traduz-se por “sala de espetáculos”. A mudança do nome para Cine Guarany é detalhadamente narrada no emocionante livro “Um cinema chamado saudade”, de Geraldo Costa Leal e Luis Leal Filho.&lt;br /&gt;Felinto Santoro, consagrado engenheiro e arquiteto napolitano, com obras realizadas em Manaus, Belém, Vitória e Rio de Janeiro, além de ter projetado e construído em Salvador o Mercado Modelo e o quartel do Corpo de Bombeiros, entre outras obras, participou também de um concurso promovido pelo governo do estado, em 1920, para selecionar o melhor projeto para reforma do Teatro São João. A Comissão Julgadora classificou o trabalho de Santoro em 1º lugar, mas, por motivos diversos, a reforma não foi levada adiante. Em 1923, as chamas destruíram o teatro.&lt;br /&gt;A 5 de novembro de 1928, com a presença de Mussolini, instalava-se em Roma o “Instituto Internacional de Cinematografia Educativa”, sob os auspícios do governo italiano e da Sociedade das Nações (atual Organização das Nações Unidas- ONU). A Itália, em geral, e também o fascismo sempre estimularam a atividade cinematográfica.&lt;br /&gt;Imigrantes italianos na Bahia, mesmo sem os propósitos doutrinários, desenvolveram esta emulação cultural e, já nos anos 30, o italiano Bráz Labanca era proprietário da Empresa de Luz Elétrica Pública e Particular de Poções e, na década seguinte, do Cine Poções, que anos depois com o nome de Cine Teatro Santo Antonio, pertenceu a Fidélis Sarno. Na cidade vizinha de Jequié, na década de 20 o italiano André Leto, de Trecchina, além das atividades comerciais e do fabrico de gasosa, teve um dos primeiros cinema da cidade - o Cine Teatro Jequié. Já em Itabuna, na região do cacau, o italiano Giuseppe Larocca, manteve em funcionamento um cinema na cidade, nessa época.&lt;br /&gt;Geraldo e Luis Leal, no livro já citado, fazem referências a três cinemas pertencentes a italianos: o Cinema Calçada, inaugurado em 1927, e depois mudado para Cinema Império, em 1932, cujo proprietário era Salvador Fatescha. O Cinema Pathé, inaugurado em 1928, por Humberto Forccuci, e o Cinema Liberdade, na Estrada da Liberdade, que entre 1940 a 1947 pertenceu a Angelo Larocca.&lt;br /&gt;Na atualidade, destacando-se como cineastas, os descendentes de italiano Geraldo Sarno e Tuna (Sarno D’Andrea) Espinheira contribuem com uma extensa filmografia, basicamente nordestina e baiana .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Dezembro/1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Boccanera Júnior, Sílio - Os cinemas na Bahia - 1897/1918. Resenha&lt;br /&gt;Histórica. Tip. Bahiana, de Cincinnato&lt;br /&gt;Melchiades. Bahia. 1919.&lt;br /&gt;Leal, Geraldo da Costa e Luis Leal Filho - Um cinema chamado saudade&lt;br /&gt;Bahia. 1997.&lt;br /&gt;Associazone Nazionale Ingegneri ed Architetti Italiani - L’Opera Dell’ingº-&lt;br /&gt;Felinto Santoro al Brasile. T.E.M.A. - Napoli&lt;br /&gt;1923.&lt;br /&gt;Revista do Cinema Educativo - Anno 2 - nº 2 - Rio de Janeiro - Maio de&lt;br /&gt;1923.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-4546186020407534735?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/4546186020407534735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/os-italianos-e-o-cinema-na-bahia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4546186020407534735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/4546186020407534735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/os-italianos-e-o-cinema-na-bahia.html' title='Os Italianos e o Cinema na Bahia'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiKG33c0piI/AAAAAAAAABg/iBKWXuSMavM/s72-c/cine+leto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-6462792393932608738</id><published>2009-05-30T15:06:00.000-03:00</published><updated>2009-05-30T16:21:29.777-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Matriz'/><title type='text'>A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiF2WD0e6OI/AAAAAAAAABQ/WWr_B81G9Aw/s1600-h/Igreja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341680754392754402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiF2WD0e6OI/AAAAAAAAABQ/WWr_B81G9Aw/s320/Igreja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Adilson Santos - artista plástico poçõense&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era o nome pomposo que tinha a igrejinha de Poções, até ser construída uma maior. Porém, sei que nunca vou chegar a uma conclusão se a igrejinha antiga era grande ou pequena. Vista de fora, parece pequena, mas vista de dentro parece grande, principalmente quando dava a impressão de abrigar Poções em peso, durante a Festa do Divino.&lt;br /&gt;Tinha gente no coro, na sacristia, nos degraus do altar, na escada encaracolada, todos apinhados ordeiramente.&lt;br /&gt;Na porta principal ficavam os homens. Podiam entrar e sair da igrejinha. Cumpriam a obrigação, mas não com tanto ardor. Na porta da sacristia ficavam os homens congregados marianos,comandados por Diolino Luz e Corinto Sarno, de fita azul no pescoço. Mais perto do padre. Mais perto de Deus, acreditavam eles.&lt;br /&gt;As velhas beatas, vindas dos bairros pobres, ficavam nos bancos da frente, com seus rostos engelhados, as mãos calosas segurando o terço e o olhar baço, perdido. As roupas eram simples, desbotadas, mas davam a impressão que eram suficientes para enfrentar o frio da noite.&lt;br /&gt;A qualquer hora que chegassem as fiéis ricas tinham as cadeiras reservadas. Eram de tampo móvel e serviam para sentar e ajoelhar. As cores dos estofados não eram discretas, como também não o eram os grandes nomes das proprietárias, gravadas na cadeira: Annina, Railda, Francisca...e eu podia reconhecer neles todas as minhas tias. Assim, no meio de todo aperto, tinha sempre uma cadeira livre esperando a dona. Pelos véus, da seda ao algodão, classificavam-se socialmente os fiéis.&lt;br /&gt;No ar, o cheiro de incenso, vela queimando e aquele suor perfumado. Tudo ali parecia ter cheiro , até o sermão do padre.&lt;br /&gt;A cerimonia era uma monotonia em latim, mas todos estavam ali inarredáveis. E cantavam em uma altura tal que, ou suponham Deus surdo ou pretendiam demonstrar o tamanho da fé pela estridência do canto. O som do harmônio, tocado por Bil, e a voz de Lurdinha Amaral davam um tom sacro a tudo aquilo.&lt;br /&gt;E o padre Honorato falava. Contra os protestantes, contra Carmem Miranda, contra o decote, contra o comunismo, contava e recontava as parábolas, citava em latim, cuspindo erudição sobre um pobre povo cuja culpa era ter fé.&lt;br /&gt;As imagens dos santos, nos seus pedestais pareciam tudo sentir e ouvir. Elas olhavam complacentes para aquele povo piedoso, ora apontando para corações expostos, ora apontando para chagas expostas.&lt;br /&gt;Eu ficava sentado embaixo do altar lateral, perto das minhas tias, longe da sacristia e ainda sem o direito de ficar na porta principal, impressionado com tudo aquilo, achando tolamente que ali estava o caminho, a verdade e a vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eduardo Sarno&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;17.março.01 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-6462792393932608738?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/6462792393932608738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/igreja-matriz-do-divino-espirito-santo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6462792393932608738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/6462792393932608738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/igreja-matriz-do-divino-espirito-santo.html' title='A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiF2WD0e6OI/AAAAAAAAABQ/WWr_B81G9Aw/s72-c/Igreja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-838487192473275280</id><published>2009-05-30T12:47:00.000-03:00</published><updated>2009-05-30T16:22:11.234-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Usina  de Arroz'/><title type='text'>A Usina de Arroz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiFW8KetUzI/AAAAAAAAABI/hMRBs_XewOI/s1600-h/tonanni.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341646224643412786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiFW8KetUzI/AAAAAAAAABI/hMRBs_XewOI/s320/tonanni.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A usina ficava em uma casa de fachada bonita, onde havia contornos nas janelas e na porta dupla, em uma transversal da Rua da Itália. O dono da usina era Fidelis, meu primo.&lt;br /&gt;Foi da usina de beneficiamento de arroz que ele ganhou o terceiro apelido: Fidelis do Arroz. O primeiro apelido ele já trazia de uma cidade vizinha e muito ligada a Poções: Fidelis de Boa Nova. O segundo apelido veio com o casamento: Fidelis de Juracy.&lt;br /&gt;Este Fidelis dos três apelidos é o segundo Sarno que nasceu no Brasil. Ele é filho de Vicente Sarno, que veio para a Bahia aos doze anos, a chamado do tio Chico Sarno. O nome Fidelis já era por si uma homenagem ao avô que ficara na Itália, na velha Mormanno: Fedele Sarno.&lt;br /&gt;Empreendedor, Fidelis resolvera passar de produtor de arroz a beneficiador. E lá estava o maquinário funcionando. O motor fazia um barulho que era acompanhado pelo girar das polias, o andar das correias e o balançar das esteiras. O arroz saracoteava, remexia, subia e descia. E o maquinário todo era impecável , de madeira, cobre , couros e ferros. Carlos Tonanni &amp;amp; Cia, de Jaboticabal, São Paulo, havia criteriosamente fabricado, com equipamentos da Fairbanks Morse &amp;amp; Co.&lt;br /&gt;O pó, o verdadeiro pó do arroz, cobria tudo, mas não tirava o brilho que os nossos olhos de meninos emprestavam àquele brinquedo.&lt;br /&gt;Sempre sacudido, lá estava o arroz branquinho, limpinho, caindo dentro do saco. O quebrado também tinha a sua canaleta, e lá se ia para outro saco. E a casca, para onde ia ?&lt;br /&gt;Quando entrávamos pela porta da frente éramos um bando de garotos curiosos e comportados. Olhávamos tudo e os camaradas que lá trabalhavam não se importavam. Mas quando entrávamos pelos fundos, caindo direto no quarto onde era despejada a casca, aí então era uma bandalheira. A casca saia por um canaleta de madeira, velozmente, trazida por um jato de ar. Empurrávamos uns aos outros para que o jato desse bem em cima, principalmente do pescoço, pois sabíamos que depois ficava coçando. Barulho por barulho ninguém ouvia que estávamos fazendo algazarra lá dentro, e depois de algum tempo saíamos.&lt;br /&gt;Toda esta casca era depois jogada na rua ao lado do Fórum, e lá tocavam fogo. Não era um fogaréu, não tinha labaredas. Era como um braseiro, com pouca fumaça, mas por dentro tudo virava cinzas. Como éramos um bando que andava pela cidade em busca de molequeiras, quando passávamos por lá íamos sempre dar uma olhada na brasa da palha.&lt;br /&gt;O fogo que conhecíamos era o das fogueiras de São João, fogo franco e desembestado. Mas aquele era diferente, calado, traiçoeiro, escondido. E em algum momento refletíamos sobre isso, impressionados pela maneira com que a montanha de cascas desabava em cinzas, sem que ninguém percebesse.&lt;br /&gt;Mas, passada a reflexão, íamos mexer nas palhas, descobrir onde estava o fogo, ver quem pisava por cima sem se queimar, e espalhar as cinzas só pelo prazer de esculhambar.&lt;br /&gt;Uma vez por ano a casca tinha uma função sacro-profana. Era colocada no chão do Pavilhão da Festa do Divino, na praça em frente à Igreja, para evitar poeira.. Sobre ela, pelas noites festivas, pisavam pés nativos e forasteiros, femininos e masculinos, em dança e contra-dança, ao som da Orquestra de Jazz.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eduardo Sarno&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;22.jan.2002 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-838487192473275280?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/838487192473275280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/usina-de-arroz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/838487192473275280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/838487192473275280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/usina-de-arroz.html' title='A Usina de Arroz'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiFW8KetUzI/AAAAAAAAABI/hMRBs_XewOI/s72-c/tonanni.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-7949495274500614195</id><published>2009-05-29T17:21:00.003-03:00</published><updated>2009-06-07T11:19:16.251-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro &quot;CASA CONFIANÇA&quot;'/><title type='text'>Casa Confiança</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBNYcDzyhI/AAAAAAAAABA/L66rrKoZpCA/s1600-h/Casa_conf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341354240305777170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBNYcDzyhI/AAAAAAAAABA/L66rrKoZpCA/s320/Casa_conf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O livro “Casa Confiança” , de autoria de Carlos e Carmine Marotta, avô e neto, edição bilíngüe, em lançamento na Itália e no Brasil, parte de um relato extenso , escrito por Carlos Marotta (avô) a pedido do então governador da Bahia, Antonio Lomanto Júnior.&lt;br /&gt;Marotta e Lomanto, originários de Trecchina, pequena cidade da Basilicata, tiveram suas vidas ligadas a Jequié, cidade do interior da Bahia, no Brasil.&lt;br /&gt;Convidado por Marotta, neto, para editar a versão em português, tive a oportunidade de travar conhecimento com este relato simples, coloquial, despretensioso, mas denso de informações e certamente um dos raros testemunhos diretos de um aspecto pouco conhecido da imigração italiana no Brasil : a integração das famílias italianas com a comunidade brasileira.&lt;br /&gt;A bibliografia da imigração italiana no Brasil contempla, de maneira quase absoluta, a vinda de grandes contingentes de camponeses do norte da Itália para trabalhar nas lavouras do sul do Brasil, a formação de cidades no sul, a partir de núcleos de colonos, a presença italiana em bairros das grandes cidades, principalmente São Paulo e o sucesso que tiveram alguns imigrantes, tornando-se capitães da indústria ou do comércio.&lt;br /&gt;Mas a atuação dos imigrantes que vieram do sul da Itália e se radicaram nas regiões Nordeste e Norte do Brasil é pouco estudada e conhecida. Estes imigrantes, basicamente famílias e rapazes solteiros vieram sempre para ter o próprio negócio, seja na capital ou no interior. Mesmo os que vieram tardiamente para núcleos agrícolas, por iniciativa do Governo do Estado, no caso da Bahia, receberam seus lotes agrícolas e logo depois estavam estabelecidos por conta própria. No interior eram, com raras exceções, comerciantes e/ou fazendeiros.&lt;br /&gt;Estes traços característicos da Bahia também se repetiram no resto do Nordeste, com exceção dos núcleos agrícolas.&lt;br /&gt;O relato detalhado e de grande conteúdo histórico de Marotta não retrata uma ocorrência isolada. Onde quer que estivessem, seja em Jequié, Poções, Jaguaquara, Itiruçú ou Lauro de Freitas, os italianos atuavam como um pólo de progresso e desenvolvimento. Eles tinham consciência que vieram para ficar, e a idéia chave era que só poderiam crescer se a comunidade local também o fizesse. E para isso era fundamental que a cultura italiana, de que eram portadores, ajudasse este Brasil do interior , de fins do século XIX e início do século XXI.&lt;br /&gt;O progresso era traduzido não apenas nos seus aspectos técnicos, como a fotografia, o rádio, o cinema, a luz elétrica, o carro, a higiene, a medicina, o plantio e consumo de verduras e frutas, etc. mas também nos seus aspectos ideológicos: a libertação dos escravos, em 1888 e a Proclamação da República em 1889 foram saudadas com festas públicas pelos italianos em Jequié. A Casa Confiança providenciou fogos de artifício e distribuição de aguardente para o povo. A ação pastoral da Igreja Católica recebia uma atenção especial, quando se providenciava padres para as comemorações das datas festivas. E nos anos do fascismo, longe da terra natal, imbuídos de um grande patriotismo alguns se deixaram embalar pelas promessas de uma Itália Grande. Em contrapartida, medidas importantes como a seguridade social, na época em implantação na Itália, já eram prenunciadas pelos italianos na Bahia. Um deles chegou a receber o diploma de Segurado nº 1, por ter-se antecipado em fazer os recolhimentos do Inps no cartório !&lt;br /&gt;O desenvolvimento era marcado de um lado pela participação nos aspectos administrativos gerais da cidade, como a escola, a cadeia, o correio, o transporte, onde os italianos sempre participaram e colaboraram.&lt;br /&gt;O outro lado, a administração específica das suas casas comerciais salta em evidencia no relato de Marotta : a assistência ao cliente era completa. Dava-se crédito ao morador da roça, eram fornecidas ferramentas, equipamentos, assistência técnica através de sementes e informações de plantio e mercado. A visão administrativa-comercial que tinham era das mais avançadas, pois o entendimento era que toda a comunidade tinha que possuir riqueza e na circulação desta riqueza a casa comercial teria então o seu lucro. Os sócios – Niella, Rotondano, Grisi e Marotta - visitavam os clientes nas suas plantações, faziam um levantamento das suas necessidades, transferiam para eles os conhecimentos técnicos e os instrumentos necessários para a produção. Na fase final intermediavam a venda da produção, adquiriam o excedente nas feiras semanais e no computo geral todos ganhavam.&lt;br /&gt;Era assim a Casa Confiança e muitas outras casas comerciais que pertenciam a italianos. O relato de Marotta é envolvente, emocionante e se nos trás de volta a um passado cheio de personagens e acontecimentos também nos leva a uma análise comparativa do que é administrar hoje, quais os laços que unem ( ou desunem) comerciante e cliente, qual o significado da confiança naquela época e o que foi feito dela neste nosso mundo de garantias e avalistas.&lt;br /&gt;Com este livro vamos aprender que a história nunca é tão somente uma narrativa, mas sempre uma lição de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Para adquirir um exemplar entre em contato com &lt;a href="mailto:edusarno@graunalivros.com.br"&gt;edusarno@graunalivros.com.br&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Fevereiro / 2004&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-7949495274500614195?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/7949495274500614195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/casa-confianca-o-livro-casa-confianca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7949495274500614195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/7949495274500614195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/casa-confianca-o-livro-casa-confianca.html' title='Casa Confiança'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBNYcDzyhI/AAAAAAAAABA/L66rrKoZpCA/s72-c/Casa_conf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3861710740675486242.post-5127853475665654637</id><published>2009-05-29T14:48:00.000-03:00</published><updated>2009-05-31T00:17:55.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinto Sarno'/><title type='text'>CORINTO SARNO - 1899-2009 (110 ANOS)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiH20qBWtmI/AAAAAAAAABY/pCR1cBHR90c/s1600-h/Corinto+Sarno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341822017531721314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiH20qBWtmI/AAAAAAAAABY/pCR1cBHR90c/s320/Corinto+Sarno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiAhp3jhUKI/AAAAAAAAAAM/_pS3X67gyPw/s1600-h/CORINTO+1.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...com o tempo só os mortos sobrevivem.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruy Espinheira Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 8 de Março de 1899 nascia em Mormanno, Província de Cosenza (Calábria-It) Corinto Sarno, filho de Fedele Sarno e Teresina Minervini. O nome do pai já aportuguesado – Fidélis – foi dado a inúmeros netos que vivem na sociedade baiana, provocando às vezes situações jocosas.&lt;br /&gt;Corinto foi recrutado para o serviço militar em plena Guerra Mundial de 1914-18 servindo como enfermeiro na frente austríaca, na 3ª Companhia de Saúde. Foi desmobilizado como cabo maior em Verona, a 9 de dezembro de 1920, “tendo mantido boa conduta e servido com fidelidade e honra”.&lt;br /&gt;Apesar do elogio Corinto Sarno nunca esqueceu os horrores da guerra, os amigos que morreram estraçalhados pelas granadas e as inúmeras vezes em que escapou da morte. Por conta destas lembranças que o acompanhou durante toda a vida não gostava de barulhos e filmes de guerra.&lt;br /&gt;Terceiro dos nove filhos de Fedele Sarno foi o único que participou da 1ª Guerra Mundial. Vicente Sarno, o irmão mais velho já estava na Bahia em 1905, tendo vindo a convite do tio, Chico Sarno, que havia fundado a Casa Sarno em Poções, no ano de 1896. Os irmãos Valentim e Camilo Sarno chegaram juntos, em 1925. No ano seguinte veio Luis Sarno e em seguida Emilio Sarno. Das duas irmãs uma, Rosina, veio também para Poções, depois da 2 ª Guerra Mundial, casada com Américo Libonati e a outra, Filomena foi para Buenos Aires, casada com Bragio Barletta. Um dos irmãos, Carmine, morreu na Itália em 1914 de causas naturais.&lt;br /&gt;Corinto Sarno chegou ao Brasil em 1921, pelo vapor “Valdívia” e ficou trabalhando com o irmão Vicente até 1928, quando voltou para a Itália com passaporte emitido por Sua Majestade Vittório Emanuele III, Rei da Itália, e com validade específica para “repatriação ao Reino”.&lt;br /&gt;Depois de passar algum tempo visitando algumas cidades foi para Mormanno procurar uma noiva. Estava na praça, no dia 4 de novembro de 1928, participando da festa da Anistia, quando viu a jovem e bela Annina Sangiovanni na sacada de uma casa.&lt;br /&gt;Foi tudo segundo os costumes, mas muito rápido pois no dia 12 de maio de 1929 já estavam casados. Ainda no altar receberam um telegrama assinado pelo Cardeal Gasparri transmitindo a benção do Santo Padre – Pio XI, na época.&lt;br /&gt;No dia seguinte partiam para o Brasil, via Nápoles.&lt;br /&gt;Em Poções, junto com os irmãos – que moravam todos na Rua da Itália – Corinto Sarno dedicou-se ao comércio como sócio gerente da firma. Negociavam armarinhos e ferragens, secos e molhados, peles e grãos.&lt;br /&gt;Em 1934, entusiasmado pelas vitórias do fascismo na Itália e incentivado pelo Vice Consulado Italiano participou da fundação da “ Associazione Italiana Dopolavoro Umberto Maddalena” que desenvolveu atividades cívico-patrióticas até o início da 2 ª Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Em 1949, quando da passagem por Poções da comitiva de Plínio Salgado, foi organizada uma conferencia religiosa, com entrada paga. Corinto Sarno era membro da Comissão da Ação Católica e participou da recepção ao líder católico. O dinheiro apurado foi utilizado para financiar o início da construção da nova Igreja Matriz.&lt;br /&gt;No cargo de tesoureiro da Comissão de Construção da Igreja Matriz Corinto Sarno desempenhou as suas funções até a conclusão da mesma, merecendo por isso retrato na sacristia (que, em vida, não deixou colocar) e o título de Comendador da Ordem do Papa São Silvestre, conferido pelo Papa Paulo VI em 1965.&lt;br /&gt;Em 1952 já havia recebido, pelas mãos do Conde Antonio Sordi, a Comenda da Ordem Real dos Cavalheiros de Castella, por delegação de Sua Alteza Real o Príncipe Franciscus Ferdinandus Walter Borbone, por ter feito “do trabalho um hino em cuja liça venceu com dignidade e honradez”.&lt;br /&gt;Em 1958 era sócio da “Sociedade Civil Casa D’Itália” e correspondente consular em Poções.&lt;br /&gt;Foi, entre as suas diversas atividades para o progresso de Poções, em 1951, da diretoria da “Associação de Proteção à Infância e à Maternidade”, quando foi construído o Posto de Puericultura Clemente Mariani, com verba obtida pelo deputado Manoel Novaes, de quem privava a amizade.&lt;br /&gt;Em 1948 foi sócio fundador do “Clube Social de Poções” e pertenceu também à “Sociedade União das Classes”. Foi sócio fundador da “Companhia Telefônica de Poções”, pertenceu ao “Lions Clube” e em 1962 foi presidente da “Fundação Ginásio de Poções”.&lt;br /&gt;Em 1968, como reconhecimento pelos serviços prestados à pátria durante a 1ª Guerra Mundial recebeu o título de Cavalheiro da Ordem Vittorio Veneto.&lt;br /&gt;Em 1980, por ocasião das comemorações do 1º Centenário de Poções a Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense prestou uma homenagem à colônia italiana de Poções e escolheu Corinto Sarno como patrono, “pelos serviços prestados à comunidade e à Igreja”.&lt;br /&gt;Muito devoto, Corinto Sarno fez parte da Congregação Mariana e foi durante anos um dos grandes incentivadores da Festa do Divino. Divertia-se principalmente no leilão, quando arrematava prendas que oferecia aos sobrinhos ou devolvia para ser novamente leiloada.&lt;br /&gt;De espírito alegre, não perdia uma batalha de confetes no Carnaval. Vestia-se com simplicidade, usando suspensórios ,em manga de camisa e chapéu de massa, o que motivou um sobrinho, Pietro Sangiovanni, a fantasiar-se de “Seu Corinto” no Clube Social de Poções.&lt;br /&gt;Em 1949 volta à Itália a bordo do “Anna C” com a esposa, para uma viagem de passeio. Em 1954 comemora as Bodas de Prata, merecendo, no discurso feito pelo Juiz Dr. Eurico Alves Boaventura a afirmativa de que o casal é “espelho para os que o cercam”. Tiveram sete filhos : Tereza, Pedro, Aurora, Ada, Noemia, José e Eduardo.&lt;br /&gt;Em 1970, no dia 25 de Maio, enfrenta a morte com dignidade, vitimado pela leucemia, aos 71 anos.&lt;br /&gt;A comunidade poçõense, em um gesto usual mas de profundo reconhecimento, deu o seu nome a uma das ruas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao relembrar tudo isto é como diz o mesmo poeta citado “umas coisas valem a dor da memória”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Sarno&lt;br /&gt;Salvador, 25 de Maio de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3861710740675486242-5127853475665654637?l=familiasarno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://familiasarno.blogspot.com/feeds/5127853475665654637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/corinto-sarno-110-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5127853475665654637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3861710740675486242/posts/default/5127853475665654637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://familiasarno.blogspot.com/2009/05/corinto-sarno-110-anos.html' title='CORINTO SARNO - 1899-2009 (110 ANOS)'/><author><name>Eduardo Sarno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04488369579765304731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiBB68e1b0I/AAAAAAAAAAY/27sI56yCxfQ/S220/eduardo++b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GG3mrRg09Hc/SiH20qBWtmI/AAAAAAAAABY/pCR1cBHR90c/s72-c/Corinto+Sarno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
